April é uma adolescente tríbrida e a mais nova de um trio de trigêmeos híbridos. Como a princesinha da família, sempre foi amada e mimada por todos. Mas, apesar do sangue real dos vampiros correr em suas veias, ela e os irmãos só querem viver uma vida normal, equilibrando os desafios da adolescência com os deveres de príncipe e princesa. Gabriel Salvatore, por outro lado, é um lobo solitário, focado apenas nos negócios da família paterna. Sem tempo para esse negócio de relacionamento e muito menos para se apaixonar. Desde a trágica morte de seu irmão mais velho, ele se afastou da antiga alcateia e jurou nunca mais se envolver com esse mundo. Mas o destino tem outros planos. Algo inexplicável liga April e Gabriel, uma força invisível e incontrolável que os atrai um para o outro como se fosse magia. Ele é o conquistador que nunca se apaixona. Ela, a romântica que acredita no amor verdadeiro. Ele vive para os negócios. Ela encontra segurança na família. Duas almas opostas conectadas por um laço misterioso. Agora, cabe a eles decidir: lutar contra essa ligação ou se render ao que o destino escreveu para os dois?
Leer másGABRIEL — Manheee! — Sofia grita, furiosa. — Ayla, Mavi e Giovanna não deixam eu pegar a bolsa dos quadrigêmeos! — Gabriel, resolve isso! — minha esposa resmunga entre gemidos de dor. Os quadrigêmeos decidiram chegar antes da data prevista para a cesárea. Meu sogro insistiu que ainda dava tempo de seguir com o plano inicial, mas April foi categórica: se os quatro filhos queriam nascer de parto normal, então seria parto normal. O problema? A dor. Insuportável. April rosna e uiva como se estivesse possuída. Minhas mãos já estão virando patê de tanto que ela as aperta, mas não me afasto. Não agora. — Meninas, sua mãe está meio ocupada trazendo seus irmãos ao mundo. E eu não posso sair daqui. Seu dindo Colin vai resolver isso. Olho para Colin, que arregala os olhos. — Nem fodendo! — ele protesta. — Aquelas quatro me manipulam fácil! Sempre acabo fazendo coisas que minha dignidade jamais perdoaria. — Vai agora, porra! — April rosna, o rosto contorcido de dor. — Eu tô parindo QUAT
GABRIELCapítulo FinalA festa estava perfeita. Risos, música, alegria. Todos dançavam e celebravam nossa união. Minha primeira dança com minha esposa foi ao som de Perfect, de Ed Sheeran. Todas as músicas foram escolhidas por ela, e eu amei cada uma. Porque, no fim, o que realmente importa para mim é esse sorriso. O sorriso dela.Mas então, no meio da celebração, o som para abruptamente. Eu estava conversando com meus primos e alguns irmãos de April quando a vejo caminhar para o centro do salão. Uma única luz branca a ilumina no meio da escuridão da festa.— Marido, por favor, venha até aqui? — ela pede, e eu vou sem pensar, como um cachorrinho obediente. O pensamento me faz rir.Quando chego diante dela, April pega minha mão e me olha com um amor tão profundo que meu coração parece parar por um segundo.— Gabriel, você esteve ao meu lado nos momentos mais difíceis. Você me ensinou a amar cada detalhe seu, até os defeitos irritantes — ela ri baixinho. — Você me mostrou que mesmo nas
APRIL Três dias se passaram desde que capturamos Kimberly e a trancamos na prisão do castelo. Agora, estamos todos reunidos na Itália, mas por um motivo muito diferente. Meu casamento. Gabriel não estava brincando quando disse que queria se casar assim que a guerra terminasse. Assim que tudo se resolveu, viemos direto para a Itália e, em apenas três dias, transformamos cada detalhe do casamento no meu sonho mais lindo. Desde criança, eu sonhava com meus 15 anos como o tema de Aladdin e meu casamento como o da Cinderela. Meus 15 anos foram exatamente como imaginei, e agora, finalmente, estava prestes a viver o conto de fadas da minha vida. A entrada do castelo era um espetáculo à parte. Luzes douradas iluminavam o caminho, refletindo nas paredes de pedra antiga como pequenas estrelas. Uma carruagem deslumbrante, inspirada na de Cinderela, reluzia ao lado da entrada. Do outro lado, nossas iniciais gigantes, A & G, brilhavam majestosamente. Vasos de flores brancas ladeavam a imensa
APRILA guerra contra Kimberly estava prestes a explodir. O exército de vampiros do meu avô, liderado por Demetri, os guerreiros lobos da alcateia do meu dindo, sob o comando de Gabriel, e bruxos poderosos enviados diretamente de Atená pela minha avó materna, todos estavam reunidos. Nossa missão era clara: capturar Kimberly antes que ela pudesse me matar.— Todos prontos? — Matteo, o líder da missão, ergueu a voz.Respostas vieram em uníssono – uivos, gritos e rosnados ecoando na noite escura.— AVANCEM!Cada um de nós tinha um propósito, uma dupla para proteger a retaguarda e um plano bem traçado. Corríamos pela floresta densa, os galhos cortando o vento enquanto Matteo e eu nos mantínhamos próximos. Então, sentimos a energia sombria que emanava da casa à frente. O ar estava pesado, carregado de magia maligna.O primeiro ataque veio pela direita. Lobos inimigos se lançaram sobre nossos vampiros, e, não demorou nada para, os vampiros aliados de Kimberly investiram contra nossa alcatei
