— “CINCO MILHÕES DE DÓLARES PARA A MENINA DE VERMELHO!” Todos olharam para o dono da voz, apenas para ver um homem paralisado empurrando uma cadeira de rodas em direção à primeira fila. Os olhos de Marina estavam cheios de lágrimas, ela não conseguia acreditar que o marido a havia leiloado. —¡Vendida! Marina Andrade foi vítima da mais amarga traição durante sua lua de mel na Escócia. O marido, afogado em dívidas de jogo, oferece-a num leilão clandestino. Anos depois ela descobre que perdoar nem sempre é o ato mais nobre. Gavin MacLeod é um homem deprimido com a morte de sua esposa e filho. Ele vai para o Rio de Janeiro e descobre que a esposa do sobrinho está desviando dinheiro do banco do pai. Quando a mandou para a prisão, ele não esperava que sua vida desse uma reviravolta tão grande. Marina não é apenas a esposa do sobrinho, é também a mulher que lhe deu uma razão para viver. Marina deve navegar por um labirinto de segredos e lealdades divididas para se salvar, mas acima de tudo para salvar seu filho.
Ler maisA enfermeira com um grande sorriso colocou um gorro de tricô em Cris e piscou para ele. —Acho que esse chapéu dá sorte, meus pacientes dizem que faz o cabelo crescer muito rápido e eu acho lindo. Cris sorriu e Marina entrou na sala com Gavin. Quando Cris viu Gavin, ele tirou o chapéu, trazendo mais cabelos com o movimento. Gavin, com o coração partido, foi até a cama e o abraçou, sempre sorrindo. —Pai, guerreiros não usam chapéu, então não sei —disse Cris em dúvida. Gavin sorriu. —Os guerreiros usam tudo o que precisam para travar suas batalhas e acho que combina bem com você. Gavin pegou Cris para colocá-lo na cadeira enquanto a enfermeira preparava o barbeador. Marina lutou para manter a compostura. Seus olhos se encheram de lágrimas enquanto ela segurava a mão de Cris. Gavin ficou ao seu lado, com o olhar fixo no filho, dando-lhe apoio.A enfermeira tinha tudo pronto e olhou Cris nos olhos. —Você está pronto, campeão? —perguntou a Cris. O menino assent
Marina entrou no quarto de Cris e viu que a cara dele estava triste, o tablet que ele nunca deixava estava em cima da cama com um carretel infantil brincando sem parar sem a criança prestar atenção. — Tem algo de errado com você Cris? Marina se aproximou do filho e ele estava com uma mecha de cabelo nas mãos. Marina o abraçou com o coração enrugado, mas mostrando força ao filho sorriu. —Está tudo bem meu amor, o cabelo sempre cresce. —Vovô não deixa mais crescer cabelo, serei igual a ele? —Chris murmurou tristemente. Marina franziu os lábios. —Sim, mas vai crescer de novo em você, eu prometo. —Vai demorar? —Isso não importa, nós lhe daremos bonés, chapéus e Elsbeth tricota alguns chapéus lindos. —Os escoceses não usam chapéu contra o frio, porque são guerreiros, meu pai me disse que eu sou um guerreiro e não importa se eu uso chapéu, porque quem manda sou eu. Marina sorriu. —Gavin te avisou que seu cabelo iria cair? Cris assentiu. —Meu pai m
—Marina, preciso ir. —Não Ana, por favor. —Marina, não sei o que estou fazendo aqui, já faz um mês que você se casou e você se tornou mais indecifrável que as pessoas desse clã e isso é porque não sei falar escocês, porque não é preciso ser um gênio para perceber o que pensam sobre a situação do seu casamento. Marina pegou as mãos de Ana. —Vamos sair, talvez eu não aguente mais. Uma enfermeira ficou a cargo de Cris e Marina e Ana caminhou por um morro próximo ao castelo que permitiu ver se alguém se aproximava. —Ok, estamos longe agora e acho que os pássaros da Escócia não sabem falar português, me diga o que há de errado. Marina mordeu os lábios e colocou a mão na testa. —Acho que deveria começar do início. Marina finalmente conseguiu desabafar, em meio às lágrimas de frustração, tudo o que estava aprisionado em sua mente e em seu coração. Ana ouviu atentamente, cerrando os punhos nos momentos em que via claramente as intenções de José Manuel, devido à
Os aposentos do Clan Laird eram enormes, porém Marina se sente claustrofóbica, em pânico e com todo tipo de ansiedade. A sala como tal é linda e, como todo o castelo, uma mistura harmoniosa de passado e presente. O que mais chama a atenção no espaço é uma lareira central e, embora isso dê um ar bastante romântico ao ambiente, o retrato gigante de uma mulher sobre a lareira parece absorver toda a energia do local. Marina sentiu arrepios só de ver o retrato, pois ele está de frente para a cama, parece que ele está a observando, ela presume que seja Sofi. Marina decidiu sentar-se num canto da sala, numa pequena escrivaninha que destoa da opulência do lugar, parece desgastada e com uma cadeira que já viu dias melhores, mas era muito aconchegante. Sobre esta escrivaninha havia alguns livros e vários porta-retratos com lindos bordados; Marina olhou para eles um por um e os deixou em seus lugares. —Se Gavin me ver mexendo nas coisas da Sofi, ele vai me jogar na lareira. M
