Capítulo 03 - O Encontro

O restaurante luxuoso estava banhado por uma iluminação quente e elegante, refletida nas taças de cristal dispostas sobre as mesas de linho impecável. O som discreto de conversas e risadas se misturava ao tilintar dos talheres, criando uma sinfonia refinada de sofisticação e exclusividade.

Giovanni estava sentado em um dos melhores lugares do salão, girando lentamente o uísque em seu copo de cristal, seu olhar afiado varrendo o ambiente com impaciência contida.

Vitor havia entrado em contato pessoalmente com o dono da Elite Diamonds, garantindo que a garota escolhida se encaixava em todos os requisitos do empresário. Mas Giovanni, um homem acostumado a exigir o melhor e aceitar nada menos do que a perfeição, permanecia cético.

Por isso, ele marcou aquele jantar.

Não gostava de surpresas.

Não gostava de perder tempo.

E, acima de tudo, não gostava de se decepcionar.

Mas quando ergueu o olhar e viu a mulher atravessando o salão em sua direção, algo dentro dele estremeceu.

Seu corpo ficou rígido. Sua respiração ficou presa na garganta.

Ela era absolutamente deslumbrante.

O vestido vermelho justo moldava suas curvas com uma precisão tentadora, deslizando sobre seu corpo como se tivesse sido desenhado exclusivamente para ela.

O tecido acariciava sua pele com cada passo que ela dava, e a fenda lateral revelava um vislumbre provocante de sua perna a cada movimento gracioso. O decote discreto trazia um equilíbrio entre elegância e sensualidade, destacando sua clavícula e o brilho dourado de sua pele.

Seus cabelos negros estavam presos em um coque alto e impecável, com alguns fios soltos estrategicamente emoldurando seu rosto. A maquiagem era sutil, realçando os traços delicados e perigosamente femininos, mas nada nela o atingiu com tanta força quanto seus olhos.

Verdes e intensos. Duas lindas esmeraldas.

Aquele olhar o pegou desprevenido.

Havia ali uma mistura intrigante de inocência e desafio, como se ela não soubesse ao certo onde estava se metendo, mas estivesse disposta a jogar.

Ela caminhava com elegância, equilibrando-se nos saltos altos como se tivesse nascido para usá-los, seu quadril movendo-se com um ritmo natural, instintivo. Mas Giovanni, sempre atento aos detalhes, percebeu o que estava por trás daquela aparente confiança.

A tensão sutil em seus ombros e a hesitação quase imperceptível em seu olhar.

Interessante…

Quando ela parou diante dele, ele se levantou lentamente, com o seu olhar percorrendo cada centímetro dela com um misto de curiosidade e algo mais profundo que ele não quis nomear.

Ajustou o paletó escuro com um movimento calculado, deixando que o silêncio se prolongasse, obrigando-a a sentir o peso de sua atenção.

Sophia sustentou seu olhar, mas ele percebeu o momento exato em que ela sentiu sua presença de maneira visceral. Seus dedos deslizaram discretamente pelo tecido do vestido, como se buscasse uma âncora para se manter firme e ele gostou do que viu.

— Senhor Bianchi. — Sua voz era suave, mas carregava um sotaque espanhol leve, um som exótico que deslizou por sua pele como uma carícia involuntária.

Giovanni não respondeu de imediato. Ele queria vê-la se contorcer no silêncio.

Queria testar sua paciência, sua resistência, mas, acima de tudo, queria ver se ela era tão segura de si quanto parecia ou se estava apenas encenando.

Ela não recuou, mas ele viu quando sua respiração oscilou levemente. Um detalhe minúsculo, mas que dizia muito.

— Senhorita Romano. — Ele finalmente respondeu, com sua voz baixa, carregada de um magnetismo perigoso. Ele estendeu a mão e quando os dedos dela tocaram os dele, um choque percorreu seu corpo.

A pele dela era macia, mas fria, indicando que estava nervosa.

E, por uma razão inexplicável, ele sentiu um aperto estranho dentro do peito. Algo que não deveria sentir.

Há anos, mulheres passavam por sua vida sem deixar rastros. Ele não as mantinha por tempo suficiente para que se tornassem algo mais do que uma mera distração passageira.

Mas Sofia… Havia algo nela que o desestabilizava. Que derrubava suas defesas sem esforço algum.

Talvez fosse o jeito que seus olhos pareciam enxergar além da máscara de CEO implacável que ele vestia diariamente, além do homem Dominador que poucos conheciam, ou talvez fosse a maneira como sua presença mexia com ele, como se ela tivesse sido feita para estar ali, diante dele, desafiando-o sem nem perceber.

Ela não sabia o que estava despertando nele.

E isso era perigoso, muito perigoso.

Porque Giovanni Bianchi não era um homem que se permitia ser desafiado sem revidar.

E Sofia Romano não fazia ideia do que havia acabado de provocar.

Ela era uma tentação e ele não sabia se queria resistir, mas sabia que não conseguiria ignorá-la. Porque ela se tornaria sua ruína e o objeto de todos os seus desejos.

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