I EPÍLOGO I
A MULHER RECORDAVA com nitidez a primeira vez que cruzara aqueles imponentes muros de concreto, encimados por cercas elétricas e vigiados de perto por caçadores estrategicamente posicionados nas torres de observação. A base militar, com sua estrutura austera e decadente, mantinha a mesma aparência de abandono, oculta no coração da densa floresta e esquecida nas páginas de mapas desatualizados de Nova Jersey. Naquele tempo sombrio, ela havia adentrado o local escoltada ao lado do pai, cuja presença fora requisitada com urgência devido ao desaparecimento inexplicável de seis jovens — um mistério que pairava como uma sombra sobre a região.

Uma lembrança dolorosa se instalou em seu peito ao reviver aquele dia fatídico. O interrogatório que seu pai enfrentara fora mais excruciante do que as intermináveis aulas de cientologia da professora Rabello, cujo tom monótono transformava cada minuto em uma tortura silenciosa. Sentada em uma sala escura, ela observava seu pai relatar, com um pesar evi
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