O restaurante luxuoso estava banhado por uma iluminação quente e elegante, refletida nas taças de cristal dispostas sobre as mesas de linho impecável. O som discreto de conversas e risadas se misturava ao tilintar dos talheres, criando uma sinfonia refinada de sofisticação e exclusividade.
Giovanni estava sentado em um dos melhores lugares do salão, girando lentamente o uísque em seu copo de cristal, seu olhar afiado varrendo o ambiente com impaciência contida. Vitor havia entrado em contato pessoalmente com o dono da Elite Diamonds, garantindo que a garota escolhida se encaixava em todos os requisitos do empresário. Mas Giovanni, um homem acostumado a exigir o melhor e aceitar nada menos do que a perfeição, permanecia cético. Por isso, ele marcou aquele jantar. Não gostava de surpresas. Não gostava de perder tempo. E, acima de tudo, não gostava de se decepcionar. Mas quando ergueu o olhar e viu a mulher atravessando o salão em sua direção, algo dentro dele estremeceu. Seu corpo ficou rígido. Sua respiração ficou presa na garganta. Ela era absolutamente deslumbrante. O vestido vermelho justo moldava suas curvas com uma precisão tentadora, deslizando sobre seu corpo como se tivesse sido desenhado exclusivamente para ela. O tecido acariciava sua pele com cada passo que ela dava, e a fenda lateral revelava um vislumbre provocante de sua perna a cada movimento gracioso. O decote discreto trazia um equilíbrio entre elegância e sensualidade, destacando sua clavícula e o brilho dourado de sua pele. Seus cabelos negros estavam presos em um coque alto e impecável, com alguns fios soltos estrategicamente emoldurando seu rosto. A maquiagem era sutil, realçando os traços delicados e perigosamente femininos, mas nada nela o atingiu com tanta força quanto seus olhos. Verdes e intensos. Duas lindas esmeraldas. Aquele olhar o pegou desprevenido. Havia ali uma mistura intrigante de inocência e desafio, como se ela não soubesse ao certo onde estava se metendo, mas estivesse disposta a jogar. Ela caminhava com elegância, equilibrando-se nos saltos altos como se tivesse nascido para usá-los, seu quadril movendo-se com um ritmo natural, instintivo. Mas Giovanni, sempre atento aos detalhes, percebeu o que estava por trás daquela aparente confiança. A tensão sutil em seus ombros e a hesitação quase imperceptível em seu olhar. Interessante… Quando ela parou diante dele, ele se levantou lentamente, com o seu olhar percorrendo cada centímetro dela com um misto de curiosidade e algo mais profundo que ele não quis nomear. Ajustou o paletó escuro com um movimento calculado, deixando que o silêncio se prolongasse, obrigando-a a sentir o peso de sua atenção. Sophia sustentou seu olhar, mas ele percebeu o momento exato em que ela sentiu sua presença de maneira visceral. Seus dedos deslizaram discretamente pelo tecido do vestido, como se buscasse uma âncora para se manter firme e ele gostou do que viu. — Senhor Bianchi. — Sua voz era suave, mas carregava um sotaque espanhol leve, um som exótico que deslizou por sua pele como uma carícia involuntária. Giovanni não respondeu de imediato. Ele queria vê-la se contorcer no silêncio. Queria testar sua paciência, sua resistência, mas, acima de tudo, queria ver se ela era tão segura de si quanto parecia ou se estava apenas encenando. Ela não recuou, mas ele viu quando sua respiração oscilou levemente. Um detalhe minúsculo, mas que dizia muito. — Senhorita Romano. — Ele finalmente respondeu, com sua voz baixa, carregada de um magnetismo perigoso. Ele estendeu a mão e quando os dedos dela tocaram os dele, um choque percorreu seu corpo. A pele dela era macia, mas fria, indicando que estava nervosa. E, por uma razão inexplicável, ele sentiu um aperto estranho dentro do peito. Algo que não deveria sentir. Há anos, mulheres passavam por sua vida sem deixar rastros. Ele não as mantinha por tempo