Asher Bennett.11:51 - Lanchonete- Castellano City.Quarta-Feira.O pano úmido deslizava sobre a superfície das mesas, limpando os últimos vestígios de migalhas do turno da manhã. O relógio na parede marcava poucos minutos para o meio-dia, e logo fecharíamos para o intervalo de almoço.Mesmo assim, minha mente estava longe dali.Por mais que repetisse inúmeras vezes que aquele homem não me encontraria, que tudo ficou no passado, o medo rastejava dentro de mim, corroendo pouco a pouco.Cada vez que alguém entrava pela porta da lanchonete, sentia o peito apertar e o corpo entrar em alerta. As mãos suavam, o coração disparava, e eu precisava de alguns segundos para lembrar que era apenas mais um cliente qualquer… e não ele.Mas o pior não era o medo.O pior era a lembrança.Aqueles olhos negros, frios e penetrantes. Mesmo com o terror correndo em minhas veias, havia algo profundamente perturbador naquela imagem. Meu corpo se lembrava do toque firme em meu maxilar, da voz grave chamando-m
Asher Bennett.Apertei as mãos contra a calça, suando frio. O pânico rastejava dentro de mim como uma serpente apertando meu peito.A voz saiu trêmula, mal conseguindo formar palavras coerentes.— V-Vai me matar? — Gaguejei, a garganta seca. — Eu juro… J-Juro que não contei nada a ninguém…Senti as lágrimas se formarem, o desespero tomando conta. Antes que pudesse processar qualquer coisa, uma mão firme agarrou meu maxilar.Engoli em seco, o coração martelando contra as costelas.Minha pele arrepiou ao perceber que ele havia retirado a luva. A mão quente e firme contrastava com o frio que me envolvia por dentro.Levantei os olhos lentamente, encontrando os dele. Negros, intensos, despindo-me camada por camada, sem piedade.Ele sorriu de leve, um sorriso sem qualquer traço de conforto.— Matar você? — A voz saiu suave, mas carregada de algo perigoso. — Está enganado, meu Sojung.Meu estômago revirou ao ouvi-lo dizer aquilo com tanta posse.— O motivo de eu estar aqui é para convidá-lo
Dominic Castellano.Assim que Asher saiu do carro, Jack e Sérgio entraram silenciosamente, fechando as portas com um clique suave. Jack não perdeu tempo e deu a partida, afastando-se calmamente da lanchonete.Senti seus olhares sobre mim, discretos, mas curiosos. No entanto, não me dei ao trabalho de oferecer explicações. Eles não precisavam saber de porra nenhuma.Peguei um cigarro do bolso interno do paletó e o acendi, tragando profundamente enquanto encostava a cabeça contra o couro macio do assento. A fumaça encheu meus pulmões, trazendo uma ilusão passageira de controle.Mas minha mente estava longe.Por que diabos eu disse meu verdadeiro nome para ele?Soltei a fumaça lentamente, observando-a se dissipar no ar. Não fazia sentido. Ninguém, além dos meus homens mais próximos, sabia meu nome real. Nunca permiti que me chamassem de outro nome além de Dominic Castellano. Um título herdado, forjado em sangue e medo, imposto pelo velho bastardo que um dia governou esta cidade com punho
Dominic Castellano.18:50 - Mansão de Dominic - Castellano CityO carro deslizou silenciosamente pelos portões imponentes da mansão, adentrando a longa alameda iluminada que levava à entrada principal. As luzes suaves projetavam sombras contra as paredes de pedra, destacando os detalhes da arquitetura clássica misturada ao moderno.Traguei lentamente o cigarro, deixando a fumaça escapar pelos lábios. Meus olhos acompanharam o movimento familiar dos serviçais apressados, assumindo suas posições antes mesmo de minha chegada.Assim que o carro parou, Sérgio saiu rapidamente e abriu a porta para mim.Joguei o cigarro fora antes de sair, ajustando o sobretudo, e caminhei em direção à entrada.O mordomo já me aguardava, postura impecável, olhos baixos. Como deveria ser.— O jantar será servido às oito horas, meu senhor. As cozinheiras já estão preparando os pratos conforme suas instruções. O vinho escolhido foi o Chateau Margaux, e a mesa está sendo montada com porcelanas italianas.Sua voz
