34. Beijos frios na estufa.

O sol da manhã brilhava forte sobre a vasta propriedade dos Monteiro de Alcântara, lançando um dourado suave sobre os campos bem-cuidados e os vinhedos que se estendiam até onde a vista alcançava. A mansão imponente, de fachada clara e janelas elegantes, preparava-se para o esperado almoço em celebração ao retorno de Eduardo.

Nas últimas semanas, Cecília vivera em um estado constante de tensão. Desde aquela noite impensável na taberna, não vira Max novamente. Nenhuma carta, nenhum bilhete, nenhum sinal dele. Era como se ele tivesse evaporado no ar, deixando apenas as lembranças pecaminosas de tudo o que haviam feito.

E agora, ali estava ela, em seu quarto, tentando reunir coragem para descer e encarar o homem com quem deveria se casar — e, pior ainda, aquele que roubara sua inocência.

Sentada diante do espelho, Cecília ajeitava os cabelos em um penteado elaborado com as mãos trêmulas. O vestido azul-pálido, de tecido delicado e mangas de renda, moldava-se à sua silhueta esguia c
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