Caleb Evans e Ayala Green são opostos que se atraem. Ele, marcado por um passado cheio cicatrizes que ainda o perseguem. Ela, a luz que ele nunca soube que precisava. Unidos por um amor que desafia a lógica, os dois enfrentam um inimigo inesperado: os segredos que Caleb tentou enterrar. Quando a mãe de Caleb ameaça e coloca Ayala na mira de um perigo iminente, os dois são empurrados para um jogo de mentiras, corridas ilegais e chantagens. Entre adrenalina e paixão, Caleb luta para proteger Ayala, enquanto ela descobre que também precisa ser a fortaleza que ele nunca teve. Em meio a escolhas impossíveis e um amor que queima intensamente, Caleb e Ayala precisam decidir até onde vão para salvar um ao outro — e a si mesmos.
Ler maisAyala Green O sol mal começava a despontar no horizonte quando acordei, ainda envolta no calor dos lençóis bagunçados e no cheiro inconfundível de Caleb. Meu corpo doía em lugares que denunciavam o quão intensa havia sido a noite passada—não só pela paixão, mas pela tensão, pelo medo e pelo peso da verdade que agora pairava entre nós.Caleb se mexeu atrás de mim, seu peito nu colando em minhas costas enquanto sua mão deslizou preguiçosa pela minha cintura. Ele respirou fundo, o nariz roçando na minha nuca antes de murmurar, a voz rouca e sonolenta:— Bom dia, boneca.Senti um arrepio descer pela espinha, tanto pelo apelido quanto pela ternura no seu tom.— Bom dia, baby. — Sussurrei, virando ligeiramente o rosto para fitá-lo. — Precisamos comer, estou faminta.Ele riu baixinho, os olhos ainda pesados de sono, mas havia algo a mais neles—preocupação.— E precisamos conversar também.Engoli em seco. Eu sabia exatamente sobre o que ele queria falar.— Eu já imagino que seja sobre ontem.
Caleb Evans O cheiro de borracha queimada e gasolina paira no ar, misturando-se ao burburinho da multidão aglomerada ao redor da pista improvisada. Mas nada disso prende minha atenção como a garota à minha frente.Seus olhos estão carregados de fúria e preocupação, e logo atrás dela, Jenkins me observa com aquele maldito sorriso divertido, dando de ombros como se dissesse “se vira”.Arqueio uma sobrancelha para ele, esperando que faça alguma coisa, mas ele simplesmente se mantém no lugar, assistindo como se aquilo fosse um espetáculo.— Boneca, vai para casa. Lá a gente conversa. — minha voz sai firme, mas sei que não vai adiantar.— Não. Vamos conversar agora! — ela rebate, cruzando os braços, a expressão cheia de desafio. — Para que isso, Caleb? Quer testar o quão frágil é a droga da vida?Franzo a testa, confuso com a intensidade da acusação.— Claro que não! Eu só precisava de grana, ok?— Podia ter me falado.Solto uma risada seca, sem humor.— Para quê? Para você dar uma de Mul
Ayala Green No sábado à noite, estacionei o carro na frente da casa de Martina e bufei, já me perguntando se essa era mesmo uma boa ideia. Mas minha intuição gritava que Caleb ainda não tinha me contado tudo, e eu precisava tirar essa história a limpo. Mal tive tempo de mandar uma mensagem avisando que cheguei, porque a porta da frente se abriu com tudo, e Martina surgiu animada, seguida por Jenkins, que parecia menos empolgado. — Operação Espião do Caleb está oficialmente em andamento! — Martina anunciou, jogando-se no banco do carona com óculos escuros enormes, mesmo sendo noite. Jenkins, que veio atrás, olhou para mim e levantou uma sobrancelha. — Você realmente arrastou minha garota pra essa maluquice? Revirei os olhos enquanto ele se acomodava no banco de trás. — Primeiro, ela quis vir. Segundo, você tá aqui, então não vem bancar o sensato. — Eu só vim porque eu sabia que se eu não viesse, vocês iam fazer merda sozinhas — ele rebateu, cruzando os braços. Martina riu e b
Ayala Green Os dias estavam passando rápido, e meu relacionamento com Caleb nunca esteve tão bem. Passávamos grande parte do nosso tempo livre juntos, e cada momento ao lado dele parecia reforçar ainda mais nossa conexão. Na faculdade, o pessoal do time e das líderes de torcida já havia se acostumado com a gente. Os olhares curiosos e cochichos discretos haviam diminuído, e até mesmo os beijos no ar que Caleb me dedicava após cada touchdown eram recebidos com risadas cúmplices em vez de surpresa. Mas, apesar dessa fase leve e feliz, algo me inquietava. Nos últimos fins de semana, Caleb desenvolveu um hábito estranho. Sempre que a noite caía, ele saía sorrateiro, como se não quisesse ser notado. Eu fingia não perceber, mas a verdade era que cada vez que a porta se fechava atrás dele, um incômodo se instalava no meu peito. Ele voltava horas depois, sem cheiro de álcool, sem vestígios de festa, sem o sorriso fácil de alguém que se divertiu. Apenas retornava, calado, e se enfiava na ca
