Sempre fui considerada a errada da família, mas quando decidi romper o noivado "perfeito" e sair da minha pacata cidade natal para estudar, indo contra os planos da minha mãe, acabei sendo deixada a própria sorte. Sou a rainha dos péssimos relacionamentos, por isso achei que nunca realizaria o meu grande sonho de ser mãe, então decidi ser mãe solo e optei pela inseminação. Não podia ter feito uma escolha melhor. Agora, dois anos depois de ter saído da minha cidadezinha, estou diante da decisão mais difícil da minha vida. Meu pai, quer que eu compareça ao evento, mas minha mãe me impôs uma condição ridícula. A proposta surge quando Eric Ferraz, irmão da minha melhor amiga fica sabendo da minha situação. Extremamente bonito. Gentil. Educado. E por coincidência, muito parecido com Helena. Deveríamos passar um final de semana fingindo ser a família perfeita e depois tudo voltaria a ser como antes, mas algo diz que essa farsa pode não durar por muito mais tempo.
Ler maisDIANAO casamento foi celebrado um mês depois, numa cerimônia mais íntima na igreja de São José, perto da casa dos pais de Eric. Igreja esta que a mãe dele fez questão porque era uma tradição da família. Thaís foi nossa madrinha e Leonardo o nosso padrinho. Logo depois da cerimônia, os pais de Eric vieram nos congratular, meu pai, muito emocionado também se aproximou para um abraço.— Quase não acredito que a minha menininha conhceu o amor verdadeio e, finalmente, se casou.— Eu estou muito feliz, pai.— Acho bom você cuidar dela direito porque se não vai arrumar sérios problemas comigo, garoto. — Meu pai ameaçou Eric antes de um abraço rápido.Nossos amigos e alguns convidados vieram nos desejar felicidades antes que eu me despedisse da minha pequena princesinha, que ficara com os pais de Eric durante a lua de mel. Assim que saímos da igreja num carro enfeitado fomos direto para o aeroporto, tínhamos escolhido não ter festa.O destino escolhido foi Nassau, nas ilhas Bahamas. Depois d
ERICO almoço na casa dos meus pais foi uma delícia, só faltando Diana com a gente. Claro que houveram muitas perguntas sobre a ausência dela e, claro que, tive que mentir, dizendo que ela estava terminando de resolver as coisas do aniversário.Durante todo o tempo em que estava almoçando com meus pais e o pai de Diana, fiquei mandando mensagem para Joana para ter notícias. Conhecendo Diana do jeito que eu conhecia, sabia que ela era teimosa demais para pedir ajuda, mesmo em caso de doença.A festinha de aniversário da pequena Helena estava linda, como eu sempre idealizei para quando tivesse uma filha. Algo pequeno, mas bonito e acolhedor. Nossos familiares e amigos compareceram, deixando tudo ainda ainda mais alegre. Minha noiva estava linda com um vestido que chegava até a altura dos seus joelhos, mas sem deixar de realçar as suas curvas, os cabelos soltos caíam em ondas loiras sobre os ombros e seus olhos tinham um brilho diferente.Confesso que, apesar de estar curtindo a festa, t
DIANAAlguns meses depois...O dia do aniversário de um ano da nossa princesinha tinha chegado e eu teria ficado louca se Eric não tivesse me ajudado com a organização. Nossa convivência tinha melhorado muito desde que ele se mudou para o meu apartamento e passou a estar presente vinte e quatro horas por dia.Nosso café da manhã foi corrido e quase nem conseguimos comer direito, deixei Helena sob os cuidados de Joana e depois saí para terminar de resolver as últimas pendências e ainda buscar meu pai no aeroporto. Eu não tinha ficado nem um pouco surpresa quando minha mãe se recusou a vir e eu até achava bom porque assim não estragaria o clima de festa.— Está tudo bem, Di?— Sim. Só estou organizando o que tenho que fazer na rua.— Você quer que eu vá buscar o seu pai?— Não precisa, eu já tenho que ir a rua mesmo.— Tudo bem.Com um beijo de despedida, deixei ele para trás e saí do apartamento. Quando cheguei à garagem e entrei no meu carro, me senti um pouco mal por ter que mentir p
DIANA Jantar com os pais de Eric não era o que eu estava esperando para encerrar a noite, mas não podia recusar, era bom que todos ficassem sabendo logo que estávamos noivos. Enquanto me arrumava, vários pensamentos me ocorreram, mas deixei de lado. Quando Eric tocou a campainha, corri para abrir a porta do apartamento, percebi que ele estava usando uma calça jeans com rasgos no joelho, uma camisa pólo azul e um tênis branco. Ele não quis entrar então só pedi que segurasse Helena enquanto eu pegava a bolsa dela que tinha deixado arrumada no quarto. A caminho da casa dos pais de Eric, confesso que fiquei tensa, as mãos suavam, ele pareceu perceber porque apoiou a mão em minha perna esquerda e acariciou por cima do tecido da calça, um gesto carinhoso e encorajador. Assim que ele estacionou o carro em frente à casa dos pais, ele deu a volta e abriu a porta para mim. A mãe dele veio apressada em nossa direção, me envolveu num abraço como se eu fosse sua filha e depois pegou Helena do
