🔥 ELE NÃO PEDIU PERMISSÃO. ELE TOMOU. 🔥 Um jovem de 25 anos acreditava ter escapado do passado. Uma nova cidade, novos amigos, uma vida simples longe de problemas. Mas em uma única noite, tudo desmoronou. Ele viu o que não deveria. Cruzou o caminho de um homem que não aceita testemunhas, muito menos recusas. O chefe da máfia governa como um rei invisível, movendo peças no tabuleiro do crime com precisão calculada. Frio, impiedoso e completamente viciado em controle, ele vê no jovem algo que ninguém mais pode ter. Agora, não há volta. Não há salvação. Cada passo é uma queda mais profunda dentro da prisão que ele construiu — uma prisão feita de desejo, manipulação e posse. Ele pode fugir. Pode lutar. Pode negar até o último suspiro. Mas não importa. No fim, ele sempre pertence ao tirano.
Leer másDominic Castellano.O cheiro metálico do sangue impregnava o ambiente, misturando-se aos gemidos baixos e soluços contidos. Observei-os, pendurados como presas indefesas, os rostos marcados por lágrimas e suor. O cenário era quase reconfortante. Cada peça do meu plano se encaixava perfeitamente. Em breve, Asher não teria mais ninguém além de mim.Meus pensamentos foram interrompidos quando Jack decidiu falar, a voz trêmula, repleta de desespero.— V-Você pretende se livrar dos pais dele também? J-Já que vieram atrás de perdão...O sorriso que se formou em meus lábios foi involuntário, carregado de pura malícia. Antes que pudesse responder, Liam soltou um grito sufocado.— Você matou os pais do Asher!? — Sua incredulidade ecoou pela sala, carregada de choque e terror.Dei de ombros, indiferente ao peso de minhas próprias palavras.— Não foi nada demais. — Minha voz soou despreocupada. — Mas pode acontecer com vocês, se continuarem me aborrecendo.O silêncio que se seguiu era a confirma
Liam Carter.Jack se contorceu, puxando os braços numa tentativa inútil de escapar das correntes que o mantinham suspenso. O pânico estampado em seu rosto se intensificou quando a ponta da faca pressionou sua pele. Seu corpo inteiro enrijeceu, como se a dor já tivesse tomado conta antes mesmo do corte acontecer.— NÃO! POR FAVOR! — Sua voz quebrou em desespero, as lágrimas escorrendo sem controle.O sorriso frio no rosto do torturador permaneceu intacto. Como se estivesse saboreando a cena, inclinou levemente a lâmina, deslizando-a com lentidão pelo braço de Jack. O corte, embora superficial, fez o sangue brotar de imediato, escorrendo em filetes finos antes de pingar no chão de concreto.— AHHH! — Gritou, o corpo inteiro se retorcendo, lutando contra algo impossível de vencer. O desespero dentro de mim crescia, se espalhava como um veneno, mas eu não podia fazer nada.— Eu avisei. — A voz dele era calma, quase entediada. Pegou um pano sujo, limpando a lâmina com um movimento meticulo
Liam Carter.Sábado.21:50 - Bar - Castellano City.Guardei o celular no bolso, soltando um suspiro pesado antes de me virar para Jack e Sophia.— Ele disse que não vem.Sophia revirou os olhos, um traço de frustração cruzando seu rosto enquanto dava um gole na bebida.— Pelo menos saiu de casa. Queria tanto conhecer o cara com quem ele está saindo.— Deixa ele se divertir. — Jack respondeu, relaxado.Faz quatro anos que conheço Asher. Desde que começou a trabalhar na lanchonete, algo nele me atraiu. Admito que, no início, quis mais do que amizade. Senti algo forte, uma conexão que me fez querer tentar. Mas ele recusou gentilmente, porém firme. Disse que não queria um relacionamento.Demorou até eu entender o motivo. Quando soube que seu ex-namorado o traiu com a própria mãe, o choque me paralisou. Aquilo explicava muita coisa: o receio de se envolver, a preferência por encontros casuais sem compromisso, a distância emocional que mantinha de todos.Ainda assim, não pude evitar um leve
Dominic Castellano.Desviei o olhar rapidamente e o vi. As lágrimas escorriam livremente por seu rosto, os ombros tremendo enquanto lutava para respirar entre os soluços.— Por favor, Taehyung. — Implorou, a voz fraca e trêmula. — Está doendo… Por favor… Eu sinto muito. Errei ao atender a ligação… Por favor, me perdoa.Seus olhos vermelhos e inchados encontraram os meus por um instante antes de desviar, visivelmente envergonhado. Meu peito apertou, mas não por piedade. Havia algo fascinante em vê-lo assim, completamente vulnerável.Um sorriso contido surgiu em meus lábios enquanto mantinha os olhos na estrada.— Não. Não vou te aliviar, Asher. Se eu ceder tão facilmente só porque está chorando, você fará isso de novo.Sacudiu a cabeça rapidamente, as lágrimas caindo ainda mais depressa.— Eu prometo… Prometo que não vou repetir esse erro. — Sua voz embargada, mas havia uma urgência sincera ali. — Por favor, Taehyung, por favor. Não consigo suportar até chegarmos em casa. Eu imploro.S
