Capítulo 04 -  Sensações 

Giovanni Bianchi

Assim que meus olhos capturaram cada detalhe dela, percebo que estou diante de algo muito além do que esperava. Sophia Romano não é apenas uma acompanhante bem vestida para um final de semana na Itália. Não… Ela é um pecado encarnado, um convite irresistível ao desejo.

O vestido vermelho que desliza sobre suas curvas me provoca de uma maneira que nenhuma outra mulher conseguiu em muito tempo. É como se ela tivesse sido moldada para testar meu autocontrole, para atiçar um fogo que eu mantive adormecido. Seus cabelos negros presos num coque alto revelam a extensão delicada de seu pescoço. Sua pele suave, feita para ser marcada.

E aqueles olhos?

Verdes, intensos, hipnotizantes. Eles me encaram como se buscassem algo dentro de mim, como se tivessem o poder de enxergar além da fachada impenetrável que construí ao longo dos anos. Algo dentro do meu peito se contraiu com essa constatação.

Ela não tem ideia do que acaba de despertar.

Meu lado dominador, sempre presente, sempre contido, desperta com força total. Meu desejo não é apenas possuí-la por uma noite ou um final de semana. Quero mais. Quero moldá-la, quero explorar seus limites, quero torná-la minha.

Mas há algo diferente aqui.

Diferente das outras mulheres que passaram por minha vida, Sophia me intriga e isso me amedronta. Seus lábios pintados de vermelho se pressionam levemente quando percebo sua tensão sutil. Ela não sabe onde está pisando, não faz ideia do tipo de homem que sou.

E eu gosto disso.

O instinto de controle se apodera de mim de forma intensa e visceral. Não basta apenas levá-la para a cama. Quero conhecê-la, descobrir seus medos, suas vontades, o que a faz perder o controle. Quero saber até onde posso levá-la, reivindicá-la… Mas há um problema.

Ela não pertence ao meu mundo.

E se eu for esperto, devo manter essa relação exatamente onde deveria estar: um simples contrato, nada além disso.

Mas quando sua respiração vacila ao sentir meu toque, e seus olhos brilham com algo que ela tenta esconder, sei que estou prestes a quebrar minhas próprias regras.

Sophia Romano pode não saber ainda, mas ela será minha e eu nunca fui um homem que aceita perder.

Sophia Romano

Meus saltos ecoam suavemente pelo chão de mármore do restaurante enquanto caminho em sua direção. Minhas mãos estão geladas, mas meu corpo inteiro parece em chamas. Não pelo vestido vermelho justo que molda cada curva minha, mas pelo olhar dele.

Giovanni Bianchi…

O nome já carrega um peso. Poder, riqueza, mistério. Mas nenhuma dessas coisas me prepara para o homem real sentado à minha frente.

Ele está impecável, vestido em um terno negro perfeitamente ajustado ao corpo esculpido. A camisa branca, aberta no primeiro botão, revela uma pequena porção de pele dourada, um detalhe que não deveria me afetar da maneira que afeta. Seu paletó feito sob medida cai com precisão sobre seus ombros largos, e cada movimento seu exala um magnetismo perigoso, como se tivesse plena consciência de que domina qualquer ambiente em que pisa.

Mas são seus olhos que me prendem.

Azuis, intensos, profundos como um oceano indomável. Quando se fixam nos meus, sinto um calor subir pela minha pele, queimando cada pensamento racional que tentei cultivar antes de chegar aqui. Há algo neles que me deixa sem ar. Um misto de curiosidade e posse, como se já estivesse decidindo o que fazer comigo.

Minha respiração vacila por um segundo e ele percebe.

Seus lábios se curvam em um sorriso quase imperceptível, mas seus olhos continuam fixos em mim, analisando, estudando, me despindo sem sequer me tocar. Meu corpo reage a isso de uma maneira que me assusta.

Não posso esquecer o motivo de estar aqui.

Não posso me permitir ceder a esse jogo perigoso.

Giovanni Bianchi não é apenas um homem poderoso. Ele é um predador. E eu sou apenas alguém que entrou na jaula achando que poderia sair ilesa.

Seus dedos roçam os meus quando me estende a mão para cumprimentar, e o simples contato faz um arrepio percorrer minha espinha.

— Senhorita Romano. — Sua voz é baixa, grave, carregada de um sotaque que torna seu nome ainda mais hipnótico em seus lábios.

Eu deveria responder de imediato, mas minha boca está seca e meu coração b**e forte contra o peito. Eu sabia que Giovanni Bianchi era perigoso, o que eu não sabia era se conseguiria me manter afastada. E para falar a verdade não sei se queria isso.

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