Júlia Ricci é uma jovem e recém-formada arquiteta que ama o que faz. Contudo, a moça é mãe solteira e a sua vida gira em torno do seu único filho, Alex Ricci. Um garotinho de apenas sete anos que precisa com urgência de um transplante de coração. Entretanto, Júlia jamais poderá arcar com os custos de uma cirurgia desse padrão. Mas ela o ama desesperadamente e desistir do seu filho nunca será uma opção. David Bennett é o CEO e sócio majoritário da Bennett Designer S/A. Um CEO jovem, poderoso, arrogante e prepotente, que devido a um passado conturbado e doloroso ele não confia nas mulheres, mas principalmente no amor e não importa o tipo de amor. Ele simplesmente não acredita nesse sentimento. Entretanto, a sua nova funcionária chama a sua atenção por sua beleza e jovialidade e ele não hesitará em fazer-lhe uma PROPOSTA INDECENTE.
Leer másMelissaEXPECTATIVAS DE UMA DECORADORA.— Hum!Solto um grunhido baixo quando percebo que o dia já amanheceu e preguiçosamente me estico em cima da minha cama, soltando um gemido gracioso em seguida. Entretanto, ao abrir os meus olhos observo a minha pequena bagunça dentro do quarto. Uma garrafa de vinho vazia caída em cima do tapete, uma taça com um resquício do vinho em cima do criado mudo e um vibrador Rabbit que me fez viajar em sonhos eróticos com um certo Ursão que está roubando o meu alto controle.Não, eu não liguei para ele e quase me arrependi disso.Arrasto-me para fora da cama e vou direto para o banheiro. Ligo o chuveiro e verifico a sua temperatura antes de mergulhar de cabeça nele. Um banho morno e demorado deve organizar as minhas ideias. E quando já estou pronta para começar o meu dia, vou até o
MelissaEm resposta, Cora me aponta a saída do escritório e provavelmente da empresa de um jeito frio e sem emoção.— Se é isso que você quer, fique à vontade, Melissa. A porta da frente é a serventia da casa. — Essas suas palavras duras me fazem sufocar.Como uma mãe diz algo assim para o próprio filho?Por que ela simplesmente não consegue ficar feliz por mim?— Adeus, mamãe! — sibilo baixo e desapontada.— Isso ainda não é um adeus, Melissa, porque eu sei que você voltará correndo para mim com o rabo entre as pernas em algum momento.— Pois eu não vou! — rebato entre dentes. — Escute o que eu vou dizer, Cora Jones, eu vou crescer e farei isso sem a sua ajuda! — prometo.— É claro, filha. — Ela grunhe com desdém.
MelissaACERTOS DE CONTAS.— Bom dia, Senhorita Jones… — Robert se interrompe quando percebe duas caixas de papelão de tamanho mediano em cima de um sofá de dois lugares. — O que está acontecendo aqui? — Ele questiona quando pego três porta-retratos e os coloco dentro de uma das caixas.— Mudanças, meu caro Robert, mudanças — ralho, tirando alguns objetos da estante em seguida.— Que tipo de mudanças?Suspiro alto, mas de forma teatral e paro bem na sua frente para segurar em seus ombros e olhar em olhos.— Escute bem, porque talvez essa seja a nossa última conversa. — O rapaz ergue as sobrancelhas em confusão. — Eu estou criando asas, Robert. — Confuso, Robert inclina a sua cabeça de um lado para o outro dos meus ombros a procura de algo. — Estou dizendo que estou indo embora da LD.— Você o que?! — A sua ficha cai. — A Senhora Jones já sabe disso?Que se foda a Senhora Jones! Penso em re
MelissaAOS TRANCOS E BARRANCOS.— Relaxa, ela nunca vai saber sobre essa nossa conversa — garanto. Trocamos olhares outra vez.— Quem me garante que você não é uma espiã da presidente da LD e que não vai me entregar?— Eu mesma. — Dou de ombros. — Você pode não acreditar, mas às vezes eu também a odeio. Eu tive uma ideia. Que tal gritarmos aos quatro ventos tudo que temos vontade de gritar para ela e não temos coragem?— Idiotice. — Ele ri sem graça. Entretanto, ignoro a palavra, subo no parapeito, fecho os meus olhos e abro os meus braços, sentindo o vento que acariciar a minha pele. — O que você está fazendo, sua maluca?— Vai se foder, Cora Jones! — A primeira frase sai timidamente da minha boca.— Eita porra! — Lucke se espanta com a minha atitude.— VAI SE FODER!!!! — grito a todos pulmões em seguida.— Você é maluca, garota!— Você devia tentador, é libertador. — Sorrio. Ele me fita em sil
