Eu queria conhecer minha mulher melhor, essa era a intenção da visita de hoje. Na noite anterior, fiquei acordado pensando nisso. Tive que admitir pra mim mesmo que me apaixonei pela menina inteligente e linda com quem sou casado. Isso eu não tinha planejado quando arquitetei esse plano maluco. O plano deveria ser simples. me lembro quando Alain me perguntou porque uma menina na universidade que tivesse trancado por falta de dinheiro: — Eu preciso de uma mulher nova, culta e que tenha um certo finess. Eleanora não vai acreditar que seja um casamento de verdade, se não for assim. E você só vai encontrar uma mulher nessas características, que aceite se casar por contrato, de preferência sem nem saber quem é o marido, com alguém que esteja em grandes problemas financeiros. E trancar a universidade por causa de dinheiro, é um motivo válido pra aceitar o que eu estou propondo. — Mas sem te conhecer? — Se a mocinha em questão souber quem eu sou, vai querer me seduzir, e esse não é o pr
No carro, eu olhava pela janela em silêncio. Queria evitar uma interação com meu chefe, mas ele parecia alheio a isso. — Posso te fazer uma pergunta, Isadora? — ele fala, quebrando o silêncio.Suspirei pesadamente, para deixar claro o meu desagrado, mas acabei virando para ele com um sorriso educado. — Claro!— Você mora em uma cobertura cara, estuda em uma universidade renomada, dirige um carro do ano. Por que trabalhar como estagiária?Soltei uma risada seca. — Porque a vida de filhinho de papai só serve para pessoas como você. O resto de nós precisa ralar para conseguir as coisas.— Não me leve a mal, Isa, mas o que você ganha na Psy não cobre nem a manutenção do seu carro, quanto mais seu apartamento. E, sinceramente, você não pode me chamar de filhinho de papai baseado apenas em fofocas que Patrícia te contou.Mordi o lábio, envergonhada. — Certo. Então me conta a sua versão, e talvez apague minha primeira impressão. — Sugiro, para desviá-lo de sondar minha vida, mas no fundo,
Coloquei os fones de ouvido e liguei para a Alicia. Precisava desesperadamente saber do paradeiro do Daniel, o funcionário que minha mãe mencionou na carta. Ela me passou o telefone dele, e assim que liguei, ele atendeu e me deu um endereço. Quando cheguei ao local, fiquei surpresa. Era uma casa acolhedora, com uma cerquinha branca e um mini playground onde algumas crianças brincavam alegremente. Outras estavam trepadas em um pé de amora, e foi como se algo dentro de mim despertasse. Um flash de memória me atingiu: já estive naquele lugar, brincando naquele mesmo pé de amora quando criança.Um casal me aguardava, e então, ao me aproximar, reconheci a fisionomia do Daniel. Ele era jovem, talvez tivesse uns trinta anos. A mulher ao lado dele parecia um pouco mais velha, talvez entre 35 e 40.Daniel me perguntou com um sorriso amigável:— Você se lembra de mim? Ou da Tânia, minha esposa?Balancei a cabeça, um pouco sem jeito. — Mais ou menos...Foi então que ele começou a explicar: — Es
Assim que Isadora saiu do quarto, peguei o telefone e liguei para Ronaldo, meu segurança particular. Desde que saí da casa do meu pai, sabia que Eleanor não me deixaria em paz, então contratei um pessoal para me seguir discretamente, garantindo que nada saísse do controle. Quando Ronaldo atendeu, pedi que continuasse seguindo o carro, já que Isadora estava sozinha.Fiquei andando de um lado para o outro no quarto, ignorando completamente Juliete. Minha cabeça estava um caos. Por algum motivo insano, achei que, ao ver o estado de Juliete, Isadora se sensibilizaria e isso a faria ficar comigo. Mas que ideia maluca. Usar minha noiva quase morta para atrair a minha esposa por contrato. Claro que tudo deu terrivelmente errado. Isadora se compadeceu muito mais do que eu esperava. Agora, me via numa situação ainda pior do que antes de ir para Mairiporã. Fiz uma bagunça enorme com tudo. Para completar, percebi que estava apaixonado pela minha própria esposa... e a afastei de mim em seguida.