suficiente para que se tornassem algo mais do que uma mera distração passageira. Mas Sofia… Havia algo nela que o desestabilizava. Que derrubava suas defesas sem esforço algum. Talvez fosse o jeito que seus olhos pareciam enxergar além da máscara de CEO implacável que ele vestia diariamente, além do homem Dominador que poucos conheciam, ou talvez fosse a maneira como sua presença mexia com ele, como se ela tivesse sido feita para estar ali, diante dele, desafiando-o sem nem perceber. Ela não sabia o que estava despertando nele. E isso era perigoso, muito perigoso. Porque Giovanni Bianchi não era um homem que se permitia ser desafiado sem revidar. E Sofia Romano não fazia ideia do que havia acabado de provocar. Ela era uma tentação e ele não sabia se queria resistir, mas sabia que não conseguiria ignorá-la. Porque ela se tornaria sua ruína e o objeto de todos os seus desejos.Giovanni BianchiAssim que meus olhos capturaram cada detalhe dela, percebo que estou diante de algo muito além do que esperava. Sophia Romano não é apenas uma acompanhante bem vestida para um final de semana na Itália. Não… Ela é um pecado encarnado, um convite irresistível ao desejo.O vestido vermelho que desliza sobre suas curvas me provoca de uma maneira que nenhuma outra mulher conseguiu em muito tempo. É como se ela tivesse sido moldada para testar meu autocontrole, para atiçar um fogo que eu mantive adormecido. Seus cabelos negros presos num coque alto revelam a extensão delicada de seu pescoço. Sua pele suave, feita para ser marcada.E aqueles olhos?Verdes, intensos, hipnotizantes. Eles me encaram como se buscassem algo dentro de mim, como se tivessem o poder de enxergar além da fachada impenetrável que construí ao longo dos anos. Algo dentro do meu peito se contraiu com essa constatação.Ela não tem ideia do que acaba de despertar.Meu lado dominador, sempre presente, sempr
Giovanni não era um homem que se deixava impressionar facilmente, mas aquela mulher exalava algo que ele não conseguia definir.— Senhor Bianchi. — A voz dela era suave, mas carregava um leve sotaque que deslizou pela pele dele como um sussurro provocante.Ele não respondeu de imediato, apenas indicou a cadeira à sua frente com um gesto sutil, observando-a sentar-se com uma graça natural. O jeito que ela evitava seu olhar despertou um interesse que ele não esperava sentir.Levantando o braço, Giovanni chamou o sommelier com um aceno curto e direto.— A carta de vinhos, por favor.O homem prontamente entregou o menu, e Giovanni analisou as opções com o olhar afiado, como se cada detalhe importasse. Ele escolheu um vinho tinto francês, envelhecido, raro. Um clássico.Assim que o sommelier se afastou, Giovanni desviou o olhar para Sophia, deixando um sorriso leve surgir no canto dos lábios.— Devo confessar que, pela primeira vez, a agência superou as minhas expectativas.Sophia abaixou
Sophia mexia distraidamente na taça de vinho, com o olhar perdido por um momento. O restaurante estava cheio, mas nada ao redor parecia importar. Sua amiga, Amélia, sentada à sua frente, arqueou uma sobrancelha e inclinou-se sobre a mesa, ansiosa.— Então? Como foi o encontro com o empresário? — perguntou, quase sussurrando, como se o simples ato de mencionar o homem misterioso trouxesse perigo ao ambiente.Sophia soltou um suspiro, um sorriso contornou seus lábios rosados e delicados. Tomou um gole do vinho antes de responder.— Intenso. Ele me olhou como um lobo olha para a presa, Amélia. Como se pudesse me devorar ali mesmo, sem qualquer cerimônia.Amélia arregalou os olhos, largando o garfo sobre o prato.— Meu Deus, Sophia! Você está ouvindo o que está dizendo? Esse cara parece perigoso.Sophia deu um sorriso enigmático e balançou a cabeça.— Perigoso, sim. Mas também é irresistível. Há algo nele que me faz querer correr… e ao mesmo tempo ficar. Como se o perigo fosse a parte mai