Marina como señora del clan MacLeod debía sentarse junto a Gavin en una mesa llena de comida y lujo, e ir recibiendo las felicitaciones de todos los miembros de los clanes vecinos que iban llegando a presentar sus respetos y conocerla. Marina cada vez más nerviosa ante la expectativa de compartir íntimamente con Gavin no podía dejar de recordar la nefasta noche que fue subastada. —Luces muy pálida, ¿te sientes bien? —Le preguntó Gavin. —Quisiera ir por un poco de aire —musitó Marina. Gavin se levantó y la escoltó al mirador. Marina tomó una bocanada de aire. —Quizás el corpiño te aprieta —Inquirió Gavin. Marina negó con la cabeza. —No es nada… — ¡Gavin, en hora buena! — ¡Stephen! —Gavin exclamó al ver a un amigo y aliado comercial—. ¿Estarás bien aquí? —Preguntó a Marina. —Sí… Ve, no hay problema —exclamó Marina con apremio resistiendo las ganas de sacarlo de su vista a empujones. Quedó sola en el mirador y miró a los lados, tenía horribles náuseas y
Duas semanas depois. Marina caminhou em direção ao escritório do chefe do clã, os estandartes e flores decoravam a sala principal do castelo, todos os funcionários se preparavam para que tudo ficasse pronto no dia seguinte. Seria o casamento do chefe do clã e Marina não parecia uma noiva comum. —Você deveria sorrir —Gavin exigiu quando a viu entrar em seu escritório. —O que você quer? —Marina perguntou cruzando os braços. Gavin riu, balançando a cabeça. —Você é uma garota mimada. Marina odiava ser chamada de menina, ainda mais porque ele dizia isso de brincadeira. —Para você eu sou uma menina. Gavin caiu na gargalhada. —Na verdade, tenho 42 anos —Gavin se aproximou dela com uma caixa de joias nas mãos—. Fique com ele, é o seu anel de noivado —Gavin entregou nas mãos dela sem abrir e Marina também não abriu. —Gavin por favor, detén esto. Gavin sentou-se à sua mesa. —Não pode… —Por que você tem que ser tão obtuso? — Obtuso você diz? —Gavin re
—Que diabos você está falando? —Gavin perguntou olhando para todos. Ele estava furioso, não queria que descobrissem em hipótese alguma que Marina estava ligada aos Duncan. —Você foi ao Brasil determinado a descobrir o que estava acontecendo no banco do seu pai, mas voltou com Fergus morto e uma menina ferida com o filho doente —disse o velho—. Agora explica pra gente Gavin: Por que no Brasil você a acusou de um crime e agora ela é sua noiva? —Gavin é obviamente o protetor de Marina —Graham objetou e olhou para Gavin—. O que posso entender de tudo isso é que ela foi uma vítima e você e meu pai a resgataram. Gavin permaneceu em silêncio enquanto o resto dos representantes do clã debatiam. —Mas o importante é que Gavin não pode se casar com a mulher”… “Ela é a esposa do sobrinho dele.” “O menino também é sobrinho dele.” — SUFICIENTE! —Gavin gritou, batendo a palma da mão aberta na mesa e todos ficaram em silêncio—. Vou casar com Marina Andrade... —Gavin, esta
—Não me sinto confortável falando sobre isso —respondeu Gavin, e Marina ficou envergonhada. —Me desculpe, não foi minha intenção, mas já que conversamos... Vamos deixar assim, vou voltar para a Cris. — "Espere" —Gavin fez uma pausa—. Você tem razão e parece que até lhe devo uma explicação pelo que fiz com você, mas me sinto mal por falar sobre ela. A verdade é que ela não era uma mulher normal. —Alguma coisa mental? Gavin assentiu sem olhar para ela. —Foi-me difícil admitir, mas sendo objectivo, o seu comportamento era errático, por vezes muito efusivo e outras vezes depressivo… —Sinto muito. — Em outra coisa somos parecidos, e é que eu estava determinado a esperar pela mulher certa. —Você não teve namoradas no ensino médio? Gavin fez uma careta. —Camila… —Ah... Claro, eu entendo. —Eu também casei com muitas expectativas e fui feliz, até minha esposa engravidar, depois disso a mente dela... —Qual era o nome do seu filho? —Anderson, eu tinha 6
—Você quer café? —Gavin perguntou e Marina imaginou que era pela aparência de um relacionamento amoroso, então ela afirmou e o seguiu. Porém, Gavin não estava pensando nas condições do contrato, ele só queria continuar conversando com ela, gostava de ter alguém com quem tomar um café. A verdade é que ele não percebeu o quão sozinho estava até ficar sem Fergus e seu pai, que ultimamente gostava de ficar com ele na Escócia. Gavin sinalizou para uma atendente que os seguiu até o escritório. —Traga-nos café, dona Marina sem uísque e com açúcar. —Como o da Dona Ana? —A senhora perguntou. —Exatamente, como o da dona Ana. —Poderia ser chá? —Marina perguntou em voz baixa. Gavin riu. —Você não gostou nada do nosso café —Gavin olhou para a senhora e fez o pedido e a senhora foi embora. —Na verdade, gosto do jeito que bebem aqui. Gavin ergueu as sobrancelhas sorrindo e Marina ficou vermelha como uma cereja. —Como Ana não gosta. Marina sorriu. —Ana leva