Dominic Castellano.Quando se aproximou novamente, percebeu a tensão em meu rosto.— T-Taehyung? — Sua voz saiu hesitante.Não lhe dei tempo para continuar. Segurei seu pulso e o puxei com firmeza, caminhando rapidamente para o banheiro do shopping.— E-Espera, devagar. — Protestou, tentando acompanhar o ritmo, mas minha fúria queimava como veneno correndo nas veias.Empurrei a porta do banheiro masculino e fiquei satisfeito ao encontrar o espaço vazio. Entrei rapidamente em uma das cabines, trancando-a com um clique antes de pressioná-lo contra a porta.Minha mão deslizou para o pulso dele, segurando-o com firmeza. Seus olhos arregalados refletiam confusão e apreensão.— Você me decepcionou, Asher. Me diga, o que passou pela sua cabeça ao atender aquela ligação? — Minha voz era baixa, mas cortante.Abriu a boca, hesitante, mas não conseguiu formular uma resposta.— No meio do nosso encontro, você deu atenção à outra pessoa. Como acha que isso me fez sentir? — Sussurrei, aproximando-m
Dominic Castellano.18:50 - Mansão do Dominic- Quarto - Castellano City.Ajustava os punhos da camisa com a precisão habitual, mas a mente vagava longe. O reflexo no espelho mostrava o homem impecável de sempre, embora por dentro houvesse uma satisfação obscura. Ainda não entendia por que compartilhei meu passado com Asher. Não era algo planejado, mas quando ele demonstrou interesse em me conhecer melhor, senti um impulso inesperado.Observar sua expressão entristecida enquanto ouvia minha história trouxe uma estranha sensação de prazer. Anos atrás, talvez, ao perceber que alguém se importava com minha dor, eu reagisse de outra forma. Talvez chorasse junto. Agora? Agora era tarde demais. A empatia foi arrancada de mim, restando apenas frieza e a certeza de que não sou uma vítima, e sim um sobrevivente. Transformei a dor em poder e tomei o trono que me pertence.Ajustei o colarinho da camisa e passei a mão pelos cabelos, como se o gesto ajudasse a organizar os pensamentos caóticos. Não
Asher Bennett.15:50 - Mansão do Dominic- Quarto - Castellano City.A fome latejava no estômago, como se meu corpo finalmente exigisse algo após tudo o que passou. Os olhos se abriram devagar, encontrando a luz suave filtrada pelas cortinas, criando um ambiente tranquilo. O quarto estava quente, aconchegante, daquele jeito que fazia querer se enroscar nos lençóis por horas. Mas a fome insistia.O olhar percorreu o ambiente e um pequeno sorriso surgiu nos lábios. O cheiro familiar do lugar misturava-se ao perfume amadeirado impregnado em cada canto. Ao me sentar lentamente, os lençóis deslizaram pelo corpo e só então percebi que vestia algo diferente.Uma camisa. Grande o suficiente para cobrir parte das mãos e cair até a metade das coxas, parecendo um vestido desajeitado. Por baixo, apenas uma cueca. O tecido macio contra a pele trazia uma sensação estranhamente acolhedora. Ele me trocou enquanto dormia. Não havia desconforto nisso. Pelo contrário, o gesto carregava algo reconfortante
Asher Bennett.11:40 - Mansão do Dominic- Quarto - Castellano City.Sábado.Seus lábios tocaram o topo da minha cabeça, e um sorriso suave surgiu em seu rosto.— Que bom, porque nunca pretendi deixar você partir. — Sua voz era firme, carregada de um tom definitivo que fez meu peito apertar.As palavras fizeram meu coração acelerar ainda mais. Dominic estava se tornando parte de mim, e a sensação de ser cuidado, protegido, me envolvia de uma maneira quase viciante. Mas o medo persistia. A entrega total poderia acabar em ruína.— Quantos anos você tem? — Perguntei, reunindo coragem para quebrar o silêncio.Seu beijo pousou em minha nuca, causando um arrepio imediato.— Quarenta. — A resposta me surpreendeu. Seu rosto não parecia refletir essa idade, no máximo trinta e cinco. — Muito velho para você?Afastei-me ligeiramente, o suficiente para encará-lo diretamente.— Não. Honestamente, eu diria que tem trinta e cinco. — Respondi, tentando aliviar o clima. Ele riu, inclinando-se para beij
Asher Bennett.11:10 - Mansão do Dominic- Quarto - Castellano City.Sábado.Acordei lentamente, os sentidos despertando aos poucos enquanto a lembrança da noite anterior invadia minha mente. Quando me movi, um suspiro escapou dos lábios. O corpo inteiro parecia dominado pelo cansaço, os músculos doloridos, mas de um jeito que me fez sorrir. Foi intenso... tão intenso que mal acreditava ter conseguido acompanhar o ritmo dele.Abri os olhos devagar, piscando algumas vezes até a visão se ajustar. A primeira coisa que notei foi o calor ao meu redor. Estava aconchegado contra algo firme e quente. Então percebi: estava nos braços de Taehyung, a cabeça repousando em seu peito nu. Sua pele irradiava calor sob meu rosto, e a respiração ritmada subia e descia suavemente.Quando senti o toque de seus dedos deslizando pelas minhas costas, um arrepio percorreu minha espinha. O coração acelerou ao perceber que ele estava acordado, embora os olhos permanecessem fechados. Seus movimentos eram calmos,