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Capítulo 05 -  A Conversa e o Contrato

Giovanni não era um homem que se deixava impressionar facilmente, mas aquela mulher exalava algo que ele não conseguia definir.

— Senhor Bianchi. — A voz dela era suave, mas carregava um leve sotaque que deslizou pela pele dele como um sussurro provocante.

Ele não respondeu de imediato, apenas indicou a cadeira à sua frente com um gesto sutil, observando-a sentar-se com uma graça natural. O jeito que ela evitava seu olhar despertou um interesse que ele não esperava sentir.

Levantando o braço, Giovanni chamou o sommelier com um aceno curto e direto.

— A carta de vinhos, por favor.

O homem prontamente entregou o menu, e Giovanni analisou as opções com o olhar afiado, como se cada detalhe importasse. Ele escolheu um vinho tinto francês, envelhecido, raro. Um clássico.

Assim que o sommelier se afastou, Giovanni desviou o olhar para Sophia, deixando um sorriso leve surgir no canto dos lábios.

— Devo confessar que, pela primeira vez, a agência superou as minhas expectativas.

Sophia abaixou a cabeça, corando instantaneamente. A visão da sua pele se avermelhando, da forma como ela tentava esconder o embaraço, fez algo se acender dentro dele.

Desejo.

Ele se acomodou melhor na cadeira, seus olhos brilhavam como predador prestes a devorar a sua presa, um sorriso jocoso se formou em seus lábios quando percebeu que ele a afetava.

— Acredito que a agência deve ter te passado todas as orientações, não é mesmo?

Sophia respirou fundo e ergueu o olhar, encontrando os olhos azuis intensos de Giovanni. Ele podia ver o nervosismo dela misturado com algo mais profundo, algo que a própria garota talvez não entendesse.

— Sim, senhor Bianchi. Não se preocupe.

A forma como “senhor Bianchi” soou em sua boca fez seu sangue esquentar.

Ela tinha ideia do que despertava nele?

Ele inclinou levemente a cabeça, analisando cada traço dela.

— Ótimo. Então não preciso me preocupar com esses pequenos detalhes.

O jantar seguiu envolto em uma tensão silenciosa, cada troca de olhares entre eles era carregada de algo invisível, mas completamente inflamável.

Sophia mordeu os lábios, num gesto inconsciente que não passou despercebido por Giovanni. Ele seguiu o movimento com os olhos e contraiu o maxilar.

— Você deveria parar de fazer isso — murmurou com a voz baixa e carregada de algo perigoso.

— Fazer o quê? — perguntou ela, ofegante, notando o olhar dele sobre sua boca.

Ele inclinou-se levemente sobre a mesa, reduzindo a distância entre os dois.

— Morder os lábios. Isso me faz pensar em coisas que eu não deveria pensar em um restaurante.

O rubor voltou às bochechas dela, e Giovanni adorou aquilo.

Quando o jantar chegou ao fim, ele levantou-se lentamente e caminhou ao lado de Sophia. Antes que ela pudesse pegar sua bolsa, ele a puxou suavemente pela cintura, aproximando-se de seu ouvido. O toque de sua mão apesar de delicado era possessivo e fez todo o corpo de Sophia se incendiar.

— Sexta-feira, meu motorista irá buscá-la no endereço cadastrado às 10:00 horas.

Sophia sentiu um arrepio correr por toda a espinha. Os olhos verdes se arregalaram ao vê-lo tão próximo, o calor dele a envolveu. Ela podia sentir sua respiração quente, controlada, provocante e não conseguia disfarçar as sensações que aquilo provocava no seu corpo.

Giovanni percebeu e gostou de vê-la tão abalada, gostou ainda mais de saber que tinha efeito sobre ela. Sorriu satisfeito e continuou:

— Infelizmente, não iremos juntos porque tenho uma reunião pela manhã. Meu jato partirá depois do almoço.

A forma como ele disse “meu jato” fez um arrepio percorrer sua pele.

— Minha personal shopper entrará em contato com você amanhã para algumas compras. Quero que esteja vestida adequadamente para os eventos que iremos em Paris.

Ele deslizou os dedos de forma quase imperceptível pela lateral do corpo dela, sentindo-a se arrepiar novamente.

— Tudo bem para você? — murmurou ele, próximo ao seu ouvido.

Sophia sentiu a voz dele deslizar por sua pele como uma corrente elétrica.

Ela nunca se sentiu assim antes. Tão vulnerável e presa a algo que não tinha controle.

— Si-sim… — Sua voz falhou, e Giovanni sorriu, satisfeito.

Ela estava entregue, mesmo sem perceber.

Ele inclinou-se um pouco mais, ao ponto de seus lábios quase roçarem em sua pele quando murmurou em espanhol:

Maravilloso... Nos vemos el viernes por la noche, señorita Romano.

O sotaque dele tornou a despedida ainda mais íntima, envolvente e tentadora.

Sophia sentiu o ar escapar de seus pulmões e seu corpo inteiro reagiu àquele momento.

Era perigoso e irresistível demais, mas quando Giovanni se afastou, deixando-a ali, sem chão, ela percebeu que não era ele quem estava preso naquela situação.

Era ela.

E, por mais que tentasse negar, já era tarde demais para fugir.

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