Assim que vi aquele homem lindo vindo na minha direção, não consegui disfarçar meu sorriso. Soltei o cinto de segurança, abri a porta do carro e deixei a chave no contato.— Pode dirigir? Pelo visto, você conhece bem a cidade. Leve-nos para almoçar. Estou morrendo de fome — ele falou animado. Hesitei por um instante, eu não esperava que ele fosse tão direto e espontâneo: — Você sabe que sou pobre e costumo comer em lugares simples, não é?— Gosto de comida caseira, não tenho problema com isso. Mas, quando te conheci, você estava em um restaurante pra lá de caro.— Só estava acompanhando a minha amiga, Laila. —Vamos, me leve a algum lugar simples.Eu o observei por um instante, antes de responder:— Posso levar, mas depois do almoço quero te levar a uma sorveteria perto da praça central. Eu amo sorvete. Sempre procuro uma sorveteria em todo lugar que vou, mas nenhuma supera essa.Danilo sorriu:— Bom saber. Essa viagem é pra isso mesmo, pra gente conversar e se conhecer melhor.— Pod
Instalei Danilo no quarto dos meus pais e mandei ele ficar à vontade, enquanto eu mesma fui para o meu quarto tomar um banho.Depois de me despir, me olhei no espelho e sorri para mim mesma. Claro que estava excitada e queria dar uns bons amassos nele. Fiquei pensando no que deveria fazer. Resolvi raspar as pernas rapidamente. Tomei banho, deixando o cabelo molhado, porque o calor estava insuportável e isso me ajudaria a refrescar. Escolhi um shortinho solto para ficar à vontade, com uma calcinha de renda branca que Laila tinha me dado. Não que eu achasse que conseguiria ir tão longe a ponto de ele ver minha calcinha, mas nunca se sabe. Coloquei também uma camiseta de ombro caído, sem sutiã.Quando saí do quarto, dei de cara com ele. Danilo estava encostado na porta do quarto dos meus pais, usando a bermuda e a camiseta que eu tinha dado para ele vestir e com os cabelos molhados. Ele parecia relaxado, mas estava irresistivelmente lindo.— Vem, vamos para a cozinha. Vou fazer uma tábu
Eu estava enlouquecidamente excitada. Por um momento, pensei na minha falta de experiência e me perguntei se isso o afastaria. Mas Danilo parecia saber exatamente o que estava fazendo, como se já tivesse feito aquilo inúmeras vezes. Achei melhor avisá-lo, mas antes que eu pudesse dizer algo, ele me colocou sentada na beira da cama. Suas mãos deslizaram para dentro da minha camiseta, e ele apertou os bicos dos meus seios ao mesmo tempo, me fazendo perder o fôlego. Num único movimento, ele arrancou minha blusa, me deixando nua da cintura para cima.Danilo estava ajoelhado aos meus pés, e seus lábios desciam lentamente pelo meu pescoço e colo, deixando um rastro de fogo por onde passavam, até alcançarem meus seios. Quando ele abocanhou um, sugando-o, e apertou o outro com as mãos, senti como se estivesse flutuando. Meu corpo inteiro reagia a cada toque.Quando ele passou para o outro seio, seus dedos começaram a trilhar um caminho pelas minhas costas, depois voltaram para minha cintura.
Depois que terminamos, levei Isadora no colo até o banheiro e a ajudei a se lavar. Não dissemos uma palavra sequer. Apenas nos olhávamos e nos beijávamos, como se tudo o que precisássemos estivesse naquele contato. Eu me sentia em êxtase, mais leve do que jamais imaginei que poderia estar.Quando voltamos para o quarto, ajudei-a a se vestir e deitei-me ao lado dela, puxando sua cabeça para descansar sobre meu peito. Aos poucos, fui sendo envolvido pelo sono.Mas, mesmo com os olhos fechados, percebi que Isadora estava inquieta. Seu corpo estava ali, tão próximo ao meu, mas sua mente parecia viajar longe. Apostei que ela estava arrependida. Talvez por ter se entregado tão rápido a alguém como eu: um completo idiota que sequer se deu ao trabalho de usar preservativo.Puta merda. Não usamos nada.O pensamento me fez acordar de vez. Levantei-me de repente, incapaz de continuar fingindo calma.— O que aconteceu? — ela perguntou, me encarando com os olhos arregalados.Eu não conseguia me pe