GabrielNova York, como sempre, brilhava com suas luzes incansáveis, pulsando como um coração que nunca dormia. Mas para nós, naquela noite, a cidade parecia um mero pano de fundo para algo muito maior,algo que poderia mudar tudo.Meus cunhados moravam em um prédio simples, com apartamentos um de frente para o outro. Assim que chegamos, April parou diante da porta de Joshua, enquanto Colin se posicionou diante da de Alexia. Em perfeita sincronia, bateram.As portas se abriram ao mesmo tempo.— Oi, Seff! Quanto tempo, cunhada! — April sorriu pela animação da cunhada,sendo envolvida por um abraço caloroso de Sam, que claramente adorava minha esposa.— E aí, cunhado, surpresa! — Colin disse a Adam, que riu, já esperando alguma maluquice dele.Mas a leveza durou pouco.— Nossos irmãos estão? Precisamos falar com eles. É sério. — Rodrigo interveio, e o peso na sua voz deixou Sam e Adam imediatamente tensos.— Estão no escritório da empresa. — Adam respondeu, trocando um olhar preocupado co
APRILA morte de Veronica e Nicolai trouxe um alívio que eu nem sabia que poderia sentir. O peso de ter que proteger minhas filhas e minha família desses monstros havia desaparecido, mas algo ainda me inquietava. Faz dias que Gabriel não é o mesmo. Ele está agitado, sempre atento a qualquer movimento, como se o perigo ainda estivesse à espreita.— Amor, o que está acontecendo? — pergunto, cruzando os braços.Ele me encara, o conflito evidente nos olhos. Seu instinto de proteção sempre fala mais alto, mas antes que ele possa mentir ou evitar o assunto, eu o interrompo:— Não me esconda nada, Gabriel. Achar que me protege ao me manter no escuro só me deixa mais vulnerável.Ele suspira fundo e abaixa a cabeça, derrotado.— Precisamos falar com sua família.Sem mais explicações, ele me puxa pela mão e me guia para fora de casa. Meu coração acelera. Algo grande está acontecendo.Ao entrar na casa dos meus pais, o caos habitual nos recebe. Meus irmãos brincam de luta, minha irmã reclama sob
GABRIELChegamos tarde da viagem. April decidiu que não mandaríamos as meninas para a escola de manhã ,seria cruel obrigá-las a ir cansadas.Ainda estava escuro quando meu celular começou a vibrar insistentemente na mesa de cabeceira. Olhei para o relógio. 6:00 da manhã.— Que porra é essa? — Atendi, saindo da cama com cuidado para não acordar minha mulher.A voz do meu advogado, Fernando, veio carregada de animação.— Chefe, conseguimos! A guarda de Maria Vitória foi aceita. Você e April são os únicos pais legais da menina agora. Veronica foi condenada por maus-tratos, violência física e verbal, entre outros crimes. Ela será presa. Sobre as Gêmeas, adicione o pedido de adoção junto com o de Maria Vitória. Sua noiva poderá adotar as três hoje mesmo senhor. Meu coração parou por um segundo antes de disparar.— Puta que pariu, Fernando! — Falei, incapaz de conter minha alegria.— Achei que fosse gostar da notícia. Queria que eu tivesse ligado mais tarde? — Ele zombou.— Quando foi que
APRILHoje é o tão esperado jantar de noivado do meu tio. Alguns estão ansiosos, outros, nervosos. Eu? Eu sou um furacão prestes a varrer tudo pelo caminho.A pressão está toda sobre mim. Tenho que ficar de olho no futuro, garantir que os pais da minha futura tia não causem problemas e, se algo der errado, consertar imediatamente. Se não der certo, apagar a memória deles. Para mim, esse jantar é uma péssima ideia. Para o resto? Apenas uma noite agradável.— Amore mio, você está gritando. — Biel comenta, terminando de fechar os botões da camisa.Reviro os olhos.— Eu nem abri a boca, Gabriel! — respondo irritada.Ele sorri, tranquilo, como se minha frustração fosse algo adorável.— Mas seus pensamentos… esses não ficaram quietos nem por um segundo.Fecho os olhos, respiro fundo.— Desculpa, amor. Só que essa coisa de resolver tudo está me enlouquecendo. Por que só eu tenho que cuidar disso? — pergunto, sentindo o peso em meus ombros.Gabriel se aproxima, senta-se ao meu lado e me puxa
GABRIELAssim que sinto o corpo de April perder as forças, meu reflexo é imediato. Solto seus cabelos, que segurava para ajudá-la a vomitar, e a seguro em meus braços antes que caia. Meu coração dispara. Deito-a cuidadosamente sobre uma maca, mas o pânico já se espalha dentro de mim.— April! — O grito do meu sogro rasga o ar.— Aqui! Ajuda ela, Pietro! — Minha voz sai desesperada, quase irreconhecível.Pietro se posiciona ao lado da filha e começa a examiná-la com rapidez. Meu cérebro está em colapso, incapaz de pensar. Harry, ao perceber meu estado, explica o que aconteceu, mas eu mal escuto. Só consigo olhar para April, frágil e imóvel. Minha mente se conecta à dela, mesmo sabendo que talvez ela não me escute.— Você prometeu que ficaria bem. Você disse que não iria me deixar… Mia vita, por favor, não me deixe!Sou puxado de volta à realidade quando escuto Pietro falar:— Ela vai ficar bem. Todo o veneno saiu no vômito. Ela está fraca porque seu lado vampiro lutou contra o veneno m