"Você é minha, está entendendo? -Connor olha intensamente em meus olhos, apertando minha cintura. -Se eu precisar atravessar o mundo para te seguir, eu irei. Estar na casa ao lado já é estar longe demais, raio de sol. -Preciso estar em Nova York no sábado. -Mordo o lábio, o analisando. -Vamos de jatinho ou de Mercedes? Não vai a lugar algum sem mim. -Ele avisa com a voz grave, fazendo minha pele arrepiar enquanto me puxa para si, colando nossos corpos e juntando nossos lábios." Victoria Evans não conta que sua vida pacífica vá ser abalada com a chegada de seu novo vizinho irritante na casa ao lado. Connor Jones, o herdeiro de uma fortuna que guarda um segredo obscuro e carrega uma culpa que Vic nem imagina. O bairro nunca esteve tão agitado, assim como os corações de Evans e Jones sendo separados por apenas uma janela ao descobrirem que o amor mora ao lado.
Leer másPOV do ConnorEspero aquele pedaço de inferno na terra terminar, pior do que todos os infernos que eu já havia passado e olha que eu já conhecia e passeava por alguns há muito tempo. Cada segundo que se passa é uma agonia imensa, a angústia em meu peito cresce tanto que ameaça explodir e acabar com qualquer sentimento que eu pudesse ter ao não sentir mais nada nunca mais. “Espero ter ver nos meus seguidores se não quiser que os vídeos sejam divulgados.” Blair sussurra no meu ouvido. Era minha chance.“Me dá seu celular.” Mando.“Para que?” Ela franze as sobrancelhas.“Vou salvar meu número para você.” Minto e ela egocêntrica e obtusa, me entrega desbloqueado. Sorrio, fazendo com que ela também sorria, achando que eu estava falando sério. Em um movimento rápido e ágil, abro a porta da Mercedes, entro no carro e o tranco. Enquanto a Annabelle grita alguma coisa do lado de fora e tenta abrir a porta, o que era impossível, eu abro a galeria e apago todas as fotos e vídeos que tinham meu
Pov da Victoria Quando Annie foi embora, minha vizinha que eu considerava amiga próxima apenas para descobrir que ela não confiava em mim e estava indo embora e me decepcionou, eu decidi me fechar para relações humanas e não deixar nenhuma amizade nova se aproximar para não correr o risco de acabar magoada novamente.Aquele evento, aquela noite, foi intensa demais para alguém tão fechada e cautelosa. Alguém que nunca se permitiu viver nenhum relacionamento amoroso, que acreditava que o romance existia somente nas páginas dos livros e nas telas de cinema, mas nunca existiria na minha própria vida. Eu estava certa. “Por que ele está abraçando aquela mulher? Ela é famosa? Eu deveria saber quem é?” Disparo várias perguntas para Chris.“Como mesmo que o evento seja dos pais dele, ele está sendo o rosto, ou seja, o modelo, o fotógrafo provavelmente está pedindo essa pose da foto porque vai chamar mais atenção e vender mais. Porém, eles estão usando uma estratégia que eu particularmente ac
POV do ConnorVejo o olhar cinzento de Victoria Evans se acender, parecendo compreender o meu pedido silencioso e desesperado de desculpas. Eu não havia a enganado por ser uma pessoa ruim. Eu preferia esconder o lado ruim de quem eu era, ou seja, a família que eu vinha, para que ela não pensasse coisas piores ainda por conta do dinheiro e fizesse pré julgamentos que me impedissem de conhecê-la melhor. Tudo que eu precisava era de uma chance de conversar melhor com ela para esclarecermos a situação. Suspiro e contenho um sorriso quando ela não desvia o olhar, apenas continua retribuindo. Era um gesto muito pequeno, mas extremamente importante pois eu conseguia sentir a fagulha se acendendo entre nós dois, mesmo com a distância, mesmo sem palavras sendo ditas. Eu só queria sair dali e ir correndo até ela, beijá-la novamente até perdermos o ar e o controle. Eu me levanto, deixando de me apoiar no carro, soltando os braços, pronto para sair correndo até o VIP, até Victoria, quando meu p
POV Victoria Evans Connor Jones dirigindo era o verdadeiro pecado de Las Vegas e eu desejar tão ardentemente estar no banco do carona para poder observá-lo dirigir seria o meu segredo. A multidão vibrava a cada marcha que ele passava, a cada curva, cada ronco do motor que ecoava no salão e eu me sinto tonta conforme a fumaça sobe. "Será que se eu der o Volvo em troca, eu saio com uma bebê dessas?" Christian me pergunta, se referindo, obviamente, ao carro."Caramba." É tudo o que consigo balbuciar, apoiando minhas mãos na mureta, de pé na ponta daquela espécie de sacada do VIP. Eu e Chris éramos os únicos daquela área de pé para assistir, os demais continuavam sentados bebericando seus drinks. Você precisa estar alcoolizado para ter coragem suficiente de gastar um valor que compraria a cidade inteira em um único carro.Meu coração está acelerado, quase saltando pela boca desde a primeira acelerada de Connor, em que parecia que o carro iria sair voando, passando a centímetros de dist
