Esmeralda é uma jovem de família tradicional conservadora. Sua beleza é excepcional, com belos e longos cabelos avermelhados e olhos verdes. Seu sorriso enfeitiça o coração de muitos homens na cidade. Um poderoso agricultor assina um acordo com os seus pais, para tomá-la como esposa num casamento arranjado. Esmeralda tem o coração rebelde e livre. Ela sonha em se tornar uma cantora famosa, mas vê o seu sonho se extinguir quando é forçada a se tornar esposa do agricultor. Meses depois, maltratada pelo marido, que odeia o seu jeito rebelde e sua sogra que a humilha e agride, Esmeralda escapa, carregando apenas uma mochila com os seus pertences mais queridos. Mal sabia ela que seria sequestrada por seres de outro mundo... ELE: Ares nasceu em uma noite de tempestade, sem lua, saído do corpo morto de sua mãe. Pela superstição, acreditava-se que filhotes saídos à força do ventre de mãe eram amaldiçoados pela deusa Hecate. Quando a vidente do clã leu o seu futuro, previu que ele não tinha uma loba alma gêmea, mesmo sendo um Alfa. A visão da bruxa serviu apenas para aumentar o desprezo do Alfa hermes por seu filhote, que o culpava pela morte da Luna. Alfa Hermes castigava o filhote sempre que tinha chance e se negava a permitir que um amaldiçoado herdasse o clã. Numa noite aterrorizante, Ares desperta a sua terceira forma, e toma o trono do clã. Um Alfa temido e solitário, um monstro amaldiçoado. Até que ele a vê… Seu coração frio e vazio, reconheceu a luz para a sua escuridão nos olhos verdes que o fitaram. Ele compreendeu que a profecia que o fez acreditar que seria solitário por toda a vida foi mal interpretada. Ela não era uma loba, mas era a sua alma gêmea. Uma Luna humana.
Ler maisELE— Alfa Ares, a que devo essa visita? — Dófona sorriu para mim, sem reclamar que entrei em sua Tenda sem me anunciar.— A fêmea não está prenha. — Falei sabendo o peso que aquela frase tinha sobre nós.Dófona suspirou, decepcionada, antes de pegar uma garrafa na prateleira e um copo.— Isso certamente atrapalha os seus planos. — Ela me entregou o copo cheio de rum.— Tentarei emprenhá-la quanto antes. — Afirmei com toda a determinação que tinha.Possuir a minha fêmea e estar entre as suas pernas era algo que faria de qualquer jeito, ainda mais unindo o útil ao agradável.— Acha que dará tempo? — Ela questionou, preocupada.— Não acho nada, farei o que for preciso.— Tenho orgulho de você, Ares. Confesso que temia que tomaria uma decisão que selaria o seu destino para sempre.— Devia saber que eu jamais rejeitaria a minha fêmea, não importa o quanto a sua existência seja inapropriada.— Interessante escolha de palavras, Alfa… Uma Luna Humana é certamente inapropriada para o clã, mas
Toquei uma das cicatrizes com a ponta do dedo indicador e deslizei por todo o cumprimento.— Não… — Ele sussurrou com a voz hesitante.— Não quer que eu toque em você, meu Alfa?— Não quero que o meu lobo te machuque.— Ele não vai me machucar, Ares. A sua natureza é parte de você. Você me disse que a sua fera também é você, por que afasta o lobo?— Não quero ser o lobo, eu não sou o que ele fez e pensa em fazer. Até mesmo com você, ele tem pensamentos perversos.Toquei a pele marcada pelo sofrimento usando toda a mão, ele se contraiu no início, mas relaxou devagar, permitindo que eu decorasse pelo tato cada marca de violência sofrida por sua forma de lobo.— Que pensamentos ele tem comigo, Alfa?Ele fez que não com a cabeça, mas eu insisti, querendo conhecer o lado mais obscuro do homem lobo que estava cada vez mais tatuado no meu coração.— Ele.—... O Alfa engoliu em seco. — Ele tem desejos com a sua forma humana. Você de quatro enquanto ele monta em você e ata o membro na sua entra
