~ Summer ~
Acordo sentindo o peso do dia anterior como uma pedra no peito. O quarto onde estou é grande, mas frio, sem vida. As paredes brancas parecem me sufocar, e o silêncio é tão denso que quase ouço meus próprios pensamentos berrando.
Caminho até o banheiro com as pernas trêmulas. Abro a torneira e deixo a água correr, tentando encontrar alguma normalidade em escovar os dentes. Uma, duas, três vezes. Escovo até minhas gengivas começarem a doer. Tento ignorar o gosto metálico do sangue e lavo o rosto com água gelada, como se isso pudesse apagar tudo o que aconteceu.
Tomo banho em silêncio, deixando a água quente cair sobre mim. Não me sinto limpa, não importa quanto tempo fico ali. Ao sair, visto a primeira roupa que encontro no armário e volto para a cama. Não sei o que esperar, nem o que fazer. Estou presa.
Quando ouço a porta se abrir, meu corpo enrijece. Uma senhora entra com uma bandeja de comida. Ela tem o rosto marcado pelo tempo e uma expressão neutra, mas seus olhos evitam os meus.
— Trouxe seu almoço — diz, colocando a bandeja na mesa ao lado da cama.
— Não quero — murmuro, olhando para a janela, onde a luz do sol entra tímida pelas cortinas pesadas.
— É melhor comer, menina. O patrão não gosta de ser contrariado.
A menção a ele faz meu estômago revirar. Aperto as mãos no colo, tentando segurar as lágrimas. Não digo mais nada, e a senhora suspira antes de sair, deixando-me sozinha com meu vazio.
Eu me sinto perdida. E não faço ideia de como sair disso.
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~ Hades (Gael) ~
Estou revigorado. A adrenalina da noite anterior ainda corre nas minhas veias. A garota, Summer, mexeu comigo mais do que deveria, mas não vou deixar que isso me distraia. Sou um homem prático. Sempre consigo o que quero.
Depois de um banho rápido, coloco um terno preto impecável e vou para um dos meus bordéis. Tiffany me espera no salão principal, como sempre. Ela está sentada em um sofá de couro vermelho, com um vestido que grita provocação e um sorriso cheio de intenções.
— Demorou, chefinho — diz ela, jogando o cabelo loiro por cima do ombro.
— Estava resolvendo assuntos importantes — respondo, sentando ao seu lado.
Tiffany se inclina para mim, passando os dedos pelo meu peito. — Sempre trabalhando. Você precisa relaxar, Gael.
— E é pra isso que você está aqui, não é? — sorrio de canto, puxando-a para um beijo.
Nossos lábios se encontram, e, por um momento, tudo deveria ser simples. Mas não é. Porque não vejo Tiffany; vejo Summer. Seu rosto me vem à mente, aqueles olhos assustados, a resistência inútil. Meu desejo cresce, mas não é por quem está nos meus braços agora.
Interrompo o beijo, afastando Tiffany.
— O que foi? — ela pergunta, com um tom entre ofendida e curiosa.
— Nada. Apenas preciso cuidar de algo no escritório.
Ela revira os olhos, mas não insiste.
No escritório do bordel, acendo um charuto e me sento na cadeira de couro enquanto reviso os relatórios. Meu humor piora quando um dos meus homens entra, nervoso.
— Chefe, temos um problema.
— Fale logo.
— Uma das encomendas... foi desviada.
Fecho a mão em punho, sentindo a raiva pulsar. Levanto-me lentamente, minha voz fria como gelo.
— Quem foi o responsável?
— Ainda estamos investigando, mas...
— Não me venha com desculpas! — grito, jogando o charuto contra a parede. — Alguém vai pagar por isso.
Meu olhar fulmina o homem. Ele engole em seco e sai do escritório apressado, deixando-me sozinho com minha fúria.
Eu não tolero erros. Quem quer que tenha mexido nos meus negócios vai desejar nunca ter nascido.
Chego em casa ainda fervendo de raiva. O incidente com a encomenda foi um erro que não vou perdoar, mas, no momento, outra coisa exige minha atenção. A velha que arruma minha casa e cuida de Summer me diz que a garota se recusou a comer.
— O quê? — pergunto, a voz grave, sentindo a irritação crescer ainda mais.
— Ela disse que não queria, senhor. Não tocou em nada — responde a senhora, nervosa, olhando para o chão.
Sem dizer mais nada, subo as escadas com passos firmes. A raiva transborda em mim, como se o controle que tanto prezo estivesse começando a escapar pelos meus dedos. Chego à porta do quarto e a abro com força, quase arrancando-a das dobradiças.
Summer está sentada no chão, encostada na cama, os olhos vermelhos de chorar. Ela levanta a cabeça ao ouvir o estrondo da porta e me encara, mas não diz nada.
— Que tipo de joguinho acha que está fazendo? — disparo, cruzando o quarto em direção a ela.
— Eu... não estou com fome — murmura, a voz trêmula.
— Não está com fome? — grito, o sarcasmo escorrendo pelas minhas palavras. — Não é uma questão de fome, Summer. É uma questão de obediência. E você está me desafiando.
Ela tenta se levantar, mas eu a empurro de volta para o chão com facilidade.
— Não me toque! — protesta, o medo misturado com a coragem de alguém que não sabe onde está pisando.
— Você não entende ainda? — digo, tirando o cinto da minha cintura com um movimento rápido. — Eu sou quem manda aqui. E vou te ensinar isso, nem que seja à força.
Ela recua, tentando se afastar, mas é inútil. Dou a primeira cintada em suas pernas, e ela solta um grito que ecoa pelo quarto.
