~ Summer ~
A dor ainda lateja no meu corpo. Cada movimento que faço parece um lembrete cruel do que aconteceu, do que ele fez. Não consigo mais ficar aqui. Preciso sair, nem que seja a última coisa que eu faça.
Olho ao redor do quarto. É luxuoso, sim, mas não passa de uma prisão decorada. A janela está fechada, mas eu vejo o mundo lá fora. A liberdade está tão perto, e mesmo assim parece impossível alcançá-la.
Respiro fundo. Preciso tentar.
Espero até o sol começar a se pôr. A casa está mais silenciosa, os passos ecoam distantes. É a minha chance. Abro a porta do quarto devagar, sentindo meu coração acelerar. Um passo de cada vez, Summer, digo a mim mesma, tentando ignorar o medo que consome meu peito.
Desço as escadas, me escondendo nas sombras. Ao longe, escuto vozes de homens falando, gargalhadas abafadas. Devem estar distraídos. Chego até a porta principal, mas está trancada.
"Droga", murmuro baixinho. Meu olhar percorre o espaço, procurando outra saída. A cozinha. Talvez haja uma porta nos fundos.
Caminho rápido, mas cautelosa, meus pés descalços silenciosos contra o chão frio. Encontro a porta da cozinha e, para minha sorte, está destrancada. Empurro devagar, sentindo o ar fresco da noite bater no meu rosto.
É agora.
Saio correndo, atravessando o quintal enorme, ignorando a dor no meu corpo. A cada passo, sinto que estou mais perto da liberdade. Mas então, um grito ecoa atrás de mim.
— Peguem ela!
Meu coração dispara. Olho para trás e vejo dois homens correndo na minha direção. Não! Não agora!
Acelero o máximo que consigo, mas minhas pernas ainda estão fracas, meu corpo ferido. Eles me alcançam antes que eu consiga passar pelos portões. Um deles me segura pelos braços com força, enquanto o outro agarra minha cintura.
— Me soltem! — grito, debatendo-me.
— Você é corajosa, hein? — um deles diz, rindo enquanto me arrasta de volta para a casa.
Sou levada à força de volta ao quarto. Tento resistir, mas é inútil. Eles me jogam no chão como se eu fosse um saco de batatas.
— O chefe não vai gostar disso — diz um deles antes de fechar a porta com um estrondo.
Minhas mãos tremem, e o pânico toma conta de mim. O que ele vai fazer agora?
Minutos depois, a porta se abre de novo, e lá está ele. Hades. Seu olhar é frio, sombrio. Ele entra no quarto devagar, fechando a porta atrás de si.
— Você realmente achou que podia fugir? — sua voz é baixa, mas carregada de ameaça.
Não respondo. Apenas fico onde estou, encolhida no chão, tentando me afastar dele.
— Responda, Summer! — ele grita, avançando em minha direção.
— Eu... eu só queria ir embora... — minha voz sai fraca, quase inaudível.
— Ir embora? — ele ri, mas não há humor em seu riso. — Você não entendeu ainda? Não tem para onde ir, Mia Béla. Você é minha. E eu vou garantir que nunca mais tente algo assim.
Ele se aproxima, e eu sinto o chão sumir debaixo de mim. Estou perdida.
— Siim... eu quero minha casa.
— Sua casa é aqui porra! — diz exaltado me puxando pelos cabelos e levando em uma direção estranha.
Sou jogada em uma especie de porão escuro.
— Você assim tão arisca só desperta meus sentimentos. Olha como você me deixa.
Ele pega minhas mãos e puxa contra seu membro ereto por baixo da calça. Caramba ele está pulsando.
Seu olhar exala fogo e perigo ele me devora como se eu fosse uma presa fácil, e sem mais ele me beija bruscamente e morde meus lábios com força.
— Por favor ... senhor, não me machuque — imploro e meu tom sai gemendo sem que eu perceba.
— Você é mesmo uma puta, está gostando.
