130- Pai

Camila narrando

A tarde seguiu arrastada, como se o tempo tivesse colocado os pés no freio. Eu tentei me concentrar, voltei pro computador, revisei relatórios, respondi e-mails… mas a cabeça não ajudava.

Guilherme também ficou mais calado que o normal, mexendo em papéis, atendendo ligações, mas dava pra ver que ele tava longe dali.

A sala parecia carregada. A gente tava junto, mas envoltos em um silêncio denso, tenso. Como se cada um estivesse engolindo o que sentia só pra não piorar as coisas.

Quando o relógio marcou o fim do expediente, comecei a guardar minhas coisas. Guilherme também se levantou, ajeitou o paletó, pegou a chave do carro e esperou por mim na porta da sala.

Descemos lado a lado, em silêncio. E quando chegamos até o carro, ele abriu a porta pra mim, como sempre fazia, e eu entrei.

No momento em que ele entrou do outro lado e ligou o motor, o silêncio foi quebrado.

— Tá tudo bem com você? — ele perguntou, olhando rápido pra mim antes de dar partida.

Respirei fundo e o
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