Após perder os pais em um trágico acidente, Isadora vê o controle da herança da família nas mãos de um homem que finge ser amigo da família, mas esconde intenções sombrias. Sem saída, Isadora aceita um casamento de conveniência com um completo estranho, apenas para garantir os meios de recuperar o que é seu por direito. É então que surge Danilo: poderoso, enigmático e acostumado a obter tudo o que quer. O casamento era para ser apenas um acordo, mas ele se vê irresistivelmente atraído por Isadora. Seu coração, no entanto, é colocado à prova quando os fantasmas do passado voltam à tona, trazendo consigo segredos que ameaçam devastar sua vida – e o futuro que ele começa a desejar ao lado de Isadora. Entre traições, intrigas familiares e um amor que desafia todas as convenções, Danilo precisa decidir até onde consegue ir para proteger a mulher que agora significa tudo para ele. Mas será que o passado vai deixar que eles tenham um futuro?
Ler maisPedro e Alexa também eram jovens muito bons, o Aleksander e a Juliete não tinham problemas com eles. Aliás, desde que o Aleksander recuperou a memória no parto de Eduardo, Tamires e Breno, eles vivam uma eterna lua de mel. Joseph vinha de Washington para o Brasil duas vezes por ano, ficava na casa de Laila que se apaixonou pelo menino que a ajudou a resgatar o Aleks. A outra metade do ano, passava na casa da Juliete. Ele optou por voltar a morar com o pai, quando descobriu a verdade. Que Vaitiari não era mãe dele e que o usava como um cofrinho. No resgate de Aleks, que o Leandro teve a ideia de Henrieta ligar por chamada de vídeo pra conseguir tirar Gerard da casa, quando invadiram Vaitiari ameaçou o Aleks com uma faca, e foi Joseph quem pediu pra ela não fazer aquilo. Ela gritou com o menino que nem era mãe dele, para ele apelar pro sentimental e ele deu um chute no braço dela, fazendo-a largar a faca e dando tempo para a Laila dar uns boxes nela. Os dois foram presos e Laila até que
Era uma data especial. Eu estava nervosa, porque hoje era dia de coquetel de renascimento na casa da Juliete, como festejamos há 17 anos. Desde o dia em que Aleksander voltou para nós. Me lembrava bem daquele dia, e sentia uma necessidade grande de me conectar com qualquer ser sobrenatural que nos deram aquele milagre. Eu não era religiosa, mesmo que a minha mãe tenha me criado indo às missas aos domingos. Mas fazendo um balanço geral de tudo o que vivi, sabia que sim. Deveria ter um ser superior que olhava pelos humanos e intercedesse por nós. Porque eu passei muita coisa ruim, mas tenho muito mais a agradecer do que reclamar. Os meus pais, que eram meu porto seguro e cuidavam de mim com amor e paciência, morreram em um acidente de carro. Mas dessa tragédia, veio o Danilo, que causou o acidente e se tornou o amor da minha vida. Também veio a percepção de que Tomás, o tio querido que era o melhor amigo do meu pai, era um psicopata maluco com dupla personalidade. Mesmo sendo triste
Quando cheguei na maternidade, a Juliete já estava de camisola e com a bunda de fora. O médico tinha pedido a hidromassagem para acelerar o parto, pois ela estava com dois dedos de dilatação.Juliete sofria, suada e pálida, mas quando entrei em seu campo de visão, perguntou logo:— O que aconteceu?— Porque você supõe que algo aconteceu? — Danilo quem ia assistir, e é a mão dele que vou tentar quebrar dessa vez.— E se por acaso eu que decidi ver agora? Ele já viu um parto seu, e eu que quero acompanhar dessa vez...— Corta essa, Isadora. O combinado foi você ficar com as crianças, e você não é tão sentimental desse jeito. Cadê o Alejandro? Pode me falar qualquer coisa, eu aguento. Estou com dois dedos de dilatação e contrações com espaçamento de quase uma hora. Só vim porque a bolsa está rota e estou com medo de Alexia ficar seca lá dentro antes de dilatar tudo. Vamos, me diga, cadê o Danilo?— Está bem, Juliete. Você sabe que sou uma mulher prática e meias verdades não combinam mui
Quando descemos do avião, Danilo e eu, já sabíamos o endereço e novo nome de Aleksander. Alain e Leandro conseguiram levantar a nova ficha dele. Ele estava trabalhando como ajudante geral em obras. Vivia com uma mulher chamada Vaitiari, que tinha um filho de 8 anos chamado Joseph. Supostamente era um rapaz em situação de rua itinerante, que vivia viajando entre as ilhas para pedir esmolas para os turistas, e estava em Lahaina quando houve a tragédia. Vaitiari assumiu a responsabilidade por informar os dados dele para um novo documento.— Cara, esse Aleksander é um chato em qualquer vida, você é louco — disse depois de ler as informações sobre a nova vida que Aleks estava vivendo. — É sério? O cara tem uma nova chance, um apagão total de tudo o que fez e viveu, e ele assume mulher e filho e vai fazer serviço braçal?— Laila, pare de fazer piada que tudo é muito sério. Sabemos que esse novo estilo de vida foi implantado por Gerard, que enganou Henrieta esse tempo todo, e disse que está
Quando cheguei em Mairiporã, encontrei uma Isa nervosa e apavorada.— Alain me retornou. Gerard vive com essa mulher que faz os gostos dele. Ela está aguardando uma chamada de vídeo nossa, só esperando você chegar.— Mas é madrugada na França agora...— Ela sabe e mesmo assim está aguardando.Depois que fizemos a chamada, vimos chegar na tela uma senhora de uns 50 anos, bem vestida, conservada, com um olhar perdido.— Boa noite, sou Henrieta. Alain me adiantou o assunto, mais ou menos. De verdade, o que vocês esperam que eu saiba?— Henrieta, me desculpe te incomodar uma hora dessas, mas é realmente assustador tudo o que está acontecendo. Você já ouviu falar de Juliete?— Não, mas Gerard era obcecado pela Duex e o CEO, o senhor Danilo. Ele dizia que queria ter sido programador e eu até sugeri ele voltar a estudar, mas ele disse que o tempo dele passou.— Porque vocês foram para o Havaí?— Ele sugeriu termos uma viagem nossa, disse que gostaria de conhecer o Havaí. Ele programou tudo.