Sem esperar minha resposta ele levanta a barra do meu vestido e eu estremeço sem querer quando ele encontra o tecido da minha calcinha. Ele me beija com tanta força e tira a peça do meu corpo. Solto um pequeno grito quando ele toca minha boceta.
— Tão molhada — sussura enquanto me enfia dois dedos — e tão apertada.
Cravo as unhas em suas costas, estou gostando e me condeno por isso.
Ele me fode mais rapido com os dedos, e eu sem perceber estou rebolando em seus dedos e gemendo, quero mais, quero sentir ele por completo. Me dou um soco mental, esse cara é meu sequestrador, ele matou meu pai e eu não posso gostar disso, só pode ser a adrenalina misturada com os hormônios.
Ele me estoca mais e eu me desmancho gozando em seus dedos, ele tira os dedos de mim e ordena. — Lambe.
— Não.. não — falo tentando me afastar.
— Você acabou de cavalgar em meus dedos Mia Béla e estava gostando que eu sei.
Ao falar isso ele lambe os dedos.
— Tão doce.... Mas, não vou terminar isso hoje. Diz saindo me deixando neste lugar frio.
"Isso não é normal. Isso não é certo."
Eu repito essas palavras para mim mesma enquanto olho fixamente para a escuridão. Minha respiração é pesada, meus pensamentos caóticos, como uma tempestade que não consigo controlar.
Hades. Seu nome surge na minha mente como um veneno. Ele é cruel, sombrio, um monstro... mas por que eu não consigo odiá-lo completamente?
Hades é o deus grego do submundo, será esse mesmo seu nome, Ele está mais para a encarnação do demônio do que para um deus.
Fecho os olhos com força, tentando afastar as lembranças dos acontecimentos anteriores, mas é inútil. O som de sua voz, a força em suas mãos, o olhar intenso que ele me lança como se fosse capaz de me consumir... Tudo isso se repete como um eco.
"Você está com síndrome de Estocolmo, Summer. É só isso. É só isso."
Digo essas palavras em voz alta, na esperança de que minha mente obedeça. Mas não adianta. Não adianta. Há algo errado comigo.
— Ele é um monstro! — grito para o vazio do porão, sentindo as lágrimas deslizarem pelo meu rosto. — Ele matou meu pai! Ele me prendeu aqui! Ele me machucou...
Minha voz falha, engasgada pelo nó que se forma na minha garganta. Mas junto com o ódio, há outra coisa, algo que me atormenta ainda mais: a lembrança de seu toque.
Meu coração acelera ao lembrar de como ele me segurou, de como seus lábios invadiram os meus. Não foi consentido, não foi certo, mas... algo dentro de mim respondeu, mesmo que contra a minha vontade.
— Não! — me levanto de repente, ando de um lado para o outro, desesperada. — Isso não é real. Não pode ser.
Mas a verdade é que é real. Eu estou sentindo algo por ele, e isso me assusta mais do que qualquer ameaça que ele possa fazer.
— Ele é meu carcereiro. Um assassino. Um homem perigoso.
Minha mente sabe disso, mas meu coração, ou talvez meu corpo, parece confuso, traidor. Eu deveria odiá-lo, mas cada vez que ele se aproxima eu não consigo respirar.
Sento no chão, abraçando meus joelhos. Minha cabeça dói, latejando com a guerra que acontece dentro de mim.
"Você está com síndrome de Estocolmo. Isso é tudo."
Repito de novo, de novo, e de novo. Tento transformar isso em um mantra, uma verdade absoluta que me livre dessa confusão.
Mas no fundo, uma parte de mim, a parte que mais me assusta, não quer se livrar.
E isso me destrói.