ERIC Desde que voltei de Paris, não tenho usado a minha aliança, mas não por querer parecer que ainda sou solteiro, mas por ter decidido, durante o voo, que esperaria a chegada de Diana para contarmos juntos a novidade para nossos familiares e amigos. Só Deus sabe o quanto está sendo difícil conviver com a minha irmã perguntando sobre o resultado do exame e o que eu tinha ido fazer em Paris. Ao que tudo indicava, Diana não tinha falado nada com a minha irmã. Quando recebi a mensagem de Diana informando que tinha chegado ao Brasil, não imaginava que era verdade, pensei logo que era algum tipo de pegadinha, mas depois de confirmar com a minha irmã, decidi surpreendê-la e levar o almoço que ela tinha pedido. Quando finalmente cheguei ao andar do apartamento de Diana, respirei fundo e toquei a campainha, não esperava encontrá-la vestindo um short que realçava ainda mais a sua bunda e camiseta era combinação perfeita para deixá-la ainda mais atraente. — Eric! — Dava para perceber a sur
DIANAQuando finamente desembarquei no Brasil, já era de tarde, tive que pegar um táxi já que não tinha avisado ninguém que estaria chegando, pois queria fazer uma surpresa. Por sorte, Helena tinha dormido quase a viagem toda, acordando apenas quando estava com fome.O motorista, vendo que eu estava sozinha, gentilmente me ajudou a colocar as malas no porta-malas e me levou ao meu prédio. Eu estava cansada e só queria poder dormir, mas quando eu saí do carro, dei de cara com Thaís saindo do prédio.— Di, não acredito que você está de volta! — Ela me envolveu num abraço apertado. — Meu irmão já está sabendo?— Eu queria fazer surpresa.— Entendi. Ele está no restaurante desde a manhã, se quiser aparecer por lá.— Não sei, estou querendo descansar um pouco.— Entendo. — Ela olhou o relógio de pulso. — Preciso ir.— Thaís, não fale nada para o seu irmão, ok?— Pode deixar comigo. — Ela fez sinal de como estivesse fechando o zíper na boca.— Obrigada.Minha melhor amiga se despediu de mim
DIANADepois que Eric me pediu em casamento, passamos o resto da noite juntos na cama e dei graças a Deus por Helena não ter acordado no meio da noite. Foi enquanto tomávamos o café da manhã que ele me informou que a folga tinha terminado e ele teria que pegar o voo de volta para o Brasil.— Você tem mesmo que ir?— Infelizmente sim, mas não fique triste porque a semana vai passar rapidinho.— Será inevitável.— Queria estar ao seu lado quando contasse — levei uma torrada à boca. — É capaz do seu pai me odiar ainda mais.— Eu não ligo para o que ele acha, até porque você, agora, é minha noiva.— Vou sentir saudades.— Eu também, Di. Não se preocupe porque logo você vai estar em meus braços novamente.As dez horas da manhã, Eric se despediu com um abraço apertado e um beijo saudoso antes de entrar num táxi e partir. Eu queria ter acompanhado ele até o aeroporto, mas já estava atrasada para o trabalho. Nunca imaginei que seria pedida em casamento e no dia seguinte seria deixada sozinha.
ERIC Agora que eu tinha certeza de que Helena era minha filha, decidi que era o momento perfeito para dar um passo a mais na minha relação com Diana, mas conhecendo-a do jeito que eu conheço, se eu simplesmente me ajoelhasse e a pedisse em casamento ela acharia que seria só por causa do resultado do exame. Estávamos em Paris e ela ainda não tinha saído para conhecer os pontos turísticos mais famosos da cidade luz e eu estava curioso para conhecê-los, principalmente o museu do Louvre, então nada melhor do que irmos os três juntos, como uma família. — Você pode pedir ao motorista para nos levar? — perguntei enquanto terminávamos de comer. — Claro! Vou enviar uma mensagem para Antonie. Minutos depois, o motorista, que descobri se chamar Antoine, nos deixou na entrada da área que levava ao Louvre, dava para ver o brilho nos olhos de Diana. — Não acredito que me trouxe ao Louvre, Eric. — Pelo seu tom de voz era quase como se ela quisesse sair pulando e gritando de felicidade. — Te
DIANA Depois de descobrir que Eric era mesmo o pai da minha pequena princesinha, confesso que fiquei meio desnorteada. Voltamos ao hotel e dispensei a babá que Leo tinha contratado. Depois de me trocar, fui me sentar no terraço, eu precisava de um tempo sozinha para colocar os pensamentos em ordem. Estava sentada no futon quando Eric apareceu por trás e apoiou as mãos nos meus ombros, roçando o nariz contra a minha orelha esquerda e sussurrou: — Ora, ora. Aí está você. — Desculpa ter te deixado sozinho. — Vai ficar a noite toda sentada aí? — Só estava tentando organizar meus pensamentos. — E essa vista ajuda? — Não é linda? — Muito, mas eu prefiro você. Ele começou a beijar meu pescoço de leve, percorrendo toda a extensão de pele com seus lábios até encontrar os meus. — Por que não vamos nos deitar? — Tudo bem. Pela manhã, quando finalmente abri meus olhos, encontrei o lado dele da cama vazio e quando me levantei, encontrei os dois na sala. Enquanto tómavamos o desjejum m