ELA— Pare com isso, fêmea! — Ele rosnou, como um cão raivoso.Um cão raivoso e seboso, pulguento de Shaytan!Joguei nele tudo o que encontrei pelo caminho, até ele sair da casa dele, que agora é o meu território, onde é proibido a entrada de Alfas promíscuos!Em minha defesa, a culpa é dele! Quem mandou ser tão sincero no primeiro dia da minha menstruação? Ninguém nunca falou para ele o que é TPM?— Fêmea, esse é o nosso covil, está destruindo os nossos objetos!— Saí daqui, Ares!O motivo da raiva? A minha última pergunta foi se ele deitou com alguma loba aqui, na cama onde estou dormindo, e ele disse que jamais traria uma fêmea qualquer para cá, somente a jarariboia cascacu da Estela que veio algumas vezes servi-lo!“ Ela é uma Beta e é uma grande amiga, não há dolo em montá-la na minha casa enquanto acreditava não ter uma alma gêmea!”Faz sentido? Talvez!Que se dane!Ele comeu aquela sonsa pick-me na cama onde eu dormi desde que vim para essa casa! E se eu pegar sarna?Ai, que no
ELE— Fêmea, abre a porta!— Não quero, sai daí!— Se não abrir, vou arrombar a porta!— Se você arrombar essa porta, Ares, por Allah, eu vou te tacar a escova na cabeça!— Está sagrando, fêmea, fala quem te feriu!Fêmea teimosa! Posso sentir o cheiro do seu ferimento, por que rejeita os meus cuidados? Sou o macho dela, e ela insiste em não me deixar protegê-la. Humana e frágil, não pode ser teimosa, eu cuidarei dela, não deixarei que ninguém a machuque!— Alfa, pega a minha mochila e traz aqui, por favor? Tem algo que eu preciso nela.Hm…Deve ter curativo humano nessa "mochil”, fiz o que ela pediu, bati à porta, ansioso para conferir se ela estava bem, mas, ela estendeu a não, pegou a mochila e bateu a porta de novo na minha cara.O lobo da minha natureza rosnou, desejoso de forçá-la a se submeter e ele. Ele tem muitos dos traços de lobos perdidos, o que me faz mantê-lo enclausurado em meu âmago por falta de confiança. A terceira forma, no entanto, parecia se divertir com o jeito in
Depois de tudo o que ouvi, abracei-o bem apertado, ao que ele continuou parado, feito uma estátua por alguns instantes, antes de segurar os meus braços e me afastar um pouco.— Você me toma por menos macho agora que te contei o que deixei acontecer comigo?— Eu só te abracei! — O encarei, confusa.— Eu sei…mas…— Se você não se sente bem com o abraço, eu paro! — Propus com sinceridade.A última coisa que eu desejava era ultrapassar os limites dele.— Não! Não pare!— A gente pode se abraçar sem que tenha a ver com sexo, Ares. Sempre que quiser dar ou receber carinho, pode abraçar!Hesitante e desajeitado, ele me abraçou de volta, até que me apertou muito contra o peito, mas eu não reclamei.— Eu gosto quando fala o meu nome.— Ele grunhiu baixo, ousaria dizer que até timidamente.— Você nunca disse o meu nome, Alfa Ares!— Claro que eu disse, fêmea!— Disse nada!Ficamos em silêncio por alguns instantes.— Desculpa, Esmeralda, Luna Esmeralda. Você não sentiu a minha falta! — Ele disse