~ Hades (Gael) ~ Sentado em meu escritório, revisando alguns números de um dos meus negócios. As últimas semanas têm sido um caos, como sempre, mas é o tipo de desordem que eu aprendi a dominar. Controle. Poder. Isso é tudo o que importa.— Gael, o carregamento do porto está em ordem. — Marco, meu capo e braço direito, entra com sua postura rígida, como sempre.— Eu já disse pra me chamar de Hades — reclamo e volto a falar — Ótimo. Certifique-se de que a entrega seja feita sem erros. Não tenho paciência para incompetentes.Ele assente e sai, deixando-me sozinho. Depois de concluir os últimos detalhes, decido voltar para casa e descer ao porão. Ali é onde escondo os segredos mais sombrios, os erros que precisei corrigir e as dívidas que outros não puderam pagar. É aonde Summer se encontra.Passo horas lá, perdido em pensamentos e decisões e a observando sem que ela perceba. O ambiente é escuro, abafado, o cheiro metálico de ferrugem impre
~ Summer ~Acordo com o sol invadindo o quarto pela fresta da cortina. Depois da tempestade que minha mente viveu nos últimos dias, o silêncio da casa parece quase ensurdecedor. É como se o mundo ao meu redor estivesse adormecido, mas sei que, em algum canto, Hades continua me observando, mesmo que eu não possa vê-lo.Levanto-me, decidida a explorar o lugar. A casa é enorme, quase um labirinto, cheia de cômodos que carregam histórias invisíveis nas paredes. Preciso conhecer cada canto, entender onde estou e, principalmente, descobrir como sair daqui.Descendo as escadas, encontro a cozinha: ampla, bem iluminada, uma mistura de móveis rústicos e modernos que não combinam com a frieza deste lugar. Lá, está a mulher que trouxe minha comida há alguns dias. Ela corta vegetais em silêncio, mas sei que percebe minha presença.— Oi... qual seu nome? — arrisco, tentando soar amigável.Ela não levanta os olhos. — O patrão me deu ordens para não con
~ Hades (Gael) ~Com a determinação de um predador prestes a atacar sua presa, tiro minha roupa.— Você sabe o que vai acontecer aqui? — digo provocando-a e roço meus lábios nos dela.— Você vai me comer... — diz com a voz tremula.— Sim. Mia Béla.Pego sua mão e faço ela tocar meu pau que já está pulsando e vejo ela morder os lábios.— Alguém pode entrar aqui ou nos ouvir — diz se afastando.A encurralo na parede e tiro o vestido. — Eu não ligo.— Mas você é muito grande e eu.... eu... nunca fiz isso antes vai doer. Você vai me machucar?— Sim, você merece.Meus dedos traçam um caminho por sua pele, aproximo de seus seios e os aperto com força, arrancando um gemido de dor e prazer, ela inclina o corpo em minha direção, em uma expressão de submissão e desejo estampada no rosto.Abocanho seus seios com voracidade e intercalo entre sugadas e mordidas com uma brutalidade que faz ela tentar me empurrar, mas sem sucesso. Esse gesto na verdade alimenta ainda mais minha sede de estar dentro
~ Summer ~ Eu estou acabada. Não por causa da força bruta de Hades, mas pela confusão que ele deixou dentro de mim. Não consigo parar de pensar na festa, no jeito que ele me tocou, no controle que ele exerce sobre mim. O mais doentio disso tudo? Parte de mim gostou. E isso me assusta mais do que qualquer coisa. Se eu não sair daqui logo, sei que vou cair em uma teia da qual não haverá volta. Ele está me enredando, me envolvendo em sua escuridão, e, mesmo sem querer, estou cedendo. Não posso permitir que ele me consuma. Preciso sair. Mas fugir de Gael Martinez não é simples. Não posso apenas correr e esperar que ele me deixe ir. Ele é poderoso, perigoso, e tem olhos em todos os lugares. Se eu quiser sair daqui viva, precisarei ser mais esperta. Se não posso vencê-lo, vou me juntar a ele. É isso. Preciso entrar no jogo. Mostrar submissão, seguir suas ordens, enquanto busco informações que possam me favorecer. P
