Bryan se esqueceu das mensagens no celular, estava ocupado, tinham feito uma medida errada dos vergalhões da pilastra da ponte, ele teria que recalcular tudo, uma vez que já tinham concretado uma elas.- Como vocês conseguiram fazer essa proeza? Ele perguntou aos engenheiros auxiliares e mestres de obra que estavam responsáveis pela obra, quando ele chegou ela já estava em andamento.Bryan respirou fundo e coçou a cabeça, passou o resto do dia na obra, revisando tudo o que tinham feito, voltou à tarde para o alojamento com pilhas de plantas e o computador do engenheiro para verificar a possibilidade de uma mudança no projeto, para não ter que demolir o que já estava feito.Giulia caminhou com Paolo pela praça, era boa a sensação de sentir na pele o calor do sol, eles caminharam pela alameda central. Conversavam sobre muitas coisas, ele lhe contou que estudou no Canadá e que gostava muito de viajar de carro.Giulia, até por ser ainda muito jovem, disse que quase não viajava e que nunca
Bryan abriu a porta novamente com a intenção de pegar o próximo trem, mas parou no corredor, apertou o nariz em frustração. Voltou para sua sala, tinha tanto trabalho e não tinha lógica confrontá-la por estar em seu apartamento, ele mesmo a levou para lá, então agora ela podia levar quem quisesse. Ele se sentou em sua mesa e passou a noite toda lidando com o projeto.Giulia acordou no meio da noite, estava com fome e abriu a geladeira, não tinha nada além de água, ela não tinha feito compra.Então começou a abrir os armários procurando algo para comer, desde que Bryan a deixou no apartamento, ela tinha ficado pouco tempo nele.Ela encontrou tomates em lata, macarrão, atum em lata, alguns cereais e até leite em pó. “Comida para militar”. Ela pensou, se lembrando de Bryan.Ela colocou o macarrão para cozinhar, usou também os tomates e o atum, não era um banquete, mas era nutritivo e prático, pretendia sair para fazer compras pela manhã, já que não precisava ir à aula.Pensando que não
Isabelle e Rafael foram de carro até Lisboa, de lá pegaram um voo comercial até Seul. Giulia desceu até a calçada, com sua mala, para esperar Paolo, ela avistou o segurança que vinha ao seu encontro. - Você está dispensado este fim de semana, estou indo viajar e você não precisa nos acompanhar. Ela disse ao segurança. - Tenho ordem para acompanhar a senhorita onde quer que vá, então terei que pedir permissão para o senhor Curioni. Giulia ficou um pouco irritada. - Olhe, sou dona do meu próprio nariz, eu entendo que você trabalha para ele, mas se não disser nada ele não vai ficar sabendo. Ela disse tentando convencê-lo. - Eu sinto muito, mas não posso fazer isso, eu tenho que informá-lo. Ele disse ligando para Bryan. Giulia olhava para o homem um pouco aflita ela não queria que Paolo soubesse que ela tinha segurança particular, o que ele pensaria dela? O homem ligou várias vezes, mas Bryan não atendia o telefone. Ele ainda estava tentando falar com Bryan quando
Giulia, no caminho, ia conversando animada com Paolo, dividiu os morangos com ele sempre lhe servindo na boca enquanto ele dirigia.Em vista da viagem que fez com Bryan, era uma viajem relativamente curta, um pouco menos de quatro horas. Paolo parou no caminho algumas vezes para que ela pudesse ir ao banheiro e aproveitar as pequenas lojinhas de suvenir no caminho. Quando chegaram, ele a levou no Bulgari Hotel Milano. -Vamos ficar neste hotel? Ela perguntou, um pouco espantada. - Sim, algum problema? Ele perguntou não entendendo o espanto dela, afinal ela morava em um dos prédios mais caros de Florença. Mas o que Paolo não sabia era que o apartamento não era dela, claro Giulia não era alguém sem posses, mas nunca ostentava luxos. Seu pai ganhava bem, Edgard era muito generoso, mas ela e Rafael tiveram uma vida um pouco mais regrada que Bryan e Isabelle. - Este hotel é bem caro! Ela disse olhando-o com seus olhos grandes. - Ah, não se preocupe, é tudo por minha conta. E
