~ Gael Martinez (Hades) ~O mundo da máfia não espera ninguém crescer. Ele te engole antes que você tenha a chance de entender quem é. Eu fui tragado por ele antes mesmo de aprender a amarrar meus sapatos. Aos dez anos, ainda um moleque, meu pai colocou uma arma na minha mão e apontou para o homem que supostamente nos devia algo.— Puxa o gatilho, garoto. — Ele disse, a voz fria e sem emoção. — Ou morre como um inútil.Eu puxei. Não hesitei.O som do tiro ainda ecoa na minha mente às vezes, mas não sinto remorso. Nunca senti. Foi ali que comecei a entender como o mundo funciona: ou você
~ Summer ~O silêncio no celeiro é opressor, cortado apenas pelo som dos meus soluços abafados. Minhas mãos estão vermelhas de tanto esmurrar a porta, mas ela não cede. Minhas forças se esvaem, e eu desabo no chão de terra batida, sentindo a humilhação me consumir.Quanto tempo passou? Minutos? Horas? Não sei. Meu coração acelera ao ouvir passos do lado de fora. A porta range e, de repente, ele está ali — o homem que transformou minha vida em caos num piscar de olhos.— Quem é você? — minha voz falha, mas eu me forço a encará-lo.Ele sorri, um sorriso cheio de algo sombrio e predatório.— Seu dono, Mia Béla.Me levanto num salto, tentando passar por ele, mas sua mão firme agarra meu braço. Num movimento rápido, ele me joga ao chão como se eu fosse nada.— Não me machuque... — imploro, minha voz quase um sussurro, mas ele apenas ri, uma risada baixa e ameaçadora.Ele se aproxima novamente, e eu sinto o peso de sua presença. Ele me puxa de volta para cima, tão perto que posso sentir seu
~ Summer ~Acordo sentindo o peso do dia anterior como uma pedra no peito. O quarto onde estou é grande, mas frio, sem vida. As paredes brancas parecem me sufocar, e o silêncio é tão denso que quase ouço meus próprios pensamentos berrando.Caminho até o banheiro com as pernas trêmulas. Abro a torneira e deixo a água correr, tentando encontrar alguma normalidade em escovar os dentes. Uma, duas, três vezes. Escovo até minhas gengivas começarem a doer. Tento ignorar o gosto metálico do sangue e lavo o rosto com água gelada, como se isso pudesse apagar tudo o que aconteceu.Tomo banho em silêncio, deixando a água quente cair sobre mim. N&atild
~ Summer ~A dor ainda lateja no meu corpo. Cada movimento que faço parece um lembrete cruel do que aconteceu, do que ele fez. Não consigo mais ficar aqui. Preciso sair, nem que seja a última coisa que eu faça.Olho ao redor do quarto. É luxuoso, sim, mas não passa de uma prisão decorada. A janela está fechada, mas eu vejo o mundo lá fora. A liberdade está tão perto, e mesmo assim parece impossível alcançá-la.Respiro fundo. Preciso tentar.Espero até o sol começar a se pôr. A casa está mais silenciosa, os passos ecoam distantes. É a minha chance. Abro a porta
~ Hades (Gael) ~ Sentado em meu escritório, revisando alguns números de um dos meus negócios. As últimas semanas têm sido um caos, como sempre, mas é o tipo de desordem que eu aprendi a dominar. Controle. Poder. Isso é tudo o que importa.— Gael, o carregamento do porto está em ordem. — Marco, meu capo e braço direito, entra com sua postura rígida, como sempre.— Eu já disse pra me chamar de Hades — reclamo e volto a falar — Ótimo. Certifique-se de que a entrega seja feita sem erros. Não tenho paciência para incompetentes.Ele assente e sai, deixando-me sozinho. Depois de concluir os últimos detalhes, decido voltar para casa e descer ao porão. Ali é onde escondo os segredos mais sombrios, os erros que precisei corrigir e as dívidas que outros não puderam pagar. É aonde Summer se encontra.Passo horas lá, perdido em pensamentos e decisões e a observando sem que ela perceba. O ambiente é escuro, abafado, o cheiro metálico de ferrugem impre
~ Summer ~Acordo com o sol invadindo o quarto pela fresta da cortina. Depois da tempestade que minha mente viveu nos últimos dias, o silêncio da casa parece quase ensurdecedor. É como se o mundo ao meu redor estivesse adormecido, mas sei que, em algum canto, Hades continua me observando, mesmo que eu não possa vê-lo.Levanto-me, decidida a explorar o lugar. A casa é enorme, quase um labirinto, cheia de cômodos que carregam histórias invisíveis nas paredes. Preciso conhecer cada canto, entender onde estou e, principalmente, descobrir como sair daqui.Descendo as escadas, encontro a cozinha: ampla, bem iluminada, uma mistura de móveis rústicos e modernos que não combinam com a frieza deste lugar. Lá, está a mulher que trouxe minha comida há alguns dias. Ela corta vegetais em silêncio, mas sei que percebe minha presença.— Oi... qual seu nome? — arrisco, tentando soar amigável.Ela não levanta os olhos. — O patrão me deu ordens para não con
~ Hades (Gael) ~Com a determinação de um predador prestes a atacar sua presa, tiro minha roupa.— Você sabe o que vai acontecer aqui? — digo provocando-a e roço meus lábios nos dela.— Você vai me comer... — diz com a voz tremula.— Sim. Mia Béla.Pego sua mão e faço ela tocar meu pau que já está pulsando e vejo ela morder os lábios.— Alguém pode entrar aqui ou nos ouvir — diz se afastando.A encurralo na parede e tiro o vestido. — Eu não ligo.— Mas você é muito grande e eu.... eu... nunca fiz isso antes vai doer. Você vai me machucar?— Sim, você merece.Meus dedos traçam um caminho por sua pele, aproximo de seus seios e os aperto com força, arrancando um gemido de dor e prazer, ela inclina o corpo em minha direção, em uma expressão de submissão e desejo estampada no rosto.Abocanho seus seios com voracidade e intercalo entre sugadas e mordidas com uma brutalidade que faz ela tentar me empurrar, mas sem sucesso. Esse gesto na verdade alimenta ainda mais minha sede de estar dentro
~ Summer ~ Eu estou acabada. Não por causa da força bruta de Hades, mas pela confusão que ele deixou dentro de mim. Não consigo parar de pensar na festa, no jeito que ele me tocou, no controle que ele exerce sobre mim. O mais doentio disso tudo? Parte de mim gostou. E isso me assusta mais do que qualquer coisa. Se eu não sair daqui logo, sei que vou cair em uma teia da qual não haverá volta. Ele está me enredando, me envolvendo em sua escuridão, e, mesmo sem querer, estou cedendo. Não posso permitir que ele me consuma. Preciso sair. Mas fugir de Gael Martinez não é simples. Não posso apenas correr e esperar que ele me deixe ir. Ele é poderoso, perigoso, e tem olhos em todos os lugares. Se eu quiser sair daqui viva, precisarei ser mais esperta. Se não posso vencê-lo, vou me juntar a ele. É isso. Preciso entrar no jogo. Mostrar submissão, seguir suas ordens, enquanto busco informações que possam me favorecer. P