A história começa com Samara Morelli, uma jovem determinada e cheia de personalidade, comemorando um dia muito especial: seu aniversário de 21 anos. Ela reflete sobre sua vida e os desafios que enfrentou desde a infância. Cresceu em um orfanato em Palermo, na Sicília, e sempre teve que lutar por seu próprio caminho. Apesar das dificuldades, ela nunca se deixou abater e encontrou nos estudos uma forma de garantir um futuro melhor. Sem família para visitá-la nos fins de semana, Samara dedicava seu tempo aos livros, ao lado de sua melhor amiga Brenda. As duas sabiam que, ao completarem 18 anos, precisariam se sustentar sozinhas, então se esforçaram ao máximo. Graças a um programa de apadrinhamento para os melhores alunos, conseguiram ingressar cedo na faculdade: Samara passou em medicina aos 13 anos, enquanto Brenda entrou para pedagogia. Esse programa também garantiu que, ao deixarem o orfanato, tivessem um lugar para morar e empregos garantidos. Hoje, cada uma tem sua própria casa, mas preferem viver juntas, como verdadeiras irmãs. Leonardo não é um homem qualquer. Com 1,95m de altura, presença imponente e olhar afiado, ele comanda a Itália e o submundo da máfia italiana com mãos firmes e frias. Conhecido por sua inteligência estratégica e poder absoluto, ele não responde a ninguém — apenas dita as regras. Seus trajes impecáveis e sua postura calculadamente relaxada fazem dele o tipo de homem que não precisa pedir nada duas vezes. Samara sente os olhares ao redor se voltando para ele. A presença dele é impossível de ignorar. Todos na boate parecem ter consciência de quem ele é e do poder que carrega. Mas o que mais a intriga é que ele está olhando diretamente para ela.
Ler maisEpílogo — O Amor que Construiu um ImpérioO sol começava a se pôr, pintando o céu com tons de laranja e rosa, enquanto a mansão da família Colombo pulsava com vida. O jardim estava florido, as rosas vermelhas — as favoritas de Samara — exalavam um perfume suave que se misturava ao cheiro do bolo de limão que a cozinheira preparava na cozinha.Lorenzon, com seus cachinhos negros e os olhos penetrantes do pai, corria pelo gramado com uma espada de brinquedo, fingindo proteger as irmãs gêmeas, Giulia e Antonella, que brincavam com bonecas sob a sombra de uma grande árvore. As duas meninas tinham os cabelos dourados como os de Samara, mas a personalidade já mostrava traços do temperamento firme de Leonardo.Leonardo estava sentado em uma espreguiçadeira, descalço, com a camisa meio aberta e a bebê mais nova, Beatrice, dormindo em seu peito. Ele passava os dedos pelas costinhas da pequena, com um sorriso sereno — algo raro de se ver fora das paredes da casa. O homem que comandava a Trindade
Leonardo ficou imóvel por um segundo, os olhos queimando ao devorar cada detalhe do corpo de Samara. Ela estava ali, deitada como uma deusa, com a pele brilhando sob a luz suave do quarto, a lingerie quase inexistente provocando seus instintos mais primitivos. O peito dele subia e descia rápido, a respiração pesada com o desejo que o consumia por inteiro.Ele rosnou baixo, como um predador prestes a atacar.— Você sabe o que essas palavras fazem comigo, mia regina? — A voz saiu densa, carregada de pura luxúria.Samara arqueou as costas, oferecendo o corpo a ele como um presente. Seus olhos brilhavam de malícia, o sorriso nos lábios era pura provocação.— Por isso que eu disse... — Ela deslizou os dedos pelo próprio corpo, descendo devagar pela barriga. — Quero você sem controle, meu amor. Quero sentir cada pedaço do homem que eu dominei...Foi a gota d’água. Leonardo avançou sobre ela com a fúria de quem havia passado dois meses à beira da loucura. Ele arrancou a calcinha com as mãos,
Assim que chegaram à clínica, Samara estava radiante. Ela segurava Lorenzon nos braços enquanto Leonardo a acompanhava com aquela postura protetora e dominante que nunca o abandonava. Mesmo após dois meses, ele ainda olhava para ela como se fosse possível perdê-la a qualquer momento — como se a tivesse conquistado todos os dias e, por isso, jamais deixaria de vigiar cada passo que ela desse.A obstetra examinou Samara com cuidado, fez todos os testes necessários e, ao final, sorriu calorosamente:— Você está perfeita, Samara. O útero já voltou ao tamanho normal, seu corpo esta se cicatrizado bem... — Ela olhou para Leonardo, que estava praticamente em cima da maca. — E, sim, vocês estão liberados para retomar a vida sexual.Leonardo segurou o sorriso, mas o brilho predatório nos olhos dele entregava tudo. Samara riu, apertando a mão dele, sentindo as palmas levemente suadas. Era engraçado ver o mafioso mais temido da Itália, o Dom da Trindade, tão ansioso por ela.Na sala da pediatra,
Os quatro primeiros dias com Lorenzon foram uma verdadeira montanha-russa de emoções, amor e noites insones — mas Leonardo e Samara encararam tudo com um misto de exaustão e felicidade transbordante.O pequeno príncipe da Trindade parecia ter nascido com um cronômetro invertido: dormia o dia inteiro, como um anjinho sereno, mas quando a lua surgia no céu, ele virava um verdadeiro furacão.Samara tentava amamentá-lo, mas Lorenzon achava que o peito da mãe era um parque de diversões. Ele mamava cinco minutos, depois soltava o bico e ficava brincando com os dedinhos, dando risadinhas, como se estivesse provocando a mãe. Às vezes, mordia de leve, e ela soltava um gritinho, olhando para ele com falsa indignação:— Filho, isso é abuso maternal! — E então ria, mesmo com os olhos ardendo de sono.Leonardo, por sua vez, estava completamente rendido. Não importava o cansaço, ele não deixava ninguém pegar Lorenzon à noite além dele. Andava pela mansão com o bebê no colo, murmurando palavras doces
