No mundo dele, amor é fraqueza. E ela… é a tentação que pode destruí-lo. Giovanni Bianchi vive nas sombras do próprio império. Frio, meticuloso e sem qualquer vestígio de compaixão, ele reina como um predador entre homens, tanto nos salões de mármore da alta sociedade quanto nos salões escuros do The Black Room, onde o prazer se mistura ao controle, e dor se confunde com desejo. Ele não se apega. Não se envolve. Ele domina. Mas tudo muda na noite em que um erro põe Sofia Romano em seu caminho. Ela não deveria estar ali. Não naquele vestido, não naquele lugar, não diante dele. Inocente demais, perdida demais , perfeita demais para não ser corrompida. Movida pelo desespero de salvar a irmã, ela aceita substituir uma acompanhante. Só uma noite. Um jogo perigoso. Uma mentira que custará caro. Giovanni sente o perigo no segundo em que a vê. Ela não conhece as regras. E isso a torna irresistível. Ele tenta manter distância. Mas a obsessão cresce como veneno. Ela desperta algo que ele acreditava estar morto: o impulso de possuir, destruir, de fazer dela sua. Sofia não sabe o que significa entrar no mundo de Giovanni Bianchi. Mas logo entenderá que, quando ele decide tomar algo, nem o céu ou o inferno conseguem detê-lo. Ela será sua ruína, Ou será arrastada com ele para o abismo.
Ler maisSophia RomanoO mundo ao meu redor parece se desvanecer. As luzes, as vozes, os olhares curiosos e famintos das pessoas que me cercam… nada disso importa. Apenas ele. Só Giovanni me encarando daquele palco como se eu fosse algo que ele pudesse moldar e destruir à vontade.— Venha até aqui, Sophia. — A voz dele é um convite proibido, um comando suave que reverbera dentro de mim de uma forma que eu odeio admitir.As pernas pesam como chumbo. Minha mente grita que eu devo fugir, correr para o mais longe possível desse lugar, dessa insanidade, mas meus pés se movem.Cada passo é uma batalha entre o medo e a determinação. Entre a vontade de enfrentar Giovanni e o desespero de querer sair dali antes que seja tarde demais.Quando percebo, estou diante do palco. A plateia inteira parece ter parado para me observar, como se o espetáculo ainda não tivesse terminado. Como se o verdadeiro show fosse o que está prestes a acontecer entre mim e ele.Giovanni continua me encarando, com um sorriso cru
Sophia RomanoEu deveria desviar o olhar. Deveria me levantar e sair correndo daquele lugar. Tudo dentro de mim grita para que eu fuja antes que seja tarde demais. Mas estou congelada.O espetáculo continua diante de mim, Giovanni usando seu poder como se aquilo fosse um teatro montado apenas para o seu prazer. E talvez seja. Porque todos os olhares estão fixos nele. Toda a atenção é dele.As duas mulheres se curvam sob seu toque como se ele fosse o próprio diabo oferecendo o mais perverso dos prazeres. Cada movimento dele é um lembrete do controle absoluto que exerce sobre elas.Mas então… ele olha para a plateia.Seus olhos azuis varrem a multidão lentamente, como se estivesse procurando por algo. Não. Como se estivesse procurando por alguém.Eu prendo a respiração, meu corpo inteiro fica em alerta enquanto o olhar dele se move pela sala, como um predador farejando o medo de sua presa.E então ele me encontra.O choque é imediato. Giovanni me vê e o sorriso que surge em seus lábios
Sophia RomanoO salão está mais cheio agora. Pessoas se agrupam próximas ao palco, seus olhares famintos e ansiosos sugeriam que algo especial estava para acontecer. Eu ainda estou tentando me recuperar da apresentação anterior, a visão da mulher dominando o homem como se ele fosse nada além de um objeto para seu prazer.— Senhores e senhoras… — A voz do apresentador ecoa pelo salão, suave e cheia de um respeito quase reverente. — Agora, preparem-se para um espetáculo único. Algo que apenas os mais sortudos têm a oportunidade de presenciar. Apresento a vocês… o mestre da dominação. Giovanni Bianchi.Meu corpo inteiro congelou.O nome dele soou como uma sentença sendo proferida. Eu sinto o ar se tornar espesso, quase impossível de respirar. Minhas mãos se fecham em punhos enquanto meus olhos fixam-se no palco, incapazes de desviar.— É ele. — Murmura uma mulher ao meu lado, com os olhos brilhando de puro desejo. — Ele está aqui hoje. Meu Deus, Giovanni é um verdadeiro deus entre os hom
Sophia RomanoO pedaço de papel está sobre a minha cama, me encarando como um desafio que não posso ignorar. Eu já li o endereço tantas vezes que as palavras parecem ter se gravado na minha mente. Giovanni me desafiou. Ele quer que eu prove que estou disposta a fazer o que for necessário para pagar o que devo.E, droga, eu vou provar.Olho para o espelho do meu quarto. Escolhi um vestido preto justo, sem exageros, que termina logo acima dos joelhos. É simples, mas elegante. Sem decotes profundos ou brilhos chamativos, apenas algo que me faça sentir um pouco mais confiante, mesmo que eu saiba que isso é uma mentira.O cabelo está preso em um coque frouxo, algumas mechas escapando e caindo sobre meu rosto. A maquiagem é suave, mas suficiente para esconder as olheiras que surgiram nas últimas noites mal dormidas.Respiro fundo, os dedos tremendo enquanto coloco os saltos pretos. Eu pareço pronta, mas por dentro, estou um caos.Saio de casa e percebo o olhar analítico de minha mãe. Ela se