Pov do Connor Eu e minha mãe subimos no palco, sorrimos e acenamos igual aos pinguins de Madagascar e as luzes que nos iluminavam são apagadas para que o vídeo comercial do novo carro fosse passado enquanto eu me encaminhava para minha verdadeira função naquele evento. Me afasto de meus pais sorrateiramente indo tomar meu lugar naquele show todo. O modelo na verdade está mais para um piloto atraente que dirige o carro passando lentamente pelo salão, dando voltas para exibir o veículo em movimento. Mas acho uma forma muito fraca de exibir o carro, chegava a ser uma ofensa perto do potencial que ele tinha. Digamos que meus planos eram um pouco diferentes dos de meus pais. Eu iria, sim, ser um piloto gostoso dentro da Mercedes, só não iria andar tão devagar para que o público pudesse me admirar. Iria fazer o que deveria ser feito, fazer com que admirassem aquela máquina em seu melhor desempenho. Quando as luzes do telão se apagam e as dos fundos do salão se acendem, eu já estou no ba
POV do ConnorEu já sabia que aquele momento chegaria, mas chegou mais rápido do que eu gostaria, o tempo ao lado de Victoria passava extraordinariamente veloz, fosse com ela me detestando, o que me divertia porque achava graça em implicar com ela só para ouvir suas respostas afiadas, ou nos breves momentos em que baixava a guarda e me mostrava seu lado mais doce e compreensivo, como quando me chamou de Con. Ela nem imaginava que me chamar por um apelido que nunca ninguém havia falado seria o bastante para me fazer sentir um garotinho bobo e feliz, nem eu imaginaria isso até acontecer. Ela disse que qualquer que fosse a verdade, não importaria e ela nem queria saber porque não iria fazer diferença depois daquela noite, mas fica claro o quanto aquilo não era verdade, pois ao me anunciarem e chamarem no microfone, Victoria fica azul."Vic..." Chamo, após me levantar. Eu sabia que já tinha aproveitado demais minha sorte em não ter passado a noite trabalhando para meus pais, se não fosse
POV da Victoria Antes que Connor pudesse responder qualquer coisa, eu interfiro para tentar fazer meu irmão se acalmar, se sentar e prestar atenção no que realmente interessava e era o motivo de estarmos ali, seu estudo.“Eu não fui pagamento de nada, Christian, nós não fizemos nada, tá legal? Para de criar cena, por favor.” Peço, querendo virar um avestruz e enfiar a cabeça debaixo da terra, fazer um buraco e me esconder lá dentro de tanta vergonha. “Então como surgiu esse mancha no seu peito, Victoria?” Christian obviamente não estava me dando credibilidade alguma.“Eu quis dizer que nós não transamos, Christian! Nós nos beijamos, tá legal? Eu quis que ele me beijasse.” Explico, segurando seu braço e o apertando, para que entendesse o que eu estava dizendo. Seu olhar passa de confusão para o início de uma compreensão.“Eu não pedi pagamento de nada. Beijei sua irmã sim, mas não me aproveitei dela. A beijei porque ela é a mulher mais maravilhosa que já pude conhecer e isso dinheiro
POV da VictoriaCaramba. Foram os sessenta segundos mais intensos da minha vida inteira, para a garota que preferia viver a vida dos personagens de histórias lidas e escritas, viver algo na vida real, ter a experiência, sentir e ser marcada na pele era surreal. Connor parece perceber que eu quero ficar em silêncio no caminho de volta e por sua forma de dirigir estar relaxada, dava para ver que era algo que ele fazia no automático, com seu cenho franzido, se perdia em seus próprios pensamentos. Eu já havia tido encontros e dado alguns amassos antes, mas isso no ensino médio, ou seja, faziam alguns bons anos que eu não me lembrava como era beijar alguém. Da forma como fui beijada, a forma como meu corpo reagiu e implorou imediatamente pelo seu, nunca havia acontecido e eu nem sabia que era possível. Eu sentia o desejo de Connor por mim a cada mínimo movimento e gesto dele, assim como o meu só crescia. O gosto de seu beijo, com hálito de menta e suas mãos hábeis por meu corpo, a forma
POV do ConnorUm minuto. Não era nem perto do que eu queria passar com ela, mas como não sabia quando e como a veria novamente, era tudo o que eu precisava. Teria que bastar. Victoria pressiona seus seios contra meu peito nu enquanto a puxo para mais perto ainda pela cintura, pressionando sua nuca para aprofundar o beijo, nossas línguas se entrelaçavam sensualmente, seus lábios doces se movimentavam junto aos meus em sincronia, como uma melodia harmônica. Ela suspira em meio ao beijo quando mordo lentamente seu lábio inferior, suas mãos deslizam por meu corpo, mostrando que ela estava se deliciando tanto quanto eu, apertando minha pele para encurtar a distância mínima que havia entre nós.Afasto nossos lábios para fazer o que poderia nunca mais ter a oportunidade, ela resmunga em reclamação pela separação e eu dou uma risada baixa e rouca, cada mínimo som, suas bochechas coradas e os lábios entre abertos esperando por mais beijos, cada movimento dela era uma tentação sem fim. Aquel