33. Um retorno inesperado

A garrafa de uísque já passava da metade, o líquido âmbar queimando sua garganta enquanto Max afundava no sofá de couro escuro do apartamento que alugara na capital. A penumbra da sala parecia sufocante, mas não mais do que os pensamentos que giravam em sua cabeça, em um turbilhão que não o deixava em paz.

Os bilhetes anônimos continuavam a chegar – sempre curtos, sempre enigmáticos. O último, encontrado sob a porta naquela manhã, parecia um aviso sombrio:

"Os pecados cobram seu preço. Cuidado com o que deseja."

Ele bufou, levando a garrafa à boca mais uma vez. Que preço maior poderia pagar do que a culpa que já corroía cada centímetro de seu ser? Por Deus, ele transara com Cecília. A doce, inocente e proibida Cecília.

Fechou os olhos, mas em vez de escuridão, tudo o que viu foi o brilho dourado dos cabelos dela espalhados sobre seus lençóis amarrotados. Sentiu de novo o gosto de sua pele, o calor apertado de seu corpo envolvendo o dele. Ela ainda estava em sua pele, em sua bo
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