Apaguei a tela do celular e fiz uma busca entre a multidão, encontrei com os olhos Leandro, que já estava vindo em minha direção.— Você não vai acreditar com quem eu estava ao telefone.Quando contei toda a conversa que tive com o suposto Aleksander, Leandro me perguntou:— Você acha que pode ser verdade? — Não sei. Era a voz dele. Mas posso ter sido enganada.— Vamos checar, pelo menos. Vou pedir a Elza e ao Eduardo para terminar de conduzir a inauguração. Você já discursou mesmo.Leandro tomou as rédeas da situação. Saímos do local e volta para casa, fui dirigindo. Eu queria mesmo ir direto para Mairiporã — Não podemos, se tivermos que ir para o Havaí, o jatinho está em São Paulo. Precisamos otimizar o tempo.— Tem razão. Seria perda do tempo que já não temos. — Acelerei o carro.Ainda a caminho de casa, Leandro ligou para o Danilo e acionou o viva-voz.— Não, Leandro. Diz pra Laila que ainda não temos notícia diferente de uma hora atrás. Juliete não está sentindo dores.— Coloc
Assistia a uma reportagem, bem desinteressado, quando ouvi o nome de Isadora. Passei a prestar atenção e soube que naquele dia, sua advogada e amiga estava em uma festa de inauguração de um projeto bem bacana em que orientavam e davam acompanhamento jurídico, psicológico e financeiro para adolescentes na criminalidade. Revirei os olhos e pensei que isso era um problema estrutural e que nada adiantava injetar dinheiro nessas comunidades se não houvesse uma mudança de atitude. Resolvi apenas ouvir enquanto procurava uma roupa para tomar banho. Mas voltei a minha atenção para a tela do notebook quando ouvi uma voz feminina respondendo ao meu pensamento negativo:— Muitos podem achar que o projeto é uma utopia, já que a criminalidade infantil é um problema estrutural, principalmente nas comunidades do Brasil com os ditos aviõezinhos, e que injetar dinheiro nesse problema seria como financiar o crime, e no problema de natalidade na adolescência, seria como incentivar meninas a engravidar.
Eu aguardava a chegada de Gerard, na beira da ilha, me sentia muito ansiosa. Eu acreditava que ele me ajudaria a manter o meu homem em casa. Eu cuidei de Kaleu, ajudei a tirar novos documentos, ajudei a se curar dos ferimentos do acidente, dei guarita a ele quando estava a esmo. Não era certo nem justo agora ele querer ir embora.Eu senti que não daria certo quando o vi pesquisando na internet. Tanto que não permitia ele ter dados no celular. Com ele usando o computador de casa, eu poderia verificar o que ele estava pesquisando e fazer a contenção de danos. Quando ele deu a ideia de um computador em casa, eu fui contra. Liguei para o francês contando da intenção e pedindo ajuda de como poderia evitar.— Você é burra? Ele pode ter acesso a internet de qualquer maneira. Pode até comprar um celular ultra moderno e contratar um pacote. É melhor que você possa fiscalizar isso pra não sermos pegos de surpresa. E outra coisa: ele não pode se sentir acuado, que você está impedindo ele de bus
Assistia alguns noticiários do Brasil no notebook do garoto, Joseph. Comecei a achar que tinha alguma coisa errada com a Vaitiari. Tudo o que eu queria fazer ou perguntar, primeiro ela ia falar com o estranho que me ajudou quando cheguei aqui, depois da tragédia na ilha. Vaitiari era uma mulher muito boa e decente. Depois da visita daquele homem, ela quis ter uma conversa comigo e me deu algumas opções.— Você ouviu o que ele disse. Você era um mendigo das ruas da ilha, e pode ser proveniente de qualquer uma das ilhas de Maui, mas deu o azar de estar naquele lugar naquele momento. E infelizmente, não poderemos saber se você tem algum familiar para onde voltar. Ninguém ajuda um mendigo, pior se for com essas condições. Olha, se quiser pode ficar aqui, na tenda comigo.— Se está me propondo começar um relacionamento. Eu não quero. Nem sei quem eu realmente sou. – Fui categórico e vi que ela não gostou muito da minha resposta.— Não pense assim. Apenas é um agradecimento por ter salvo