Após pegar o marido na cama com sua meia-irmã, Luísa Rossini saiu de casa, mas seu ex se recusou a dar a guarda do seu filho. Atordoada, ela saiu pelas ruas de Bari quando, de repente, um mafioso entrou em seu caminho. “Assine o contrato e vou te ajudar a recuperar tudo o que perdeu”, ele falou num tom imperativo. “A partir de hoje, você tocará piano só para mim”, Don Morano ressaltou com possessividade. Após anos procurando pelo grande amor de sua vida, o mafioso a encontrou, mas Luisa parecia não se lembrar dele. Talvez fosse por isso que ela seguiu em frente e construiu uma família com outro homem. Contudo, Paolo Morano se recusava a deixá-la sair de sua vida outra vez. Será que Luísa aceitará a proposta do mafioso e se envolverá numa sinfonia de amor perigosa?
Ler maisQuando as portas do elevador se abriram, o homem grandalhão a puxou para dentro e, sem se preocupar, pressionou-a contra a parede fria e a ergueu nos braços.Por entre suas pernas, Luísa sentia a ereção vigorosa esfregando-se compulsivamente. Os lábios dele chupavam os seus como uma fruta madura. O sino tocou, anunciando a abertura das portas. O rosto dela começou a queimar quando viu uma das funcionárias com um carrinho cheio de produtos de limpeza.Ambos saíram do elevador. Ele a puxou pelo corredor do segundo piso. Paolo caminhava à frente, puxando Luísa com firmeza, sem dar espaço para hesitações. A mente dela fervilhava, tremendo o julgamento dos empregados que a viam sendo levada para o quarto do chefe. A última coisa que queria era ser conhecida como a funcionária que transava por favores.Com um movimento brusco, ele segurou sua mão, acelerando o ritmo. Ela tropeçou no carpete, mas os braços musculosos de Paolo a pegaram com facilidade, como se ela não passasse de uma pluma e
Ela esperou pelo chamado, mas naquela noite, não houve nenhum convite para ir ao quarto dele. “Talvez ele esteja satisfeito ou apenas exausto da reunião”. Luísa concluiu. Era assim com o seu ex-marido. Marco sempre estava ocupado demais com o trabalho ou cansado demais para qualquer outra coisa até que a viu transando com sua meia-irmã. Por volta da meia-noite, Luísa deitou ao lado do filho, abraçando-o. Ficou observando o rostinho sereno da criança até que o cansaço venceu e, enfim, dormiu. Na manhã seguinte, levantou-se cedo e arrumou o filho para a escola. Desceu para o primeiro piso e foi para a cozinha. Enquanto colocava o lanche dele na bolsa, concentrava-se mentalmente nas músicas clássicas que poderia tocar para Don Morando. — Termine de comer o seu cereal, meu filho. — Luísa falou — Não podemos nos atrasar. — Beijou-lhe a bochecha antes de se afastar. Ao erguer os olhos, encontrou o olhar sombrio que a analisava. Don Morano não parecia tão satisfeito quanto na manhã anter
— Toque Für Elise, de Beethoven. — A voz autoritária quebrou o silêncio. Don Morano olhou de esguelha para a mulher abraçada ao filho e então voltou a fitar o balanço com cordas penduradas nos galhos de uma frondosa árvore. De onde estava, os ouvidos aguçados de Paolo podiam escutar a voz calma de Luísa dizendo que amava o filho. — Fique aqui! — Ela pôs o menino sentado ao seu lado. — Quero brincar lá fora mamãe… — Contrariado, Enzo reclamou. Sobre o ombro, o olhar perspicaz de Paolo analisou o garotinho mexendo na orelha. — Preciso tocar outra música, querido! — Luísa argumentou em voz baixa. Levantando da cadeira, o menino correu até o grandalhão parado na porta. — Senhor Morano! — Enzo puxou a calça de Paolo. — Hã… — O olhar do mafioso desceu direto para a criança que media um pouco mais de 1,10 cm de altura. — O senhor pode deixar minha mamãe brincar um pouco comigo lá fora? — A voz terna indagou. — Enzo, volte aqui! — Envergonhada, Luísa chamou o filho. Contrariado,
— Ela saiu do seu quarto há duas horas, chefe. — E você deixou, farabutto? — O olhar inquisidor do mafioso escrutinou o guarda-costas. — Pensei que o senhor já tinha liberado a ragazza. Empertigando-se, Paolo encarou o homem mais baixo com um brilho frio nos olhos. — O nome da minha mulher é Luísa e, a partir de hoje, você vai monitorar cada passo dela. Hai capito? — Sim, senhor! Tomado pela fúria, Paolo voltou ao quarto e bateu a porta com força. Queria entrar em sua fenda quente para saciar o desejo que o consumia naquela manhã. Contudo, teve de ir direto para o banho, aliviar a tensão que percorria suas veias. Após o banho, ele vestiu um terno slim fit que valorizava o seu torso. Depois de arrumar os fios lisos com um corte asa delta, ele foi para varanda e segurou na balaustrada enquanto observava os seguranças que vigiavam a sua propriedade. O som das batidas rápidas na porta interrompeu o silêncio do ambiente. Logo em seguida, a voz firme da governanta ressoou: — Don Mor