Bryan, com raiva, jogou o telefone no banco do carona e bateu as mãos no volante em frustração.Ele deu ré cantando pneus e saiu pela estrada. De tempos em tempo ele olhava para o celular sobre o banco.Estava quase próximo da base quando seu telefone começou a vibrar, ele encostou rapidamente, era um de seus homens.- Onde ela está?- Ela quem, senhor?- Para que você me ligou? Bryan disse sem paciência.- Para informar que conseguimos rastrear o telefone que nos pediu.- Ah, sim e de onde é.- Ele está na Argentina e está com uma mulher chamada Fanny, demos uma pesquisada, achamos que é a mesma Fanny herdeira de uma família da máfia Siciliana. O homem disse.- Bom trabalho! Vou ligar para ela e ver o que ela quer. Bryan disse, desligando o telefone em seguida e voltando para estrada, a notícia era boa, mas ainda assim não conseguiu tirar Giulia de sua mente.Enquanto dirigia se lembrava da imagem das costas dela no espelho do elevador, isso o fez lembrar do momento em que abriu o v
Alana desamparada.- Onde você está? Alana estava desesperada na porta da Igreja.- Tive um imprevisto.- O quê? O que aconteceu? Você está bem?- Estou bem! Chego em breve!- O que aconteceu? Estou a quase uma hora do lado de fora da igreja, todos estão lá dentro, esperando-nos.- Eu sei, vou demorar um pouco aqui podíamos deixar para outro dia. Rodrigo disse, olhando Michele pelo vidro da porta do quarto do hospital.- Como assim? Tudo foi montado os convidados estão lá! Um relacionamento de cinco anos e você quer deixar o casamento para outro dia? Onde você está?- Estou no hospital, Michele passou mal e eu a trouxe, seja compreensiva podemos casar outro dia, não precisamos de cerimônia....Alana não acreditava no que estava ouvindo, o chão abriu sob seus pés, ela só ouviu Michele e todo o resto tornou-se um zumbido, sem sentido, em seus ouvidos.As lágrimas brotaram, uma dor atingiu seu peito como uma facada.Era para ser o dia mais feliz de sua vida, o casamento com o homem que e
No fim, ele aparecia dois ou três dias depois com um pedido de desculpas, quando o fazia. A história, sempre a mesma, estava muito ocupado, trabalhando.Alana sabia que, em algumas vezes, isso não era verdade. Uma vez haviam combinado que ele a pegaria em casa as sete para irem juntos a uma festa, mas ele não apareceu. Cansada de esperar, ela foi sozinha, geralmente ela desistia e não ia, mas naquele dia decidiu ir só.Para sua surpresa, ele estava lá, acompanhado de Michele, que de uns tempos para cá a estava evitando.Michele era amiga de Alana desde a infância.Michele e Rodrigo pareciam muito à vontade um com o outro, mais do que o normal para amigos.Um nó se formou na garganta de Alana a impedindo de respirar, ela se virou para sair, mas teve seu braço segurado por alguém. - Onde você vai? Viu algum fantasma? Sua irmã mais nova, Letícia, disse. Ela já havia percebido a aproximação entre Rodrigo e Michele.- Apenas tomar um ar, está muito abafado. Alana disse soltando o braço d
Seu assistente estava inconformado, o tinha como amigo, queria que fosse feliz.- Mas ela não é do tipo que serve para esposa. Luigi disse, sem entender o que seu chefe pretendia.- Bingo! É exatamente isso! As mulheres são todas iguais, assim qualquer uma serve e além do mais esta família nos deve muito dinheiro. - Mas ...- Não tem mais, faça o que estou mandando, traga Dário até mim.Na casa dos Panini.-Não! Jamais! Sou herdeira do grupo Panini, cobiçada por onde passo, como vou passar a vida ao lado de um aleijado? Papai não pode fazer isso comigo!- Se eu tirar dinheiro da empresa para pagar o que devo aos Curioni, iremos à falência. Disse Dário.- Venda alguma propriedade! Sofia disse, desesperada. - Se eu vender tudo que temos, inclusive suas jóias, não pagariam nem a metade. É nossa oportunidade. - Meu irmão pode encontrar uma mulher rica. Ela sugeriu.- Seu irmão está noivo da filha mais velha do Veronese.- Eu tenho visto ele arrastando asa para Michele, da família Tozz