Asher Bennett.17:51 - Lanchonete- Castellano City.Enquanto tirava a camisa do uniforme e vestia minha roupa casual, minha mente estava longe. Kim Taehyung. O nome ecoava em minha cabeça, acompanhado de todas as perguntas sem resposta.Minhas mãos tremiam levemente, e eu tentava controlar a respiração para não entrar em pânico.Aquele maldito jantar.Por que ele quer jantar comigo?Talvez seja uma forma sofisticada de se livrar de mim sem levantar suspeitas. Um encontro discreto, uma faca atravessando minha garganta no meio da sobremesa.Engoli em seco. Não. Eu estava exagerando. Ou será que não?A verdade?Eu não fazia ideia do que me esperava.Soltei um suspiro, passando as mãos pelos cabelos. Além disso, tinha outro problema. Como contar isso ao Nick? Que mentira inventar?Ele nunca aceitaria que eu simplesmente saísse para jantar com um homem que claramente me assustava. Talvez uma desculpa simples fosse suficiente para mantê-lo longe disso.Espero que sim.Envolver meu melhor a
Asher Bennett.20:20 - Mansão do Dominic- Castellano City.Meu coração batia tão forte que temi que ele pudesse ouvir. Meus olhos estavam fixos na mansão que se erguia diante de mim, imponente, luxuosa, como algo saído de um filme. O carro deslizou suavemente pelos enormes portões de ferro, que se abriram sem um único som, revelando um jardim meticulosamente cuidado. Cada detalhe, as flores podadas à perfeição, as estátuas imponentes, o brilho discreto das luminárias no caminho de pedra, exalava riqueza e poder.O incômodo em meu peito crescia. O carro parou suavemente diante da entrada principal.Engoli em seco.A porta ao meu lado se abriu. Taehyung desceu primeiro. Meu corpo deu um leve sobressalto ao vê-lo surgir ao meu lado. O olhar intenso, calculista.Ele estendeu a mão para mim, os dedos longos e elegantes pairando no ar.— Venha, meu Sojung. — A voz era suave, mas a ordem clara.Hesitei por um segundo, meu corpo congelado pelo nervosismo. Mas, antes que pudesse repensar, ace
Asher Bennett.20:50 - Mansão do Dominic - Castellano City.Mas, ao mesmo tempo… Havia algo nele. Algo que me puxava. Algo que eu não conseguia explicar.Respirei fundo, focando no prato.Não olhe para ele. Não olhe para ele.— Você tem medo de mim, não tem? — Minha cabeça se ergueu devagar.Os olhos negros e impiedosos encontraram os meus. A honestidade estava estampada no meu rosto. Não havia como negar.— Eu… — O riso dele foi baixo, satisfeito.Se recostou na cadeira, cruzando os braços.— Gosto disso. — Meu coração martelava no peito.Então ele se levantou. Os movimentos fluídos, predatórios. Aproximou-se, meu corpo congelou, cada célula gritava para que eu corresse. Mas minhas pernas estavam presas ao chão.Parou diante de mim e antes que pudesse reagir, suas mãos firmes envolveram as minhas. Puxou-me para ficar em pé, seus dedos deslizaram para minha cintura. O calor do seu corpo me envolveu, o coração ameaçava explodir.— Você tem medo de mim. — A respiração quente bateu contr
Asher Bennett.20:20 - Mansão do Dominic - Quarto - Castellano City.Fiquei sem ar quando enfiou a cabeça sob minha camisa, sua respiração quente arrepiando cada centímetro da minha pele. Prendi o fôlego ao sentir sua língua áspera deslizando sobre meu mamilo esquerdo, o calor úmido de sua boca sugando com uma intensidade torturante antes de mordiscá-lo suavemente. Um gemido escapou de meus lábios antes que pudesse contê-lo, e minhas mãos trêmulas se apressaram em cobrir minha boca, tentando abafar os sons vergonhosos que ele arrancava de mim com tanta facilidade.Suas mãos grandes e ásperas exploravam cada linha do meu corpo com uma precisão avassaladora, como se quisessem memorizar cada detalhe. Quando mudou para o outro mamilo, sua língua trabalhou com mais força e urgência, fazendo meu corpo se contorcer involuntariamente sob ele. O prazer pulsava quente e intenso, incendiando cada parte de mim.Antes de se afastar, seus dentes se cravaram no bico sensível, fazendo-me arfar alto,