Catarina ainda nem teve tempo de dizer o seu assunto.Ao seu lado, chegaram dois empresários, também querendo agendar uma reunião com Sr. Cortez.“……”Realmente, ele é ocupado.A recepcionista, claramente experiente, manteve um sorriso profissional, respondeu:— O Sr. Cortez está muito ocupado no momento e não é possível aceitar novos agendamentos. Por favor, deixe suas informações, e eu entrarei em contato quando houver disponibilidade.Os outros estavam registrando suas credenciais de maneira formal.Catarina espiou de relance e percebeu que, como simples trabalhadora, ela não tinha qualquer vantagem ali."Sr. Cortez, sou a autora do design da peça “Menina dos Desejos” que foi leiloada pela família Cortez há quatro anos. Gostaria de exibi-la em uma exposição. Por favor, entre em contato comigo."O prazo para a organização da exposição era curto, e Catarina estava ficando ansiosa.Sempre que tinha um intervalo entre o trabalho, fosse de manhã, tarde ou noite, ela passava na empresa da
Ricardo Albuquerque passou a noite inteira com dor de estômago, a sua cara não estava nada boa.— Senhor, a refeição da manhã está pronta.Dona Rosa trouxe uma tigela de capeletti e começou a limpar a casa.Ricardo sentou-se à mesa e, enquanto ainda estava quente, deu uma mordida grande.Talvez porque não conseguiu comer quando mais queria na noite anterior, agora, ao provar, o sabor já não era bem aquele que ele desejava.— Da próxima vez, compre a mesma marca de antes.— Senhor, os capelettis que o senhor costumava comer eram feitos à mão pela Srta. Vasconcelos. Mas isso dá muito trabalho, então achei que os do supermercado seriam iguais.Ricardo comeu apenas dois.Ele pousou os talheres e, de repente, levantou-se, dizendo:— Não faça mais capelettis no café da manhã.— Ah, então amanhã preparo pão de queijo e café.A Dona Rosa não entendia. Quando a Srta. Catarina estava aqui, o senhor não parecia tão exigente com a comida.Depois de limpar a cozinha, a Dona Rosa pegou as correspond
Ricardo Albuquerque sentiu um aperto no peito. Primeiro, ela o bloqueou, agora, nem sequer se preocupava com ele.Era preciso admitir, dessa vez, Catarina estava interpretando bem a cena de um término.Ela saiu rápido demais. Rápido o suficiente para parecer que estava fugindo, com medo de que ele percebesse alguma brecha em sua atuação.Ela realmente queria terminar?Impossível!Do começo ao fim, não houve um verdadeiro desentendimento entre eles. Ela não chorou, não gritou, não fez escândalo... essa não era a postura de alguém que queria terminar de verdade.Isso não passava de uma guerra silenciosa. E, nesse tipo de embate, quem ceder primeiro, perde.Ricardo simplesmente não acreditava que Catarina realmente não se importava.O elevador VIP parou no 17º andar.O Sr. Fontes olhou surpreso para o presidente da empresa, que aparecia pela segunda vez ali.Ele deveria explicar a situação da Srta. Vasconcelos ou ficar em silêncio?O olhar de Ricardo varreu a sala, mas a mesa de Catarina
— Sr. Albuquerque, você está querendo tudo ao mesmo tempo?Eduardo não demonstrou qualquer receio diante do aviso de Ricardo Albuquerque, ao contrário, questionou ao sorrir:— Ouvi dizer que você arranjou uma nova secretária e transferiu Catarina para outro setor. Se você e ela terminaram, então precisa aceitar que agora ela pode ter outros homens ao seu redor.— Terminamos? Isso foi ela que disse?O olhar de Ricardo ficou sombrio, seu olhar carregado de escuridão. Ele não esperava que os pretendentes ao redor de Catarina Vasconcelos surgissem tão rápido.O incessante zumbido dessas "abelhas" em volta dela irritava seus nervos, enchendo-o de frustração e raiva.— Eu e Catarina nunca terminamos!Desde a época da faculdade, eles estavam juntos. Sete anos inteiros, e Catarina nunca havia se afastado dele.Ele era a pessoa mais importante em seu mundo. Não havia a menor chance de que ela realmente quisesse terminar.— Sr. Albuquerque, acho que me entendeu mal. Meu encontro com Catarina aq
