Giulia não conseguiu dizer não, estava sem argumentos.Assim, Paolo saiu levando sua mochila e ela ao seu lado, ela podia notar o olhar do segurança, então discretamente lhe deu um sinal para indicar que estava tudo bem.Ele abriu a porta do carro para ela, que entrou após agradecer com um sorriso sincero, mas tímido. Era a primeira vez que ela ficava a sós com ele, em um lugar que não fosse o hospital.- Tomou café? Ele perguntou enquanto manobrava o carro para sair do estacionamento do hospital, que estava lotado.- Não tive tempo, farei isso quando chegar em casa.- Conheço um lugar ótimo, vou te lavar lá. Ele disse dirigindo tranquilamente seu carro, bem diferente do de Bryan, este era um carro urbano, um clássico Alfa Romeo Giulia GTA, vermelho.- Não precisa se incomodar, você deve estar cansado. Ela disse, querendo recusar de forma educada.- Preciso tomar o café também, então não é incomodo.Giulia não disse mais nada.Enquanto ele dirigia ela observava a cidade pela janela,
Bryan se esqueceu das mensagens no celular, estava ocupado, tinham feito uma medida errada dos vergalhões da pilastra da ponte, ele teria que recalcular tudo, uma vez que já tinham concretado uma elas.- Como vocês conseguiram fazer essa proeza? Ele perguntou aos engenheiros auxiliares e mestres de obra que estavam responsáveis pela obra, quando ele chegou ela já estava em andamento.Bryan respirou fundo e coçou a cabeça, passou o resto do dia na obra, revisando tudo o que tinham feito, voltou à tarde para o alojamento com pilhas de plantas e o computador do engenheiro para verificar a possibilidade de uma mudança no projeto, para não ter que demolir o que já estava feito.Giulia caminhou com Paolo pela praça, era boa a sensação de sentir na pele o calor do sol, eles caminharam pela alameda central. Conversavam sobre muitas coisas, ele lhe contou que estudou no Canadá e que gostava muito de viajar de carro.Giulia, até por ser ainda muito jovem, disse que quase não viajava e que nunca
Alana desamparada.- Onde você está? Alana estava desesperada na porta da Igreja.- Tive um imprevisto.- O quê? O que aconteceu? Você está bem?- Estou bem! Chego em breve!- O que aconteceu? Estou a quase uma hora do lado de fora da igreja, todos estão lá dentro, esperando-nos.- Eu sei, vou demorar um pouco aqui podíamos deixar para outro dia. Rodrigo disse, olhando Michele pelo vidro da porta do quarto do hospital.- Como assim? Tudo foi montado os convidados estão lá! Um relacionamento de cinco anos e você quer deixar o casamento para outro dia? Onde você está?- Estou no hospital, Michele passou mal e eu a trouxe, seja compreensiva podemos casar outro dia, não precisamos de cerimônia....Alana não acreditava no que estava ouvindo, o chão abriu sob seus pés, ela só ouviu Michele e todo o resto tornou-se um zumbido, sem sentido, em seus ouvidos.As lágrimas brotaram, uma dor atingiu seu peito como uma facada.Era para ser o dia mais feliz de sua vida, o casamento com o homem que e
No fim, ele aparecia dois ou três dias depois com um pedido de desculpas, quando o fazia. A história, sempre a mesma, estava muito ocupado, trabalhando.Alana sabia que, em algumas vezes, isso não era verdade. Uma vez haviam combinado que ele a pegaria em casa as sete para irem juntos a uma festa, mas ele não apareceu. Cansada de esperar, ela foi sozinha, geralmente ela desistia e não ia, mas naquele dia decidiu ir só.Para sua surpresa, ele estava lá, acompanhado de Michele, que de uns tempos para cá a estava evitando.Michele era amiga de Alana desde a infância.Michele e Rodrigo pareciam muito à vontade um com o outro, mais do que o normal para amigos.Um nó se formou na garganta de Alana a impedindo de respirar, ela se virou para sair, mas teve seu braço segurado por alguém. - Onde você vai? Viu algum fantasma? Sua irmã mais nova, Letícia, disse. Ela já havia percebido a aproximação entre Rodrigo e Michele.- Apenas tomar um ar, está muito abafado. Alana disse soltando o braço d
