Quando Yara, a corajosa amazona conhecida como Ninfa Fogosa, é capturada por uma força sombria, seu destino é envolvido pelas trevas. Agarrada e subjugada por um mestre sombrio, ela é levada ao coração do domínio do temível Naaldlooyee, o Lorde das Sombras Abissais, que deseja usá-la como peça em um jogo de poder que ameaça devorar o mundo. Tupã, o destemido guerreiro chamado Gavião Tempestuoso, recebe a terrível notícia: sua amada fora levada pela escuridão. Mesmo gravemente ferido e com a morte à espreita, ele não pode ignorar o chamado da floresta nem o amor que pulsa em seu coração. Agora, ele deve reunir todas as suas forças e encarar um inimigo cuja escuridão ameaça engolir não apenas Yara, mas também a conexão vital entre a natureza e o espírito humano. Em uma jornada repleta de perigos, sacrifícios e revelações, Tupã deve decidir até onde está disposto a ir para salvá-la — e se conseguirá vencê-lo antes que seja tarde demais. Ora, o destino de Yara e Tupã se entrelaça em uma batalha entre luz e trevas, amor e desespero. Mas quando o coração da floresta se conecta ao coração de um guerreiro, mesmo as sombras mais abissais podem ser desafiadas. (Segundo Volume de Amor entre Sombras e Brisas)
Ler maisA colina erguia-se solene, suas árvores dobrando-se ao peso do vento noturno. O céu estava nublado, ocultando as estrelas, como se o próprio firmamento temesse testemunhar o que estava por vir.Nagato estava assentado sobre uma raiz exposta, a postura reta, os olhos semicerrados em contemplação.Ele ouvia a floresta.Sentia o pulsar da terra sob seus pés, a respiração das folhas, o ciclo eterno da vida que ecoava entre os troncos centenários.Mas algo quebrava o equilíbrio.Algo que rompera sua imagem espelhada diante de Saci Tumbleweed, Hei e Kaena.Um murmúrio baixo, inquietante, rastejando como ocultas serpentes entre as árvores.A sombra de um pensamento.Nagato abriu os olhos.E então ele sentiu.Naaldlooyee. Ali.Não em carne e osso.Mas na escuridão.Ele não precisou olhar para saber.A presença do Lorde das Sombras era como um peso esmagador, uma névoa invisível que absorvia o próprio calor da noite.Nagato respirou fundo, mantendo-se impassível.— Veio em busca de respostas,
Da escuridão em volta, gargalhadas ecoavam — risadas cortantes e maliciosas que pareciam vir de todos os lados e de lugar algum. Vozes que sussurravam segredos profanos e promessas obscuras, conforme clones sombrios de Naaldlooyee emergiam aqui e ali. As sombrias mãos, frias como a morte, moviam-se com ritualístico rigor, esculpindo marcas arcanas em seu corpo, cada símbolo gravado uma mistura de dor e êxtase, como se a própria essência da sombria magia estivesse sendo urdida em sua carne.A jovem contraiu os lábios rachados.Ela precisava sair dali.O pensamento martelava em seu crânio como um tambor de guerra. Mas cada tentativa deixava apenas sangue sob suas unhas e desespero em seu peito. Seus olhos pesavam como lápides, as pálpebras tremendo contra a vontade de ferro que as mantinha abertas.— Durma — sussurravam as sombras em vozes de seda e navalha. — Apenas feche os olhos...Não.NÃO.Se cedesse agora, seria o fim. As trevas a devorariam por inteira, penetrariam até onde nem m
O vento soprava entre os bambuzais, murmurando segredos aos ouvidos atentos de Mei-Lian.Desde criança, ela escutava as histórias dos antigos mestres taoístas — os andarilhos da harmonia, aqueles que enxergavam além do véu da realidade e compreendiam o equilíbrio entre todas as coisas.Seus dias eram banhados pelo sol dourado da manhã, e suas noites pelo brilho prateado das estrelas, enquanto praticava os sutis movimentos da espada, do leque e da respiração.Seus mestres lhe diziam que a vida não era uma estrada reta, mas um rio sinuoso, onde a resistência levava à dor, e a aceitação, à paz.E Mei-Lian acreditava nisso.Até que o destino decidiu testá-la.🍃 Primeira Paixão: A Dança do LequeO leque era sua primeira paixão. E não apenas como arma.Ela via poesia no dobrar da seda, na suavidade de um gesto que confundia, encantava e, num piscar de olhos, poderia matar.Os monges diziam que era vaidade.Mas Mei-Lian não via problema em ser bela e perigosa ao mesmo tempo.Em noites de fe
Antes de se tornar Hei, o Caçador Espectral, antes de ser um nome sussurrado com reverência e medo pelos inimigos, ele foi apenas um menino sem nome.Um garoto de pés leves e olhos atentos, criado na neve e na escuridão.Ele aprendera desde cedo que o mundo não pertencia aos fortes. Não aos brutos, não aos que gritavam ordens, não aos que se impunham com músculos e arrogância.O mundo pertencia aos que sabiam esperar.Aos que observavam.Aos que atacavam sem serem vistos.Primeira Lição: Não Seja Visto, Não Seja PegoSeu primeiro mestre não era um guerreiro. Era um ladrão.Hei cresceu entre becos e templos abandonados, onde os pobres e esquecidos construíam seus próprios lares.O homem que o criou não tinha nome — ninguém de verdade tem nome quando se vive nas sombras.— A primeira regra, garoto. — disse ele certa vez, enquanto caminhavam sob o véu da lua. — O mundo é um tabuleiro. Você quer ser a peça ou o jogador?Hei, ainda uma criança, franzira a testa.— O jogador.O homem riu.—