A mala estava quase pronta. Vestidos elegantes, sapatos impecáveis, acessórios sofisticados… cada peça cuidadosamente selecionada pela personal shopper. Sophia olhava para tudo aquilo com um misto de fascínio e inquietação. O que mais a deixava desconcertada era a pequena sacola de seda preta, repousando discretamente sobre a cama. Lingeries finas, rendadas, escolhidas com precisão milimétrica.O sangue subiu ao seu rosto ao lembrar da expressão satisfeita da vendedora ao embalar aquelas peças. Como se soubesse exatamente para quem e para quê seriam usadas.Será que o senhor Bianchi espera isso de mim?A ideia fez seu coração disparar. Não que ele tivesse mencionado algo explicitamente, mas havia algo nele, mais precisamente, no olhar afiado, no jeito que sua voz deslizava sobre sua pele como um toque invisível. Ele a fazia se sentir desejada como nunca antes.Será que é isso que desejo?Sophia suspirou, apertando a borda da mala. O problema não era apenas Giovanni ser perigoso. O pro
O ronco do motor cortou o silêncio da manhã quando o carro preto parou em frente à casa. O veículo imponente, com vidros escuros e brilho impecável, parecia um prenúncio do que estava por vir.Sophia segurou firme a alça da pequena mala ao seu lado, sentindo o coração martelar dentro do peito. Era o momento em que tudo se tornava real.Atrás dela, Hanna envolveu sua cintura em um abraço apertado.— Vai demorar muito? — a garotinha murmurou, com a voz carregada de insegurança.Sophia fechou os olhos por um breve instante, aproveitando a sensação do calor da irmã contra seu corpo.— Vai passar rapidinho, meu amor. Quando eu voltar, vamos assistir aquele filme que você ama, combinado?Hanna assentiu contra seu peito, mas não a soltou.Blanca, parada ao lado das filhas, suspirou fundo.— Tem certeza disso, Sophia?Sophia engoliu seco e forçou um sorriso.— Eu preciso fazer isso, mãe.Blanca assentiu lentamente, mas seus olhos diziam tudo. Ela estava preocupada.Sophia afastou Hanna delica
A sala de reuniões da Bianchi Enterprises exalava poder. As janelas panorâmicas refletiam o skyline de Nova York, enquanto a mesa de mármore negro brilhava sob a iluminação fria. Os homens e mulheres ali presentes sabiam que estavam diante de um titã, e que Giovanni Bianchi não era um CEO comum.Sentado à cabeceira, com a postura impecável e o olhar afiado e frio, ele analisava as projeções financeiras exibidas no telão. Sua mente trabalhava como uma máquina de maneira precisa e implacável.Até que uma voz interrompeu o fluxo de seus pensamentos.— Acho que essa auditoria é um exag
Sophia RomanoPassei a tarde inteira presa dentro do quarto, como se atravessar aquela porta significasse mergulhar num abismo sem volta.Não quis explorar Paris, não quis sentir o cheiro das ruas, ouvir os sussurros românticos da cidade.Nada disso importava, porque eu estava esperando por ele.A cada minuto que passava, o ponteiro do relógio se tornava um lembrete cruel do inevitável:O reencontro com Giovanni Bianchi.O homem que eu não deveria desejar, mas desejava.Minha atenção voltou para a cama, para o vestido preto de seda que ainda descansava intocado, um
Giovanni BianchiO hotel em Paris exala luxo e poder, mas para mim, é apenas mais um ambiente a ser dominado. Cada detalhe é absorvido, cada som, cada movimento, como uma máquina treinada para o controle absoluto. O aroma amadeirado do saguão, o tilintar sutil dos copos no bar à direita, o som abafado dos passos sobre o tapete felpudo, tudo registrado, analisado, catalogado.Controle é a base da minha existência.A gerente me recebe com um sorriso ensaiado, os olhos calculadamente subservientes enquanto me informa que tudo foi feito conforme eu havia delegado. Ela sabe quem eu sou. Sabe que não tolero erros. Não desperdiço palavras com gentilezas vazias, apenas inclino a cabeça em consentimento e me afasto, sem tempo ou paciência para conversa