Assim que a porta se fechou atrás de Sophia, um silêncio espesso tomou conta da sala. Giovanni permaneceu ali, imóvel, com os olhos fixos no espaço vazio onde ela estivera segundos antes. A tensão ainda vibrava no ar como eletricidade estática. Seu peito subia e descia com força, e sua respiração, geralmente controlada, agora era pesada, carregada de desejo e raiva contida.“Me torne sua submissa.”As palavras dela ressoavam como um eco obsceno dentro dele, reverberando em sua mente como uma melodia proibida. Foi tão repentino, tão inesperado e, ao mesmo tempo, exatamente o que ele ansiava ouvir desde o primeiro instante em que cruzou com aqueles olhos cheios de fogo e orgulho.O sorriso de Giovanni surgiu lentamente em seus lábios, mas dessa vez não era o deboche controlado de sempre. Era uma expressão crua, animalesca. Uma mistura de triunfo e pura luxúria. Ele girou nos calcanhares e caminhou até a janela de sua sala, as mãos se fechando em punhos ao lado do corpo.O vidro refletia
O sorriso debochado de Giovanni estava estampado em seu rosto impecável, aquele rosto que parecia esculpido para provocar. Ele recostava-se na cadeira como se estivesse no trono de um império particular, os olhos fixos em Sophia com a calma perigosa de um predador diante de uma presa que, apesar de desesperada, ainda tentava fingir que tinha o controle.Ele se divertia. Com ela, com aquela situação. Com o jogo que, para ele, nunca deixará de ser um entretenimento delicioso.— Ouviu o que eu disse? — repetiu Sophia, com o queixo erguido em desafio, embora suas pernas tremessem sob o vestido.— Claro que ouvi, Sophia. — murmurou ele, com a voz baixa e arrastada, provocante, como um convite indecente disfarçado de conversa. — Estou ansioso para ouvir como pretende me impressionar hoje.Victor e Alberto, que estavam ao lado, se entreolharam em silêncio. O clima dentro da sala era evidente, mas antes que pudessem abrir a boca, Giovanni ergueu uma mão, dispensando-os com um gesto imperativo
Fazia dias que Sophia tentava falar com Giovanni. Dias em que suas ligações eram ignoradas e suas mensagens retornavam com respostas vagas e impessoais enviadas por algum assistente desconhecido. A cada tentativa frustrada, a irritação crescia como um incêndio dentro dela, queimando cada pedaço de sua paciência.Giovanni estava se escondendo. Era isso o que ela pensava. Era como se ele estivesse brincando com ela, se divertindo ao vê-la se desesperar na tentativa de entrar em contato.Naquela manhã, depois de receber mais uma resposta automatizada da secretária dele, Sophia perdeu a calma. Seus dedos apertaram o telefone com tanta força que quase o arremessou contra a parede.Não. Ela não ia permitir que ele a ignorasse.O trabalho se arrastou como um tormento, cada minuto se arrastando como se o próprio tempo estivesse zombando de sua frustração. Quando o relógio finalmente marcou o fim do expediente, Sophia pegou sua bolsa com movimentos bruscos e saiu sem se despedir de ninguém.S
Duas semanas haviam se passado desde a cirurgia, e Hanna já estava em casa. Correndo pelo quintal, gargalhando, com os cabelos esvoaçando ao vento e os pés descalços tocando a grama como se nunca tivesse conhecido uma cama de hospital. Era uma imagem quase irreal, como se o tempo tivesse voltado atrás para devolver à menina sua infância interrompida. A recuperação havia sido rápida, quase milagrosa, um sopro de esperança em meio ao caos. A cirurgia cicatrizará perfeitamente e os médicos disseram que Hanna poderia voltar a brincar como uma criança comum. Dentro de casa, Blanca mantinha o terço apertado entre os dedos como um escudo invisível. Todas as noites, ajoelhava-se diante da imagem de um santo e rezava em silêncio, as lágrimas escorrendo pelas bochechas enrugadas.— Quem quer que seja essa pessoa… que Deus a recompense. Porque eu nunca poderei retribuir o que ele fez. — dizia ela, com a voz embargada e os olhos marejados.Essas palavras perfuravam o peito de Sophia como espinho
Na manhã seguinte, Sophia acordou primeiro. Os olhos ainda estavam pesados de cansaço, mas sua mente já despertava para a realidade cruel que a esperava. Precisava resolver as questões práticas antes de se preocupar com Giovanni.Ela se arrumou rapidamente, trocando a roupa amassada por algo mais adequado para sair. Na cozinha, preparou um café fresco e deixou uma caneca pronta para Amélia. Não teve coragem de acordá-la, então deixou um bilhete sobre a mesa:“Amélia, fui entregar os atestados nos empregos. Volto logo. Obrigada por tudo. Você é incrível. Te amo. — Sophia.”O vento gelado da manhã soprou contra seu rosto assim que saiu para enfrentar o mundo. Primeira parada: o restaurante onde trabalhava como garçonete. O gerente, um homem ranzinza e impaciente, torceu o nariz ao ouvir sobre o atestado, mas acabou aceitando sem muita resistência.Depois, foi até a loja onde trabalhava como balconista. A chefe, uma mulher gentil de meia-idade chamada Sra. Ortiz, recebeu Sophia com um ab