A sensação de ter entregado seu amor à pessoa errada era uma das piores que Zeus já experimentara em sua vida. Por mais que ele tentasse se controlar, seu coração, feito de carne e sangue, não suportava mais. Diante do semblante sério e indiferente de Diya, ele simplesmente perdeu o controle. — Eu quero afastar os homens da sua vida? — Zeus perguntou, o tom grave e carregado de fúria. Seus olhos, vermelhos de raiva, pareciam faiscar. — Diya, você sai para um encontro com outro homem enquanto ainda está casada comigo, e eu, por acaso, descubro isso enquanto janto com um cliente. Perguntar o que está acontecendo é demais para você? As palavras de Zeus foram como tiros certeiros no coração de Diya. Por mais que ela quisesse responder, sabia que ele não estava exatamente errado. Não era um exagero ele perguntar ou se sentir traído. Mas, de alguma forma, ela sentia uma pontada de injustiça no peito. O grande tio Chris havia ligado para elogiá-la sobre o desempenho de Igor na empresa e
Vanessa agarrou o braço de Diya e, em um gesto exagerado, encostou o rosto contra ele. — Conta logo! O que te fez mudar tanto? Não me diga que foi o Zeus, aquele cachorro, aprontando mais uma das dele! Para Vanessa, o fato de Diya ir a um bar e sequer tocar em uma gota de álcool só podia significar uma coisa: algo muito sério havia acontecido. Algo tão grande que ela nem conseguia imaginar. — Um filho conta? Se considerar que Zeus a fez engravidar, então sim, ele definitivamente aprontou mais uma. — O quê? — Vanessa pulou de sua cadeira como se tivesse levado um choque. Seus olhos, arregalados como dois grandes círculos, se fixaram no abdômen ainda plano de Diya. — Você não estava se divorciando do Zeus? Como assim agora tem um filho? Será que os dois estavam pensando em reatar? E ela, que tinha acabado de chamar Zeus de cachorro, será que Diya ficaria chateada com isso? — Você sabe que meu avô está doente… — Começou Diya, com um suspiro resignado. Só de tocar nesse ass
Com a personalidade de Zeus, era óbvio que ele não deixaria as coisas terminarem de forma tranquila. Diya sabia disso melhor do que ninguém. Por isso, o plano que surgiu em sua mente foi simples: quando descobrisse que estava grávida, ela não contaria nada a Zeus. Esperaria até que o divórcio fosse oficializado e, então, desapareceria de sua vida para sempre."Esse filho é meu, somente meu. Não importa o que aconteça, Zeus jamais o levará de mim."Mas, apesar dessa ideia inicial, ela sabia que ainda não havia decidido nada de forma definitiva. Era apenas um rascunho de plano, algo que ainda precisava ser pensado com mais cuidado.Por isso, quando Vanessa expressou sua preocupação com relação a Zeus, Diya simplesmente desviou o assunto, sem saber exatamente o que responder.— Não se preocupe, já tenho um plano. — Ela disse, tentando soar mais segura do que realmente estava. — A propósito, eu lembro de ter enviado o convite para a minha festa de aniversário. Por que você não apareceu?Di
— Diya Gomes, se você não conseguir fazer Zeus Santos voltar para casa esta noite, não precisa nem pensar em voltar!Era véspera de Natal. As luzes brilhavam em todas as casas, famílias reunidas. Mas Diya, sozinha, acelerava sua moto pesada pela avenida à beira do rio, enfrentando o vento gelado enquanto se dirigia ao cruzeiro no mar para flagrar uma traição.Os rumores corriam em Cidade Malanje: Zeus, que não voltava para casa, havia gastado uma fortuna para alugar um luxuoso cruzeiro e fazer uma exibição de fogos de artifício para sua amante. Ainda ecoava em seus ouvidos o ultimato que sua sogra lhe dera no jantar de Natal da família Santos:— Diya, Zeus nem quer passar o Natal em casa porque não suporta ver você! Você está só ocupando espaço sem fazer nada. Se não conseguir engravidar do Zeus, é melhor acabar com esse casamento de uma vez e dar lugar a uma mulher que possa dar filhos para a família Santos!Já faziam dois anos de casamento. Diya sonhava todas as noites em ter um filh