MelissaMINHA MÃE É MEU CARRASCO.— Bom dia, Senhorita Jones!— Oh, Robert! — Praticamente cantarolo o nome do meu assistente. — Bom dia! — Ele sorri para mim.— A Senhorita parece bem animada essa manhã.— Eu pareço?É porque eu estou animadíssima e penso que nada poderá estragar esse meu dia.— Então, o que temos para hoje?— Hum, vejamos. — Robert se senta em uma cadeira de frente para a minha e começa a mexer no seu tablet de estimação. Contudo, vou para perto de uma parede de vidro e após apoiar minhas mãos atrás do meu corpo, visualizo a quietude da cidade grande. Pelo menos aqui do décimo sexto andar não dá para ouvir uma buzina sequer. — A Senhorita está em fase de finalização com a decoração de uma vitrine do edifício Park Gardens.— Uhum.— E tem que iniciar as compras para a decoração da Stunning Wedding Dresses.— Ah sim. — Sorrio satisfeita.— E
Álvaro— Me desculpe! — Tento engolir a minha crise de risos. Respiro fundo para me controlar. Encaro o seu olhar irritado e seguro uma nova crise de risos. — É que nós não fizemos — confesso. Ela arregala os olhos e a sua boca se abre em surpresa.— Nós não… — Meneio a cabeça, fazendo não. — Ai que alívio! — A garota relaxa em cima da sua cadeira, levando uma mão para o seu peito, e o ar passa livremente pela sua boca. Fixo o meu olhar nos seus lábios. — Oh! É… quero dizer, é um alívio não transar com você… digo, não com você, mas com o fato de você ser um homem desconhecido. Eu… ah… eu só quero dizer…— Eu já entendi.— Entendeu? — Seus lindos olhos negros fitam os meus em expectativas. Faço um sim com a cabeça. Contudo, ela franze a testa. — Se não transamos, por que eu estava em sua casa?— Esse é o ponto. — Ela parece confusa. — Você bebeu todas, lamuriou bastante sobre coração partido, traição, blá, blá, blá…— Ai meu Deus que vergonha
ÁlvaroHoras depois…— Bom dia, Senhor Abravanel! — Minha secretária diz assim que entro na minha sala. — O Senhor está bem? — Molly indaga vindo atrás de mim. Freio bruscamente e ela freia também.— Por quê? Eu não pareço bem?Droga, a última coisa que eu quero agora é que percebam que sou um homem destroçado pelo amor.— Não, é que… o Senhor ainda não fez nenhuma brincadeira… — Ela para de falar bruscamente quando dou dois passos firmes e lentos na sua direção.— Essa é uma empresa séria — resmungo com fingida autoridade. — Eu sou um arquiteto de renome. Acha mesmo que eu, Álvaro Abravanel tenho tempo para brincadeiras?!A garota treme. Seus lábios tremem e os seus olhos vacilam. No entanto, começo a rir e ela parece atordoada.— Como pode ver, estou muito bem, Senhorita Collin.Ela solta um ar aliviado pela boca e força um sorriso trêmulo.— David já chegou?— Ah, sim.— A sala d
Álvaro— Caralho, ela dormiu! — bufo irritado comigo mesmo, encostando-me no banco do motorista para pensar em uma solução. Contudo, olho para frente.Qual é a tua, Abravanel? Você só precisava se sentar no banco daquele bar, encher a sua cara até e afogar as suas mágoas. Depois, voltar para casa e apagar por uma noite inteira. Olho para o lado, para a garota adormecida no meu banco e bufo outra vez.— O que eu faço com você, sua maluca? — Deixo os meus ombros caírem e sem ter muito o que fazer, ligo o motor. — Ok, eu vou te levar para a minha casa, mas não pense que vou ceder a minha cama quentinha, macia e espaçosa para você, porque eu não vou — retruco, concentrando-me no trânsito tranquilo e logo estou entrando na garagem interna do meu prédio.Ainda mais essa. Retruco mentalmente quando penso que terei que carregá-la.— Merda, quanto você pesa, uma tonelada? — reclamo quando começo a caminhar para o elevador privativo do meu prédio e com dificuldade consigo apertar o botão da cobe
MelissaUM BABACA PRA CHAMAR DE MEU - Parte 2— Você é bem engraçado — retruco com a voz meio embolada.— E você está muito bêbada. Quantos copos tomou essa noite? — Ergo as sobrancelhas e penso em uma resposta, tentando contar nos meus dedos, mas é quase impossível.— Alguns… eu acho. — Rio novamente. — Ai meu Deus, eu não estou nada bem — lamento quando a ânsia de vômito vem a minha garganta.— É claro que não está, você já passou do ponto.— Acho que estou bebaça. — Gargalho me encostando nele e um perfume masculino imediatamente invade as minhas narinas. — Hum, você é cheiroso!— O. Que. Você. Está. Fazendo? — inquire pausadamente.— Eu não sei. — Rio. — A minha cabeça está girando e girando, e girando — grunho e me afasto dele com um pouco de dificuldade para me encostar no balcão e alcançar o meu copo. — Garçom, mais uma, por favor! — peço.— Nada disso!— O que?— Já chega por hoje, Bela Estranha!Bela Estranha? Olha, eu gostei disso. Desperto dos meus pensamentos quando ele faz