7 Anos de Namoro? Ele Não Casou... Eu Casei!
7 Anos de Namoro? Ele Não Casou... Eu Casei!
Por: Saudade
CAPÍTULO 0001
Sete anos de namoro com Ricardo Albuquerque e, finalmente, Catarina Vasconcelos queria se casar.

Ela já tinha escolhido o vestido de noiva para si. Tudo o que esperava era que ele dissesse aquela frase.

Seu primeiro amor, desde o estudante até o trabalho. Ela o amava tanto que já não tinha um mundo próprio, vivia à sombra dele.

Uns dias antes, os boatos corriam soltos.

Diziam que Ricardo estava muito próximo de uma estudante que ele mesmo patrocinava. Amigas alertaram Catarina para tomar cuidado.

Naquela manhã, ela tinha um exame pré-nupcial agendado no hospital.

Mas, ao chegar lá, deu de cara com Ricardo, que supostamente estaria em uma reunião, acompanhando a tal garota no exame admissional dela.

A jovem reclamava da dor ao tirar sangue e, diante dos olhos de Catarina, ele passou longos minutos a consolando com todo o carinho do mundo.

Os dedos de Catarina tremiam quando ela rasgou sua última ficha de reagendamento do exame.

No telefone, a voz de sua mãe, Tânia Vasconcelos, soou hesitante:

— Catarina, lembra do encontro arranjado que mencionei? O sobrinho do tio Roberto acabou de voltar para o país e quer te conhecer.

O silêncio da filha a deixou ainda mais cautelosa.

— Se não quiser, eu posso recusar por você…

Mas a resposta veio firme:

— Mãe, pode dizer ao tio Roberto que eu aceito.

Tânia ficou surpresa.

— Você tem certeza?

Pensou que responderia com a mesma determinação de sempre, dizendo que não… Preocupada, perguntou:

— Seu trabalho permite que você tenha tempo para isso? Achei que ser secretária era muito puxado.

— Não sou mais secretária. Mudei de departamento, agora saio no horário. Me avise quando marcarem o encontro.

Catarina desligou, pegou uma sacola de presente da loja de luxo e saiu do carro.

No quinto andar do hotel, o salão de festas estava impecavelmente decorado.

Esta noite tem um luxuoso jantar bufê em homenagem à Inês Rainha, organizado pessoalmente por Ricardo Albuquerque.

Cercada por colegas e amigos, Inês usava um vestido branco Dior e uma tiara brilhante, como uma princesa mimada.

Os convidados começaram a pedir um brinde especial.

Sorridente, Inês enlaçou o braço de Ricardo e, ao beber apenas metade da taça, já tombou contra o peito dele, parecendo ser fraca por álcool.

Todos riram, mas o riso cessou quando viu Catarina entrar no salão.

— Catarina…

O ambiente ficou tenso num instante.

Inês tentou se afastar de Ricardo, mas ele, em vez disso, a segurou ainda mais firme, sem demonstrar qualquer embaraço.

— Por que chegou tão tarde?

Nenhuma menção ao exame que ele perdeu.

Catarina apenas sorriu.

— O trânsito estava ruim por causa da chuva.

Ricardo pegou a sacola de presente das mãos dela e disse, casualmente:

— Inês, eu disse que quando você começasse a estagiar no Grupo Albuquerque, eu te daria um presente.

Inês desembrulhou a caixa, revelando um anel de diamante.

— É aquele anel que eu tanto queria! Obrigada, Ricardo!

— Deixa eu colocar para você.

Ajoelhando-se ligeiramente, Ricardo deslizou o anel no dedo dela, num gesto cuidadoso e quase reverente.

Os flashes das câmeras brilharam ao redor.

— Primeiro a taça do brinde e agora o anel? Parece até um noivado! — Alguém brincou.

Ricardo sussurrou ao ouvido da garota:

— Como pretende me agradecer?

Sorridente, Inês ficou na ponta dos pés e beijou seu rosto.

Com um olhar cheio de ternura, Ricardo anunciou diante de todos:

— A partir de hoje, Inês é minha nova assistente pessoal.

Catarina sentiu o peito apertar.

As memórias inundavam sua mente.

Ela tinha sete anos quando conheceu Ricardo. Ele era o novo vizinho, trazido por uma mulher bonita.

Naquele primeiro encontro, ele a elogiou. E, desde então, todos os dias, vinha chamá-la para brincar. Sempre segurava sua mão e dizia:

"Catarina, eu vou te proteger."

E ele realmente a protegeu.

Não deixava que ninguém a machucasse, não deixava que outros meninos se aproximassem. Não deixava nem que ela tivesse um namorado.