Leonardo ficou em pé, imponente como sempre, com as mãos nos bolsos da calça social e o olhar firme sobre Cecília. A tensão no ar era palpável. Samara sentiu o peso do momento e sabia que era agora ou nunca para dizer o que estava entalado na garganta.Ela respirou fundo, se ajeitou na cama e, com a voz suave, mas cheia de determinação, falou:— Pois bem, Dom Leonardo... já que você está com essa pose de chefão, quero fazer um acordo com você COMO A SENHORA DESSA MAFIA É SUA ESPOSA.Leonardo arqueou uma sobrancelha, intrigado, e cruzou os braços.— Que acordo, amore mio? — Ele perguntou, a voz baixa e carregada de curiosidade.Samara olhou para Cecília, que estava encolhida no canto do sofá, o rosto ainda molhado de lágrimas, e depois voltou os olhos para Leonardo com uma seriedade que fez o coração dele bater mais forte.— Se a reação do Fellipo não for a que você espera... ou melhor, se ele não agir como você e a Cecília esperam, eu quero que você fique neutro. — Ela estreitou os olh
Leonardo estava quieto há horas, o que, para ele, era quase impossível. Ele observava Samara e Cecília conversarem, trocarem risadinhas e olhares cúmplices, como se nada estivesse acontecendo. Mas ele já sabia. Há dias.Claro que sabia. Ele era Leonardo Colombo, o Dom da Trindade, o homem que controlava uma máfia inteira com olhos de águia e mãos de ferro. Elas achavam mesmo que ele não descobriria?Depois que Samara e Cecília foram para a clínica, ele mandou investigar — não por desconfiança, mas porque sua mulher estava no fim da gravidez e ele queria garantir que tudo estivesse bem. Quando o relatório chegou, o choque veio com força: Cecília estava grávida.Leonardo não contou para Fellipo porque sabia que era algo que Cecília precisava dizer. Mas ele esperou que ela contasse. Esperou durante o chá de fraldas, esperou no jantar, esperou até depois do parto de Lorenzo. E nada.Mas agora, com Lorenzo dormindo e as duas sentadas no quarto, rindo baixinho como adolescentes que escondem
Leonardo tremia, o coração ainda martelando no peito com a adrenalina do parto. Mas agora, com Lorenzo em seus braços, ele sentia que nada mais importava além de proteger sua família. Ele olhou para o filho, tão pequeno, com os traços delicados de Samara e a expressão serena que o desarmava completamente.Com cuidado, entregou Lorenzo para Fernando, que, pela primeira vez, ficou sem palavras, segurando o bebê com um cuidado quase reverente. Fellipo subiu no helicóptero primeiro, organizando o espaço para acomodar Samara e garantir que ela estivesse segura.— Vamos, rápido. — Leonardo rosnou, ajudando Samara a se acomodar, mas sem soltar a mão dela nem por um segundo.O helicóptero decolou, cortando o céu da Itália com urgência. Leonardo sentou ao lado de Samara, o olhar fixo nela, analisando cada detalhe, cada respiração. Ele beijava sua testa a cada minuto, murmurando palavras de amor e gratidão, enquanto os olhos não se desgrudavam de Lorenzo nos braços de Fernando.Assim que pousara
O pânico estava estampado no rosto de todos, mas Leonardo não tinha mais espaço para o medo. O Dom precisava assumir o controle, porque agora, mais do que nunca, sua família precisava dele lúcido, forte, inabalável.Ele abriu a porta do carro com um solavanco e, sem pensar, pegou Samara nos braços com todo o cuidado do mundo, como se ela fosse feita de vidro. Ela gemia, apertando a camisa dele com os dedos trêmulos, e cada som de dor rasgava o peito de Leonardo como uma lâmina.— Eu tô aqui, amor. Aguenta firme, tá? Tô com você. Sempre. — ele sussurrou, a voz grossa carregada de emoção, enquanto caminhava a passos largos até uma grande árvore que se erguia majestosa à beira da estrada.Leonardo se ajoelhou, com cuidado, colocando Samara no chão com delicadeza. Ele pegou o paletó e o dobrou, colocando sob a cabeça dela para dar suporte. Apoiou as mãos no rosto dela, limpando as lágrimas que escorriam.Mas, quando olhou para os lados, o leão dentro dele rugiu.Ele se levantou como uma te
Assim que o carro parou na frente da mansão, Cecília rapidamente saiu para ajudar Samara a descer com cuidado. A barriga já pesava, e qualquer movimento brusco fazia Samara gemer baixinho. Mas nada preparou as duas para o que encontraram ao se virar: Leonardo estava parado ali, com os braços cruzados, as veias do pescoço saltadas de raiva, e os olhos negros brilhando como fogo.Atrás dele, Fellipo e Fernando mal conseguiam conter o riso. Fernando até mordeu o lábio, fingindo coçar o queixo para disfarçar, enquanto Fellipo desviava o olhar para a parede, apertando a boca para não gargalhar.— Vocês acham que isso é engraçado? — Leonardo rosnou, sem tirar os olhos de Samara.— Um pouquinho... — Fernando sussurrou, quase engasgando com a risada.Cecília ficou pálida. Suas mãos começaram a suar, e ela instintivamente deu um passo para trás, quase tropeçando na sacola de compras. Já Samara? Pleníssima. Colocou as mãos no ventre, com um sorriso calmo nos lábios, e começou a subir os degraus