~ Summer ~Subo correndo para o quarto, o coração disparado e a mente em caos. Meu corpo ainda está em chamas, uma mistura confusa de raiva, medo e algo mais que eu não consigo - ou talvez não queira - nomear. Fecho a porta atrás de mim, trêmula, encostando-me contra ela enquanto tento recuperar o fôlego.Mas é inútil.Cada célula do meu corpo parece gritar pelo toque que tanto odeio admitir que me afeta. Odeio ele, odeio o que ele fez comigo, mas não consigo ignorar a forma como ele me faz sentir. É como se estivesse presa em uma teia que eu mesma ajudei a tecer.Sem pensar, deixo que meus dedos deslizem pela minha pele, tentando dissipar a tensão que me consome. Pego um estimulador clitoriano, que eu escondi no quarto e me deito na cama. Eu sei que é errado pensar em Gael, mas ele me deixou tão excitada e eu preciso de um alívio.À medida que as vibrações ganham vida, eu aumento o ritmo e rebolo contra o brinquedo deixando gemidos suaves escaparem da minha garganta enquanto eu o mov
~ Hades (Gael) ~Te leszel a megváltásom vagy kudarcom "Você será minha salvação ou meu fracasso", esta frase ecoa em minha mente enquanto projeto meu quadril e assisto meu pau entrar e sair da boceta de Summer, tão arrogante, mas ela pediu então que aguente.— Safada, você gosta de uma foda bruta não é mesmo — digo arfando.— Tem carinha de anjo, mas por dentro é uma puta .... Aaah sua safada.Aumento as estocadas e enquanto meu pau fode sua boceta meus dedos fodem o seu cuzinho apertado. Seus gemidos me fazem perder o controle e eu fodo-a a brutalmente como se estivéssemos prestes a morrer.Ela me deixou com uma fome por esta boceta apertada e vai ter que aguentar meu pau grande e grosso a atravessar, maceto forte e vejo ela apertar o lençol da cama e gritar.Gosto de ouvi-la gritar meu nome, ela grita de dor, de prazer ... o fato é que essa vadia gosta.Tiro os dedos de seu cuzinho e lhe dou tapas na bunda enquanto es
~ Summer ~O brilho fraco da manhã invade o quarto pelas frestas da cortina, lançando sombras suaves sobre as paredes. Meus olhos piscam lentamente, pesados pelo cansaço, pelo choque, pela realidade que me atinge como um soco no estômago. Meu corpo dói. Cada músculo, cada osso, cada pedaço de mim parece lembrar do que aconteceu na última noite.Gael. Hades. Ele me possuiu, e agora o arrependimento queima dentro de mim como ácido.Fecho os olhos com força, tentando afastar as lembranças que se desenrolam como um filme cruel. O toque dele, a forma como me consumiu sem hesitação, como se eu já fosse dele antes mesmo de perceber. O desejo avassalador que senti me enoja. Como posso estar tão dividida entre o ódio e algo que me assusta ainda mais? Será que estou me apaixonando por ele?Meu coração se aperta ao pensar nisso. Não, não pode ser. Ele é um monstro, um homem cruel que só conhece o poder e a dominação. Mas então, por que meu peito dói desse je
~ Summer ~Os dias passam se arrastando, e Hades está cada vez mais distante, o que é bom. A distância entre nós me traz uma sensação estranha de alívio, como se minha mente começasse a recuperar um pouco do espaço que ele havia roubado.Mas meu estômago ainda se revira ao lembrar da cena. O jeito como ele tocou outra mulher, como me fez assistir a cada detalhe cruelmente, como se quisesse arrancar de mim qualquer ilusão de que ele poderia ser algo diferente de um monstro.E conseguiu.Eu já deveria saber.Estou no jardim da casa, observando tudo ao meu redor, como se o simples ato de olhar pudesse me distrair dos pensamentos que constantemente me assombram. Em meio ao silêncio, sempre percebo que Lourdes me observa, como se quisesse dizer algo. Me aproximo dela e tento puxar assunto, mas, como sempre, suas respostas são vagas. Ela diz que tudo tem seu tempo. Não entendo o motivo de ela trabalhar nessa casa, mas algo em seus olhos demonst