Na noite de sua maioridade, depois de algumas taças de vinho, ela finalmente teve coragem de perguntar:

— Por que você não me deixa namorar? Eu cresci, Ricardo. Quero ter um namorado.

Ele a encurralou num canto escuro e declarou, com seriedade inabalável:

— Se quiser namorar, só pode ser comigo. Eu te esperei por onze anos. E eu não vou deixar você namorar com outro cara. Gosto de você.

O primeiro beijo veio ali, cheio de nervosismo e doçura.

Na universidade, eles eram inseparáveis.

Quando zombaram dele por ser filho ilegítimo, Catarina ergueu a voz para defendê-lo. Chegou a dar de presente uma escultura de jade valiosíssima, ajudando-o a ser reconhecido pela família Albuquerque.

Mas a vida dela mudou. O pai dela morreu, a família faliu. Sua mãe a levou, junto com o irmão mais novo, da mansão para uma antiga casa longe da cidade.

No mesmo ano, Ricardo foi levado pelo pai biológico para viver com a família Albuquerque.

Todos acharam que ele a abandonaria. Mas ao contrário.

No dia em que venceu a maratona do evento esportivo da universidade, coberto de suor, ele a envolveu em um abraço apertado e declarou:

"Catarina é minha namorada. Vamos ficar juntos para sempre."

Ela acreditou.

Por isso, abriu mão de um intercâmbio no exterior e escolheu ficar ao lado dele, trabalhando como sua secretária, ajudando-o a consolidar sua posição como herdeiro.

Ela pensou que, um dia, seriam marido e mulher. Que passariam a vida juntos.

Até Inês Rainha aparecer.

Catarina, finalmente, entendeu.

O menino que prometia casar com ela quando crescesse, no fim das contas, nunca mais disse aquelas palavras.

Porque seu coração já não era mais dela.

— Catarina, vem cortar o bolo comigo? — Inês convidou, com um sorriso doce.

Ela evitou sua mão, a voz e o olhar frios.

— Não é preciso. Seu bolo não tem nada a ver comigo.

Os olhos de Inês marejaram.

Ricardo percebeu e se irritou.

— Por que essa grosseria? O que tem de errado em eu dar o presente que ela queria? Você pediu para trocar de departamento logo depois que ela chegou, e agora está agindo como uma garota mimada.

Sem paciência para ouvir a resposta, ele tirou um cartão preto da carteira e a entregou a Catarina.

— Pronto, sem drama. Vá comprar aquela bolsa da Chanel que você tanto quer.

Ela riu, sentiu uma dor no coração.

Ele sabia o que ela queria. Só nunca quis dar a ela.

Sete anos de namoro. Sem casamento.

Se ele não a amava mais, então era melhor acabar de vez.

— Ricardo, vamos terminar.

A voz dela estava quase tremendo. Com os olhos avermelhados.

— Primeiro quer casar, agora quer terminar? Por causa de uma besteira dessas? Eu não vou te mimar o tempo todo. Você que pediu para terminar. Não se arrependa. — Os olhos dele ficaram sombrios.

Catarina respirou fundo.

— Tudo bem.

Na saída do hotel, uma notificação no celular.

Inês havia postado no Instagram: "O dia mais feliz da minha vida! Finalmente ao lado da pessoa mais importante para mim."

Na foto, ela estava rodeada de presentes. E, no centro da imagem, o anel de Ricardo.

Nos comentários, Inês a marcou.

@CatarinaVasconcelos, obrigada!

Catarina achou piada.

Já tinha se importado com aquilo. Agora, não mais.

Ela até deu um curtir na publicação.

---

Passava das três da madrugada.

Ricardo Albuquerque voltou para casa completamente embriagado. A luz ainda estava acesa, sinal claro de que Catarina já tinha voltado e estava esperando por ele.

— Catarina, bebi demais e minha cabeça está doendo. Faz uma massagem pra mim.

Ele se jogou no sofá da sala e, sem esperar resposta, adormeceu ali mesmo.

No dia seguinte.

O toque insistente do telefone o despertou. Era seu assistente.

— Sr. Albuquerque, a reunião das 8h da manhã… já são 8h30, o senhor ainda não veio para a empresa?

Ricardo olhou o relógio e franziu as sobrancelhas com um incômodo latejante na cabeça.

Por que Catarina não o acordou?

Como secretária e namorada, ela sempre organizava seus horários com precisão, sem nunca cometer erros.

— Catarina?

Ele a procurou pela casa, mas não a encontrou.

Por um instante, sentiu-se atordoado, mas logo soltou um riso desdenhoso.

— Mimada demais por mim… Preciso deixá-la de lado por alguns dias. Assim, ela aprende a se comportar e volta sozinha.
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