Ayala Green A sexta-feira chegou mais rápido do que eu esperava, e o estádio estava lotado. As arquibancadas vibravam com a energia dos torcedores, o som das bandas e dos gritos de incentivo para os jogadores. O time dos Lions estava em campo, prontos para a partida mais importante da temporada. E, é claro, Caleb estava brilhando como sempre. Da lateral do campo, junto com as líderes de torcida, eu tentava me concentrar nos gritos e nas coreografias, mas minha atenção sempre acabava nele. Caleb parecia ter nascido para estar ali — os movimentos rápidos, a força, a estratégia. Cada vez que pegava a bola e corria pelo campo, eu prendia a respiração, meu coração batendo no mesmo ritmo frenético do jogo. No último quarto, com o placar apertado, veio a jogada decisiva. O quarterback lançou a bola, e Caleb correu como um raio, desviando dos adversários até cruzar a linha de touchdown. O estádio explodiu em comemoração. Gritos, assobios, aplausos — todo mundo comemorava a pontuação qu
Ayala Green Martina ainda resmungava ao meu lado enquanto eu rabiscava um esboço no caderno, mas minha mente estava muito longe dali. Para ser mais específica, estava presa em um certo running back de sorriso sacana e olhos que me faziam esquecer até o próprio nome. Droga, Caleb. Suspirei, forçando-me a prestar atenção no professor, mas meu celular vibrou sobre a mesa, e uma notificação apareceu na tela. Caleb: Tô tentando me concentrar na aula, mas a única coisa na minha cabeça agora é você sussurrando que tem fetiche em mim. Mordi o lábio, contendo um sorriso. Eu: Se concentra, baby. Eu também tenho fetiche em você de advogado, e quero ver você brilhar no jogo de sexta. A resposta veio em segundos. Caleb: Mais algo para me desconcentrar. Aliás, se eu ganhar, o que eu ganho? Revirei os olhos, já prevendo onde isso ia dar. Eu: O orgulho de saber que é o melhor do time? Caleb: Boneca, eu quero um incentivo melhor. Meu rosto esquentou. Como aquele homem conseguia
Ayala Green Acordei nos braços de Caleb, sentindo seu corpo quente e confortável ao meu redor. A respiração dele estava lenta e ritmada, uma de suas mãos ainda pousada na minha cintura, como se mesmo dormindo ele quisesse me manter ali. Sorri contra seu peito antes de me mover com cuidado, tentando sair da cama sem acordá-lo. Pé por pé, fui deslizando para fora dos lençóis, sentindo a brisa fria da manhã arrepiar minha pele. Antes de sair, olhei para trás. Caleb ainda dormia, os cabelos bagunçados e a expressão tranquila. A imagem era quase perigosa, porque me fazia querer voltar para a cama e esquecer que o mundo lá fora existia. Mas eu precisava ir. Abri a porta devagar, tentando não fazer barulho… e dei de cara com Lucy. Ela me encarou com um sorriso malicioso, os braços cruzados e uma sobrancelha arqueada como se dissesse até que enfim, né?. — Nem precisa falar nada. — Levantei a mão antes que ela pudesse abrir a boca. Ela riu baixinho. — Ah, mas eu vou falar, sim. Eu sabi
Caleb Evans O motor do Fiat 500 de Ayla ronronava suavemente enquanto descíamos a estrada de terra de volta para casa. A luz do fim de tarde pintava tudo com tons quentes de laranja e dourado, e o vento entrava pela janela aberta, bagunçando os cabelos dela. Ela dirigia com uma expressão tranquila, uma das mãos no volante e a outra repousando despreocupadamente no câmbio. De vez em quando, ela cantarolava baixinho a música que tocava no rádio, e eu me pegava sorrindo sem perceber. Eu ainda sentia o peso daquele fim de semana. Como se algo tivesse se encaixado dentro de mim, algo que eu nem sabia que estava fora do lugar até encontrar Ayla ali, dormindo nos meus braços, sem pressa para ir embora. Mas agora a cidade nos esperava. A casa, os olhares curiosos dos amigos, as perguntas que viriam. Suspirei e apoiei o cotovelo na janela, observando a estrada passar. Ayla percebeu, claro. — O que foi? — Ela me olhou rapidamente antes de voltar a atenção para a estrada. Demorei um segu
Caleb Evans O sol da manhã aquecia a barraca, invadindo o espaço com uma luz dourada e suave. Meu braço estava jogado sobre Ayla, seu corpo encaixado no meu de um jeito tão perfeito que parecia que ela sempre deveria ter estado ali.Eu senti seu corpo se mexer, ela suspirou baixinho e se aninhou mais contra mim, os dedos traçando círculos preguiçosos em meu peito.— Bom dia — sua voz saiu rouca pelo sono.— Bom dia, Boneca — murmurei, beijando o topo da sua cabeça.Ficamos ali, apenas sentindo a presença um do outro, sem pressa para sair do lugar. O mundo lá fora podia esperar.Ela ergueu o rosto para me encarar, os olhos ainda sonolentos, mas brilhando com algo que me fazia sentir um calor diferente no peito.— Tá me olhando assim por quê? — perguntei, brincando com uma mecha do cabelo dela.— Porque eu ainda não acredito que finalmente estamos aqui — ela sorriu. — Que você finalmente parou de fugir.Soltei um suspiro, deslizando os dedos pela curva do seu rosto.— Eu não quero mais