Toda a pele estava coberta por cicatrizes de diferentes tamanhos e formatos, variando até na profundidade.Instintivamente, levantei a mão e toquei a maior delas com a ponta dos dedos e ele se sobressaltou, mas manteve-se firme no mesmo lugar.Eram tantas, como pode ter se machucado assim?— Eu pensava que lobisomens não ficavam marcados como humanos…— Não ficamos, exceto se for usado prata para nos ferir.— Como isso aconteceu? Quando? Quem fez isso contigo?— Meu pai, desde que eu consigo me lembrar…— Mas… O seu pai?Que tipo de pai faz isso com o filho? Não conseguia conter as lágrimas ao mentalizar os abusos que sofreu nas mãos daquele que deveria protegê-lo.— Hermes me odiava pela morte de sua companheira e me machucar ou mandar outros me ferirem para que ele pudesse assistir era uma diversão aos seus olhos.— Mas, você disse que ela morreu quando você nasceu? Que culpa poderia ter?Ele se virou de frente para mim, não havia frieza em seus olhos, mas vazio e cansaço.— Ela esc
***Alerta de Gatilho para abuso sexual ***Acordei com uma pontada na barriga. Droga, sempre que tomo a pílula do dia seguinte a cólica vem mais forte. Preciso de chocolate derretido com morango, mas não creio que possa encontrar minha iguaria favorita por essas bandas.Levantei da cama e fui verificar a minha mochila, só três pacotes de absorventes, que droga! Se eu soubesse que seria sequestrada e vendida para um lobisomem, eu teria feito estoque igual das pílulas…Bem, se eu soubesse de tudo, absorvente seria a última coisa que me preocuparia, eu teria comprado uma metralhadora.Ai… eu quero um analgésico, uma almofada quente, um pote de sorvete….Me recuso a dizer que quero aquele Alfa escroto!Será que o Gama conseguiria algo doce para mim? Ele é meu general, eu tenho direito a um ou dois desvios de função!Será que os lobisomens têm leis trabalhistas?Não importa, não assinei a carteira de ninguém!Levantei e fui tomar um banho, saí após meia hora debaixo da água morna com a con
— E o pessoal que ria de você, como reagiu?— Estão todos abaixo de mim na hierarquia, não tem como não inflar o ego com isso. Sou o líder do seu exército, nem o Alfa consegue me submeter, mesmo sendo mais forte do que eu na terceira forma.— Só eu, uma humana! — Completei rindo da ironia.— Sim, só a senhora, uma humana, e isso é incrível, a grande Deusa é muito sábia!Ele estava muito feliz e agradecido por algo que eu nem fiz, mas fez-me sentir querida, o que diminuiu o vazio deixado pelo descaso do Alfa. Cozinhamos juntos, trocando histórias do nosso passado e o nosso jantar consistiu em feijão cozido com carne, pois lobisomens colocam carne em tudo, e purê de batatas.Quando terminamos a nossa refeição, eu senti uma pontada na barriga e quando reclamei em voz alta, o gama praticamente saltou da cadeira com uma expressão de fúria no rosto.— Se o Alfa se atrever a tanto, eu-— Do que está falando, Gama?— Está com dor na barriga, Luna, não adianta tentar esconder de mim para prote
ELAO Gama abriu a porta da cabana dele, mas fechou em seguida.— Luna, poderia esperar um pouquinho aqui fora?— Por quê? — Perguntei com um sorriso sonso no rosto. — Está com alguma garota aí?— Não! Não, Luna, é que… bem, eu não estava esperando ninguém em casa e…— Tá bom, Gama, não esquenta, eu espero aqui.Ele sorriu, agradeceu, e entrou rapidamente. Eu, é claro, entrei logo em seguida, a tempo de assisti-lo retirar pratos e copos espalhados pela sala apressadamente. Ao me ouvir entrar, ele quase derrubou a bagunça que segurava.— Luna! Eu pedi que esperasse um pouquinho…— Eu esperei um pouquinho, tipo, dois minutos.Ele suspirou, de ombros caídos, e saiu da sala murmurando algo que interpretei como “Fica a vontade, não repare a bagunça.”Eu reparei, é claro, mas sem julgamentos, até porque, esqueceria em breve. Certamente, se morasse sozinha, faria as tarefas domesticas quando me desse vontade. Ter a sua própria casa tem que ter a vantagem de decidir o que e quando fazer!A ca