Seu assistente estava inconformado, o tinha como amigo, queria que fosse feliz.- Mas ela não é do tipo que serve para esposa. Luigi disse, sem entender o que seu chefe pretendia.- Bingo! É exatamente isso! As mulheres são todas iguais, assim qualquer uma serve e além do mais esta família nos deve muito dinheiro. - Mas ...- Não tem mais, faça o que estou mandando, traga Dário até mim.Na casa dos Panini.-Não! Jamais! Sou herdeira do grupo Panini, cobiçada por onde passo, como vou passar a vida ao lado de um aleijado? Papai não pode fazer isso comigo!- Se eu tirar dinheiro da empresa para pagar o que devo aos Curioni, iremos à falência. Disse Dário.- Venda alguma propriedade! Sofia disse, desesperada. - Se eu vender tudo que temos, inclusive suas jóias, não pagariam nem a metade. É nossa oportunidade. - Meu irmão pode encontrar uma mulher rica. Ela sugeriu.- Seu irmão está noivo da filha mais velha do Veronese.- Eu tenho visto ele arrastando asa para Michele, da família Tozz
Depois de um tempo, já não tinha mais lágrimas e então pensou “ Rodrigo e meu pai virão me procurar”.Na verdade, não estavam nenhum dos dois.Rodrigo ainda estava no hospital com Michele.Seu pai estava em casa, furioso por ela não ter aparecido ao casamento, para ele a culpa de Rodrigo não ter aparecido era dela. Leticia e Luiza colocavam mais “lenha na fogueira”.- Sempre te disse que você a mimou demais! Era para Leticia se casar com Rodrigo e agora nossos negócios estariam salvos.- Ele escolheu Alana, não fui eu quem decidiu. Disse Enzo, pai de Alana.Desde que a mãe de Alana faleceu, Enzo deixou Alana de lado.Em menos de dois meses Luiza veio morar em sua casa, grávida de Leticia. Desde então a vida de Alana se tornou um tormento, só tinha paz quando estava fora de casa.Alana estava com fome, não havia comido nada o dia todo, de manhã estava ansiosa, depois não almoçou pois queria estar perfeita no vestido, esperava comer na recepção do casamento, logo que a cerimonia termina
Rodrigo sabia da implicância de sua mãe para com Alana. Se ele não deixasse claro que a culpa era sua, ela certamente faria um escândalo com Alana.- Nada mãe, estou com Michele!- Você nos deve uma explicação, embora não goste daquela garota foi um vexame, ela foi vista do lado de fora da igreja e não entrou, todos ficaram esperando por vocês e...- Depois nos falamos explicarei tudo. Ele disse encerrando a ligação, pois Michele estava saindo do quarto.- Porque está em pé? Deve ficar em repouso, são ordens médicas.- Fiquei preocupada com você! Ela disse, mas na verdade queria cerca-lo para que não falasse com Alana.- Vamos você precisa descansar eu vou ter que sair.- Aii... Michele fingiu ter tonturas.- Olhe deite, preciso ir atrás de minha irmã ela sumiu e meus pais não estão a encontrando.- Era com sua mãe que você estava falando? Ela perguntou.- Sim, o que pensou?- Nada, vá! Vou ficar aqui, não se preocupe.Rodrigo se virou para sair e antes que ele passasse pela porta ela
- A encontrem, meu pai estará aqui amanhã de manhã, vocês têm até hoje à noite para traze-la de volta, não me apareçam aqui sem ela!Os homens sabiam que suas vidas podiam ser muito difíceis dali em diante, caso não encontrassem a garota.Partiram vários carros, se dividiram cada um partindo para um lado. O primeiro lugar que pensaram foi a casa da família Panini.Edgard se sentou à mesa e tomou seu café da manhã calmamente, sabia que seus homens a trariam de volta, eles o conheciam.Na família Panini, Sofia foi encontrada bêbada em uma danceteria no centro da cidade, Rodrigo a encontrou e a trouxe para casa.Era de manhã quando todos eles estavam tomando café e uma forte batida na porta quebrou o silencio que pairava sobre eles, depois de uma forte discussão na madrugada, quando Sofia chegou.A empregada foi atender a porta e os dois homens que haviam pego Alana no parque entraram de uma vez passando pela mulher.Sofia que estava ainda com a maquiagem borrada e o rosto amassado da n