Edgard e Alana se conhecem depois de um desencontro no dia de seus casamentos. Para ela, aquele deveria ser o dia mais feliz de sua vida, no entanto, para ele significava uma prisão da qual ele estava obrigado a aceitar. Edgard Curioni precisa se casar para assumir definitivamente todas os negócios da família, até aí tudo bem, se ele não fosse totalmente averso a relacionamentos amorosos depois de uma decepção, onde seu primeiro amor o abandonou depois que ele perdeu os movimentos das pernas em um acidente aéreo. Alana é a filha mais velha da família Veronese, onde sempre se sentiu o patinho feio, desde muito cedo sentiu a rejeição do pai e da madrasta, o amor era todo dedicado a sua irmã Letícia, que tinha como hoby atormentar a vida da irmã mais velha, Alana. Alana estava noiva, tinha um relacinamento de cinco anos com Rodrigo Panini. Ele havia se dedicado aos estudos e à empresa da família, que agora estava emergindo no mundo dos negócios. Edgard e Alana se casariam no mesmo dia, uma reviravolta e um mal entendido acontece. Ela acaba sendo confundida com a noiva de Edgard, depois de ser abandonada no altar por Rodrigo. Casada por engano com um estranho, será que isso vai dar certo?
Leer másDesesperada, começou a desafivelar o cinto. - Onde ele está? Ela perguntou a Bryan, aflita. - Ele quem? Rafael perguntou vindo da cabine. Isabelle sorriu como uma criança que havia se perdido dos pais e que foi encontrada. Seu coração estava aliviado. - Você me assustou! Não te vi entrar, onde estava? - Na cabine, não se preocupe, não vou mais deixá-la sozinha. Ele disse se sentando ao lado dela, John que estava logo atrás, não imaginava que Rafael tivesse esse lado, romântico.Jhon viu do que Rafael era capaz. Lá no Paquistão, ele comandava-os como um líder, era implacável com os inimigos, ele havia suportado os castigos sem mostrar medo ou arrependimento de estar ali.Parecia frio e calculista em todas as suas decisões, mas também sempre foi generoso e correto, embora, ainda, jovem se mostrou muito seguro e parecia ser experiente no que estava fazendo.Isabelle, passou o braço no braço de Rafael e encostou a cabeça nele, nem se importou com seu irmão no avião.Rafael, tamb
Rafael saiu puxando Isabelle pela mão, todo lugar havia gente, ele olhou em volta e pelos vidros do saguão, viu alguns homens, que certamente eram de Alfonzo.Passou por um corredor que levava a área de serviço, estava escrito na porta, “entrada somente para trabalhadores”.Ele entrou, viu uma porta e bateu, impaciente, a mão na maçaneta, a porta se abriu, tirou a chave que estava do lado de fora, colocou Isabelle para dentro, sempre olhando se não estavam sendo vistos.Isabelle estava com o coração tão acelerado que tinha a impressão que ele iria saltar-lhe pela boca.Suas mãos estavam suando, estava ansiosa, a expressão de Rafael era fria, ele parecia nervoso.Rafael trancou a porta por dentro, ficou tudo muito escuro, era um almoxarifado, haviam pilhas de toalhas de papel no chão e produtos de limpeza nas prateleiras.Ele ascendeu a luz do celular e a puxou para um canto, colocou o celular sobre a prateleira ao lado deles clareando um pouco o ambiente, apenas o suficiente para que
Rafael pegou o número e saiu para fora do saguão. Isabelle o acompanhou. Brian estava com John olhando pela janela os homens que estavam na lateral e na parte da frente do hotel quando seu telefone tocou. - Rafael? Ele perguntou? - Sim! O que está acontecendo? Rafael perguntou prevendo que algo não estava certo. - Os homens de Alfonzo estão aqui atrás de Isabelle, cuide dela, amanhã um avião nosso estará no aeroporto, leve-a embora. Bryan pediu. - E você, não vêm? Rafael estava preocupado. - Eles nos cercaram no hotel, estou com Jhon, derrubamos dois, mas são muitos. - Onde estão os homens de seu pai? Não vieram com você? Rafael perguntou. Nos separamos enquanto procurávamos por Isabelle. - Me manda sua localização. Rafael pediu. - De forma alguma. Bryan disse. - Ande tenho um plano para tirar vocês daí. Rafael disse. - Mas... - Ande, faça o que estou pedindo, vamos todos sair daqui e nunca mais voltar aqui, não vou deixar ninguém para trás, não pretendo voltar aqu
Isabelle abriu os olhos, estava aninhada no peito de Rafael, tocou seu rosto, de onde estava dava para contemplar seu maxilar perfeito.Os cabelos dele, loiros, estavam um pouco compridos e queimados do sol.Quando ela tocou seu rosto Rafael acordou assustado.- Calma sou eu. Isabelle disse, ela sentiu quando o coração dele disparou.- Que horas são? Quanto tempo eu dormi? Ele perguntou.-Eu não sei, acabei de acordar também. Ela disse.Rafael se virou e alcançou o celular que ganhou do dono do posto.- Está com fome? Já passam das oito. Ele disse se sentando na cama.- Estou, não íamos jantar com Bryan?- Sim, mas ele ainda não apareceu? Se arrume deixaremos recado na recepção.Ele esperou que Isabelle se arrumasse, ela colocou sobre sua roupa uma túnica e usou um lenço, não queria chamar mais atenção do que naturalmente já chamavam.Na recepção Rafael deixou o número do celular e levou Isabelle para jantar.Os dois foram a pé, comeram onde Isabelle havia ido antes de ser levada a f