Antes de se tornar o homem que agora moldava sombras e impunha sua vontade ao mundo, Donaldo fora apenas um menino.Um menino de pés sujos de areia, de olhos brilhantes como moedas de ouro, de coração inflado pelo vento salgado que vinha do mar.Ele crescera em uma vila de pescadores, onde as lendas de piratas e exploradores eram sussurradas entre redes de pesca e tonéis de rum barato. Havia sempre um marinheiro de passagem contando histórias de cidades de ouro perdidas, de ilhas onde monstros dormiam, de mapas riscados à faca sobre peles de animais exóticos.E Donaldo escutava. Escutava como quem bebe de uma fonte inesgotável, como quem quer engolir o mundo antes mesmo de poder zarpar.Quando tinha seis anos, Donaldo construiu seu primeiro barco.Não passava de tábuas velhas pregadas de qualquer jeito, com uma vela feita de lençol roubado, mas na mente do menino, era uma nau majestosa, cortando o oceano em busca de esquecidas riquezas.Ele mesmo se nomeou capitão. E os outros garotos
Duncan correu pelas sombras, seus pés não fazendo som algum contra o chão. O ar ali era... era denso, como se submerso num lago abissal e sem fim. As paredes pulsavam, algo indistinto nelas, como se feitas de carne viva e não de pedra. Sons distantes ecoavam pelo espaço – sussurros e soluços e lamentos. Duncan tentava ignorá-los. A única coisa que importava agora era... era encontrar uma forma de sair daquela ratoeira antes que o inimigo o encontrasse primeiro. Antes que fosse surpreendido — de novo.Outra vez, seus dedos tracejaram o ar, conforme sentia as asas do tempo batendo contra sua pele.Convenientemente, sua arte — Blue Butterfly — dispensava uma ancoragem, permitindo-o manipular o tempo, mas sempre manter sua posição atual ao voltar... Exigia menos energia também — nada de deslocamento a longas distâncias no espaço, nada de acurada canalização energética antes da ativação.Ele quase sorriu, não de alegria, mas de amargo alívio — cada revoada no tempo um véu que ele podia
No Princípio, a Luz e a Sombra Dançaram...O mundo não nasceu em silêncio.Ele surgiu de um cântico, um eco de antigas e insondáveis forças, tecido entre a luz e a sombra. Os anciões chamam essa melodia primordial de Cântico dos Primórdios, pois sua melodia se desdobrou em criação e destruição, gerando o que chamamos de realidade.Havia equilíbrio no início. O Dia e a Noite. O Fogo e a Água. A Vida e a Morte. Mas como todo cântico pode ser distorcido, também a harmonia entre essas forças foi quebrada.As sombras, cobiçando domínio sobre o tecido da existência, começaram a se expandir, tentando engolir a luz e tecer sua própria melodia. No centro desse conflito primordial, seres de poder monumental emergiram — os Guardiões do Equilíbrio e os Senhores das Sombras.A história que se desenrola hoje é apenas uma repetição de velhas tragédias.Houve um tempo em que os humanos viviam sob a proteção dos Guardiões, entidades que mantinham a ordem natural. Mas a ganância, a fome por poder e a f
O mundo a seu redor era feito de névoa e murmúrios.Donaldo via-se à deriva num oceano de trevas líquidas, como se sua alma houvesse sido arrancada do corpo e mergulhada num limbo sem fim, o silêncio tão denso que pressionava seu crânio.Mas havia algo mais ali. Algo latente.E então… veio o som.Um pulsar profundo e gutural, como um coração que batia sob a terra.Tum-tum. Tum-tum.Ele piscou e, de repente, não estava mais flutuando. Estava de pé em seu próprio salão, rodeado por suas concubinas. Elas estavam nuas, envoltas por um brilho úmido, com os olhos negros como um céu sem estrelas.Elas respiravam em uníssono.Tum-tum. Tum-tum.Donaldo tentou falar, mas sua voz se perdeu, dissolvendo-se no ar viscoso.As mulheres se aproximaram, deslizando como espectros, os cabelos esvoaçando como serpentes.E então, uma delas segurou sua mão e a pressionou contra o próprio ventre.Ele estremeceu. Dentro dela, algo se movia.Uma ondulação grotesca deformava sua pele, como se uma criatura tent
Tupã fixou os olhos na flutuante máscara branca, sentindo o peso do oculto olhar lhe devolvendo o gesto. Seu corpo metálico repousava na vaziez conforme mãos enluvadas manipulavam com destreza o fluxo de energia Sith, reinfundindo vida em sua estrutura biomecânica.— Mesmo camuflado — murmurou Tupã, sua voz ecoando estranhamente na sombria dimensão —, achei que Naaldlooyee e seus lacaios me farejariam. Até mesmo nesta... "Toca dos Duendes das Sombras".Seus dedos se contraíram involuntariamente ao mencionar o nome do inimigo.Mapache inclinou levemente a máscara, o brilho âmbar de seus olhos cintilando através das fendas.— As sombras dos Sith vibram em frequência diferente das de Naaldlooyee — explicou, conforme seus dedos continuavam trabalhando. — Somos ecos distintos na mesma escuridão, pode-se dizer.Tupã sentiu a pergunta brotar antes mesmo de formular:— Por quê? — A voz soou mais áspera do que pretendia. — Por que me ajudar?O mascarado fez uma sutil pausa, mas as mãos não vac