— Senhorita Catarina, há quanto tempo?Leonardo Cortez vestia um terno preto impecável com uma camisa branca, e a gravata bem ajustada acrescentava um toque ainda mais formal. Sua elegância inata e nobreza faziam dele o centro das atenções na cafeteria, atraindo os olhares dos outros clientes.— Senhor Costa, o que faz aqui?Catarina olhou para ele, surpresa:— Estava trabalhando por perto?— Sim, acabei de sair de uma reunião.Leonardo lançou um olhar discreto para o laptop e os documentos à sua frente e perguntou em voz baixa:— A senhorita está muito ocupada com a exposição que está organizando? Se eu tomar um café aqui, não vou atrapalhá-la?Ao ouvir isso, Catarina virou a cabeça para olhar na direção do prédio do Grupo Cortez.Até agora, Leonardo não havia aparecido, mas ela continuava esperando, relutante em desistir.— Não atrapalha.Ela organizou os documentos sobre a mesa e, lembrando-se de algo, perguntou:— Senhor Costa, não precisa voltar para a empresa? Pelo que me lembro,
O tom incisivo de Pedro Castro não abalou Catarina Vasconcelos, cuja voz permaneceu tranquila:— Recebi a notícia.— Então por que ainda não foi ao hospital?Pedro olhou em direção à sala VIP, sem entender o motivo de sua presença ali.— Com quem você está se encontrando? Seja por trabalho ou por assuntos pessoais, duvido que alguém possa ser mais importante que Ricardo.Pedro não era colega de faculdade deles. Tornaram-se amigos quando assumiu a sucessão da família. Naquela época, ele e Thiago Ribeiro costumavam brincar que faltava uma amiga de infância ao lado deles.Já Catarina, sempre esteve ao lado de Ricardo, cuidando de cada detalhe de sua vida, do trabalho à rotina.Para aqueles que desejavam assumir os negócios do pai, o ambiente estava repleto de disputas ferozes entre famílias poderosas.O trabalho era exaustivo, repleto de reuniões intermináveis e noites mal dormidas. Ricardo tinha problemas estomacais e, certa vez, para fechar um contrato, bebeu tanto durante três dias seg
Ao se perceber que o elevador VIP apresentou uma falha.A primeira reação de Catarina foi olhar o relógio, havia documentos para assinar, e qualquer atraso seria problemático.Diferente dela, Inês Rainha entrou em pânico imediato, socando e chutando desesperadamente a porta do elevador.— Não! Eu não quero ficar presa aqui! Se o elevador cair, nós vamos morrer sem deixar rastros!Os chutes de Inês fizeram a estrutura vibrar com um som estridente.Subitamente, Catarina franziu as sobrancelhas e a puxou para trás, falando friamente:— Você não tem noção de segurança? Em caso de falha no elevador, é preciso manter a calma e esperar. Se continuar chutando, pode acelerar a queda. Fique quieta!Ela pressionou o botão de emergência.Inês parecia querer retrucar, mas hesitou.Quando a linha de emergência foi atendida, ela despejou sua frustração na equipe de segurança:— Como é possível que um elevador VIP esteja com defeito? Arrumem logo isso e nos tirem daqui!— Pedimos desculpas, mas o sist
Ricardo Albuquerque segurava Inês Rainha nos braços, o olhar cheio de confiança ao encarar Catarina Vasconcelos.Sua postura era tão natural que parecia estar com uma mulher em cada lado, é uma coisa normal.Catarina ainda sentia o braço dormente, sem sensibilidade.O membro pendia ao longo do corpo, escondido pela manga da camisa de seda.Sem demonstrar qualquer emoção, ela ignorou o olhar controlador de Ricardo e estendeu o documento com a mão esquerda.— Preciso da sua assinatura nesta documentação.Ao ouvir isso, Ricardo franziu as sobrancelhas, irritado.— Você me procurou tantas vezes, agora me impede de sair… tudo isso só por causa desse documento?Não era ciúme?Não era um pedido de desculpas?— Sim, este documento é importante.Catarina se aproximou, mantendo-se profissional.— A exposição de joias é um projeto sob minha responsabilidade. Naturalmente, é minha maior prioridade.Ao fundo, Inês ainda fingia estar prestes a desmaiar.Ricardo, é natural estar preocupado com Inês,