Pela madrugada, os corpos ainda permaneciam unidos. Embora Luísa estivesse exausta, Paolo tocava os pontos certos, provocando-a sem qualquer hesitação.Com renovada intensidade, ele a virou de costas para si, dominando-a novamente. Sua mão firme segurava a perna direita da mulher enquanto deslizava com facilidade em sua umidade, invadindo-a com avidez.— Cazzo, que gostosa! — proferiu, rouco, enquanto sua boca buscava o pescoço dela. Entre estocadas profundas, fitava o próprio membro rígido penetrando-a, um brilho satisfeito percorrendo seu olhar predador.Em um movimento ágil, Paolo a virou, guiando-a para que se sentasse sobre ele. Os corpos encaixaram-se com uma naturalidade instintiva.— Continue! — ordenou, segurando-lhe a cintura com força, impulsionando-a para cima e para baixo.Os movimentos inexperientes de Luísa se fizeram evidentes. Não estava acostumada a esse tipo de entrega; com Marcos, tudo era previsível e rápido, sempre na mesma posição, sem exploração.Dessa vez, Pao
Olhando para a vulva molhada, Don Morano esticou o braço e abriu a gaveta ao lado da cama para pegar o invólucro. Com um gesto prático, retirou a calça de moletom e rasgou o pacote da camisinha antes de desenrolar o látex ao redor de sua extensão dura.Cobrindo-a com seu corpo, ele se posicionou entre as pernas de Luísa, encaixando-se com precisão. Com os cotovelos apoiados ao lado de seu rosto, impulsionou-se para frente, deslizando e invadindo-a num ritmo lento..— Porra, que delícia! — rosnou, cerrando os dentes enquanto o corpo se entregava à sensação viciante.Continuou movendo para dentro e para fora, aguardando que Luísa se adaptasse às estocadas firmes. Subiu e desceu sobre o seu corpo mantendo o movimento de vai-e-vém. Os lábios se encontraram em um beijo ávido, enquanto as mãos dela percorriam as costas musculosas, cravando as unhas na pele quente do mafioso.Os gemidos de Luísa tornaram-se mais altos, seu corpo se enrijeceu, apertando-o em resposta. Paolo arqueou uma sobra
— Aonde o senhor deseja conversar? — indagou, esfregando os olhos para certificar-se de que o homem à sua frente trajava apenas uma calça de moletom preta.— Não faça perguntas! — retrucou o mafioso, impaciente.A previsão do que viria em seguida já se formava em sua mente. Fechou a porta devagar e seguiu o homem até a ampla suíte.— Entre! — Ele mandou depois que abriu a porta.O ambiente, decorado com rusticidade, e quadros imponentes, refletia uma elegância sóbria. Recordando da exigência dele pela manhã, ela sentiu a pele gelar.— Devo tirar a roupa e me deitar? — Nervosa, ela gaguejou.Não tinha ideia do que fazer em sua primeira noite com mafioso. “E se ele for um homem violento na hora da transa?” O pensamento lhe ocorreu.Paolo piscou algumas vezes antes de abrir um sorriso enviesado.— Eu já volto. — Sem dar mais explicações, afastou-se e desapareceu por uma porta lateral.Com receio do que aconteceria em cima daquela cama, ela titubeou. Com um suspiro resignado, ela começou
Com passos firmes e precisos, Paolo atravessou o saguão principal, direcionando-se para a escada, mas desviou de seu caminho ao captar o aroma familiar de comida caseira e risos provenientes da cozinha. Ao adentrar o ambiente, deparou-se com Luísa de costas, mexendo em uma panela sobre o fogão, enquanto uma criança procurava algo na geladeira.Os olhos pequenos e curiosos do menino se voltaram para ele assim que se virou, segurando uma caixinha de suco. — Mamãe! — A criança chamou enquanto apontava para o homem com o semblante sisudo.A colher escorregou das mãos de Luísa ao reconhecer a postura intimidante de Don Morano.— Temos que conversar, — A irritação estava impregnada em sua voz quando falou.A governanta surgiu na cozinha e ofereceu-lhe algo para comer, mas ele recusou com um gesto brusco e permaneceu parado à porta por longos e cruciais segundos.— Ele vai bater em você igual ao que papai fazia? — A voz infantil ressoou na cozinha, direcionada à mãe.— Não! — Luisa se abaix
Embora as suas pernas começassem a bambear, ela só conseguia pensar no filho. O coração saltou ferozmente. Ali, ela não teria escolha se ele a levasse para cama. Sua única opção foi torcer para existir um resquício de bondade dentro daquele homem perigoso. A boca dele já passava pela base de seu pescoço a caminho do colo dos seios.— Tenho que voltar para a Japigia, Don Morano — Aflita, Luísa anunciou.— Cazzo! — Xingou. — Vai insistir nisso? — Don Paolo franziu o cenho.— A diretora da escola quer falar comigo. — As palavras saíram carregadas de angústia. — Estou com saudades do meu filho.— Não pode remarcar para outro dia? — Com os olhos fixos nos seus, ele inquiriu.Temerosa, ela negou com a cabeça. Seu instinto de mãe gritava que algo estava errado. Precisava ver Enzo.— Vou mandar meus seguranças para acompanhá-la. Não arrume problemas, Luísa! — Grunhiu antes de soltá-la.— Grazie, Don Morano.Sem perder tempo, ela virou-se e andou até a porta.— Luísa! — A voz ríspida a chamou