Diya o observou em silêncio por dois segundos, e em vez de se irritar, abriu um sorriso. Seus olhos sedutores se curvaram como luas crescentes enquanto ela caminhava devagar até Zeus, com seus saltos altos ecoando pelo salão. Como se estivesse marcando território, ela tirou uma toalha umedecida e começou a limpar o local na camisa de Zeus onde Bianca havia tocado, agindo como se nada tivesse acontecido:— Você acha que eu queria vir para esse lugar cheio de fumaça? Só estou aqui porque o seu avô e a mãe insistiram. — Disse Diya, enquanto terminava de limpar a camisa dele e jogava a toalha no lixo, aproveitando para ajeitar a gola desabotoada. — Já se divertiu o suficiente? Se sim, que tal irmos para casa?— Ir para casa fazer o quê? Para fazer um filho com você? — Respondeu Zeus, seus olhos azuis brilhando com uma luz enigmática enquanto a olhava de cima, dominando-a com sua presença. — Você acha que é digna de ter um filho meu?Diya riu de tanta raiva que sentiu. Era como se uma abelh
Diya, com uma postura sedutora, chamava a atenção de todos. Cada bola caía nas caçapas com precisão impressionante! A técnica deslumbrante dela deixou todos boquiabertos! Que habilidade incrível! Não estava nada abaixo de Mestre Zeus! Parecia uma jogadora profissional!Não foi apenas a expressão das pessoas presentes que mudou. Até o rosto de Zeus se transformou. O som de alguém engolindo em seco era nitidamente audível. A lingerie sedutora que ela vestia, que mal-escondia seu corpo, deixava Zeus ainda mais irritado, seus olhos sombrios não desviavam dela nem por um segundo. Quem diria? Aquela esposa que ele deixava confinada em casa, quase nunca saindo, era na verdade uma mulher cheia de surpresas!A habilidade de Diya no bilhar não só surpreendeu os outros, mas até Zeus não tinha conhecimento disso.O assistente de Zeus, Patrick, percebeu que a situação estava saindo do controle e rapidamente chamou todos para sair!Bianca, no entanto, incapaz de perceber o que estava acontecendo, se
Zeus não deu chance para Diya se defender. Ele, com o rosto frio e a fúria estampada, virou as costas e saiu da sala sem olhar para trás. O estrondo da porta ao se fechar ecoou pela sala, e o vento gelado que entrou pelas janelas fez o ambiente parecer ainda mais gélido. A escuridão densa da noite, junto com o som das ondas, engoliu o coração de Diya.Diya riu, mas não de alegria. Ela forçou-se a segurar as lágrimas enquanto pegava a xícara na mesa e a arremessava:— Zeus, fode-se!O que estava reprimido em seu coração explodiu, rasgando o disfarce que ela manteve por três longos anos. Zeus queria que ela se retirasse da família Santos, usando Bianca para humilhá-la. Mas agora que ela estava disposta a sair, ele parecia não querer mais.Ela sabia que Zeus não estava relutante em se divorciar. Zeus sempre foi o dominador, o que estava no controle. O casamento deles, como tudo o mais, também tinha que ser ditado por ele. Ele poderia descartá-la, mas ela não poderia descartá-lo. O divórci
Luiza murmurava, com uma mistura de amor e irritação, para o filho:— Sua esposa não foi te procurar ontem à noite? E ainda não voltou? Ela não ficou com você? No meio das festividades e ela some sem dar notícias, sem sequer atender as ligações! Não tem o menor respeito! Seu avô ficou furioso! Eu sabia que não deveria ter permitido esse casamento. Ela, uma menina criada no campo, não tem a mínima condição de ser parte da família Santos! Ela nunca deveria ter tido a sorte de entrar para a nossa família!Zeus lembrou-se do momento em que Diya mencionou o divórcio na noite anterior. Pensou nela bebendo e jogando. Era como se fosse outra pessoa, completamente diferente da garota recatada que sempre aparentava ser na família Santos. Ele soltou uma risada fria:— Não é bem assim.Luiza não entendeu direito o que filho quis dizer, mas não estava disposta a falar sobre a nora do interior. Preferia que ela não voltasse, pois assim, não teria que lidar com ela:— Ouvi dizer que Bianca voltou? Nã