Isabelle empurrou a porta e entrou. - Precisava te ver. Ela disse. - Não quero só te ver! Rafael disse se aproximando dela, segurando seu rosto entre as mãos e tomando seus lábios. Ela tocou seu peito, suas mãos um pouco trêmulas, o toque suave dela o excitava. Ela estava feliz, apaixonada, aliviada por estar ali novamente em seus braços. Lágrimas brotaram em seus olhos, Rafael sentiu quando elas tocaram suas mãos. Ele se afastou um pouco e a olhou de perto, seu coração apertado. - Não chore. Ele pediu beijando, seus olhos e bochechas. - Achei que nunca mais fosse conseguir te ver. Isabelle disse desabando em choro. - Estou aqui! E não importa o quê e nem quem, nada vai tirar você de mim agora. Ele disse olhando com paixão. - Você jura? Era o que Isabelle queria ouvir. - Te dou minha palavra. Ele disse sussurrando em seu ouvido, enquanto beijava seu pescoço. - Mas o clã, a máfia .... - Nada! Não importa! O que importa é se você quer ficar comigo. - É tudo que quero. Ela
Isabelle tocou o rosto de Rafael, ele tinha perdido peso, suas mãos estavam sujas e grossas, ela podia imaginar os horrores que ele tinha passado, no entanto seus olhos ainda eram os mesmos.Rafael tocou sua mão, segurou e beijou. Os olhos dela estavam úmidos.- Não se preocupe, o pior já passou, vamos voltar para casa. Ele disse ainda segurando sua mão, ele estava exausto, inclinou a cabeça no encosto do banco e dormiu.Isabelle encostou no seu ombro e dormiu também, Jhon olhou pelo retrovisor interno e percebeu que ali tinha mais que uma amizade, sorriu e continuou dirigindo.Não muito tempo depois, Jhon chamou Rafael.- Veja, graças a Deus, uma civilização. Ele disse.Rafael meio sonolento se ajeitou e percebeu que Isabelle dormia em seu ombro, cuidou para não fazer movimentos bruscos, olhou pela janela, uma cidadezinha.- Acho que é Atari, distrito de Amristar, praticamente estamos em casa meu amigo. Rafael disse feliz.Isabelle ao ouvir a voz de Rafael acordou.- Chegamos? Ela pe
Rafael dirigia em alta velocidade, as vezes o carro derrapava nas pedras, ele tentava se lembrar do caminho que fez, tentando lembrar os arenitos que encontrou no caminho.- Você vai nos matar. Jhon disse a Rafael, segurando firme na alça de segurança acima de sua cabeça.Rafael estava prestes a falar quando ouviu a mulher falar.- Não me importo só não quero ser pega.Rafael olhou para o retrovisor interno, seus olhos encontraram os dela.Neste momento Rafael passou por um buraco e todos foram pegos de surpresa.Ele voltou a encara-la pelo retrovisor depois de acionar a luz interna.- Tire o lenço! Ele ordenou.Isabelle obedeceu.- Isabelle?!- Rafael? É você? Ela perguntou sorrindo entre lágrimas.- Dio Santo! Che ci fai qui? Vuoi uccidermi com il cuore? Non avete senno? (Deus santo! O que você está fazendo aqui? Quer me matar do coração? Não tem juízo?) Rafael disse com um misto de surpresa e irritação.- Espera aí! Vocês se conhecem? Jhon percebeu os olhares e Rafael chamou-a por
Isabelle saiu da banheira com as roupas pingando, se encolheu no canto do banheiro e segurando os joelhos chorou aflita.O tempo passou, o homem conferia as horas em um relógio caro, que trazia no braço, escondido sob manga longa da túnica que vestia.Ele olhou para um dos homens que o acompanhava.- Traga-a! Ele disse, tirando o telefone do bolso, que estava vibrando e o atendendo em seguida.Mas quando o homem começou a subir a escada ele mudou de ideia.- Esqueça, vocês façam-na trocar de roupa. Ele disse as mulheres. - E você a traga para mim mais tarde, irei na frente, tenho algo para resolver. Ele disse se levantando e saindo.Isabelle ouviu quando a porta foi aberta, duas mulheres entraram e foram diretamente a ela, as duas começaram a despi-la, ela tentava evitar, mas as mulheres eram rudes e fortes.Depois de muita luta e vendo que não podia com elas, então decidiu por terminar de vestir a roupa ela mesma e evitar mais esta humilhação.O Homem esperava na porta do quarto, e
Na lut, Isabelle deixou o celular cair, estava em seu bolso, ele caiu no assoalho do carro e sob o banco.Isabelle foi tirada para fora do carro e levada até o homem que ela tinha visto na fronteira, parecia que ela a esperava.Com um leve empurrão, ela foi jogada no chão diante do homem que a observava com seu olhar frio e indiferente.Ela pensou um pouco e resolveu se acalmar e tentar falar com ele, que parecia alguém mais culto do que o homem que lhe trouxe.Em inglês Isabelle disse olhando em seus olhos.- Sou cidadã sueca, é um engano, estava apenas procurando alguém.O homem ficou encantado com os olhos de Isabelle, uma pequena mecha de seu cabelo escapou do lenço, por causa da luta anterior.- Seus cabelos são naturais. O homem lhe perguntou com um inglês fluente.- O quê? Isabelle perguntou espantada com a pergunta.O homem se inclinou e tocou a mecha de seu cabelo, com os dedos longos, Isabelle se encolheu um pouco assustada.- Seus cabelos são naturais? Ele perguntou novam