Isadora

Quando saí da aula, dirigi até em casa com um único pensamento: hoje não vou beber. Já estava mais do que na hora de parar de adiar a tarefa de abrir as caixas do tesouro do meus pais. Mas, por mais que tentasse me concentrar nisso, minha mente insistia em voltar ao beijo que Danilo me deu no rosto.

Às vezes, tinha a impressão de que ele estava flertando comigo, de maneira sutil. Mas logo me recriminava por esse pensamento. Quem sou eu para afirmar algo assim? Nunca tive experiência nesse tipo de coisa, e, além disso, ele é casado!

Cheguei em casa e fui direto para o chuveiro. Soltei meus cabelos negros, que caíram como uma cascata pelas costas. Meu couro cabeludo estava dolorido por passar o dia todo preso no coque sério e profissional. Depois do banho, me sentei na cama com a caixa do tesouro no colo.

Ao abri-la, senti como se estivesse liberando a caixa de Pandora. Um turbilhão de lembranças me envolveu. Fui pegando cada foto, cada desenho disforme, e as memórias surgiam uma a u
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