— Pare! Por favor! — ela implora, lágrimas escorrendo pelo rosto.
— Vai aprender a me respeitar! — grito, desferindo outra cintada.
Ela tenta proteger o corpo com os braços, mas não tem força para me deter. Cada golpe parece marcado pelo meu próprio ódio, não só por ela, mas por tudo que está errado em minha vida.
Finalmente, paro. Ela está encolhida no chão, soluçando, o corpo tremendo. Guardo o cinto e a encaro, a respiração pesada.
— Quando eu mandar comer, você come. Está claro? — digo, frio e impiedoso.
Ela não responde, apenas balança a cabeça lentamente.
— Ótimo — digo, virando-me para sair do quarto. Antes de fechar a porta, lanço um último olhar para ela. — Não me obrigue a fazer isso de novo.
Saio, deixando-a sozinha, quebrada. Mas, mesmo assim, algo dentro de mim se agita, um desconforto que não consigo nomear. Como se, por um momento, eu tivesse cruzado um limite que deveria ter permanecido intacto.
~ Summer ~A dor ainda lateja no meu corpo. Cada movimento que faço parece um lembrete cruel do que aconteceu, do que ele fez. Não consigo mais ficar aqui. Preciso sair, nem que seja a última coisa que eu faça.Olho ao redor do quarto. É luxuoso, sim, mas não passa de uma prisão decorada. A janela está fechada, mas eu vejo o mundo lá fora. A liberdade está tão perto, e mesmo assim parece impossível alcançá-la.Respiro fundo. Preciso tentar.Espero até o sol começar a se pôr. A casa está mais silenciosa, os passos ecoam distantes. É a minha chance. Abro a porta
~ Hades (Gael) ~ Sentado em meu escritório, revisando alguns números de um dos meus negócios. As últimas semanas têm sido um caos, como sempre, mas é o tipo de desordem que eu aprendi a dominar. Controle. Poder. Isso é tudo o que importa.— Gael, o carregamento do porto está em ordem. — Marco, meu capo e braço direito, entra com sua postura rígida, como sempre.— Eu já disse pra me chamar de Hades — reclamo e volto a falar — Ótimo. Certifique-se de que a entrega seja feita sem erros. Não tenho paciência para incompetentes.Ele assente e sai, deixando-me sozinho. Depois de concluir os últimos detalhes, decido voltar para casa e descer ao porão. Ali é onde escondo os segredos mais sombrios, os erros que precisei corrigir e as dívidas que outros não puderam pagar. É aonde Summer se encontra.Passo horas lá, perdido em pensamentos e decisões e a observando sem que ela perceba. O ambiente é escuro, abafado, o cheiro metálico de ferrugem impre
~ Summer ~Acordo com o sol invadindo o quarto pela fresta da cortina. Depois da tempestade que minha mente viveu nos últimos dias, o silêncio da casa parece quase ensurdecedor. É como se o mundo ao meu redor estivesse adormecido, mas sei que, em algum canto, Hades continua me observando, mesmo que eu não possa vê-lo.Levanto-me, decidida a explorar o lugar. A casa é enorme, quase um labirinto, cheia de cômodos que carregam histórias invisíveis nas paredes. Preciso conhecer cada canto, entender onde estou e, principalmente, descobrir como sair daqui.Descendo as escadas, encontro a cozinha: ampla, bem iluminada, uma mistura de móveis rústicos e modernos que não combinam com a frieza deste lugar. Lá, está a mulher que trouxe minha comida há alguns dias. Ela corta vegetais em silêncio, mas sei que percebe minha presença.— Oi... qual seu nome? — arrisco, tentando soar amigável.Ela não levanta os olhos. — O patrão me deu ordens para não con
~ Hades (Gael) ~Com a determinação de um predador prestes a atacar sua presa, tiro minha roupa.— Você sabe o que vai acontecer aqui? — digo provocando-a e roço meus lábios nos dela.— Você vai me comer... — diz com a voz tremula.— Sim. Mia Béla.Pego sua mão e faço ela tocar meu pau que já está pulsando e vejo ela morder os lábios.— Alguém pode entrar aqui ou nos ouvir — diz se afastando.A encurralo na parede e tiro o vestido. — Eu não ligo.— Mas você é muito grande e eu.... eu... nunca fiz isso antes vai doer. Você vai me machucar?— Sim, você merece.Meus dedos traçam um caminho por sua pele, aproximo de seus seios e os aperto com força, arrancando um gemido de dor e prazer, ela inclina o corpo em minha direção, em uma expressão de submissão e desejo estampada no rosto.Abocanho seus seios com voracidade e intercalo entre sugadas e mordidas com uma brutalidade que faz ela tentar me empurrar, mas sem sucesso. Esse gesto na verdade alimenta ainda mais minha sede de estar dentro
~ Summer ~ Eu estou acabada. Não por causa da força bruta de Hades, mas pela confusão que ele deixou dentro de mim. Não consigo parar de pensar na festa, no jeito que ele me tocou, no controle que ele exerce sobre mim. O mais doentio disso tudo? Parte de mim gostou. E isso me assusta mais do que qualquer coisa. Se eu não sair daqui logo, sei que vou cair em uma teia da qual não haverá volta. Ele está me enredando, me envolvendo em sua escuridão, e, mesmo sem querer, estou cedendo. Não posso permitir que ele me consuma. Preciso sair. Mas fugir de Gael Martinez não é simples. Não posso apenas correr e esperar que ele me deixe ir. Ele é poderoso, perigoso, e tem olhos em todos os lugares. Se eu quiser sair daqui viva, precisarei ser mais esperta. Se não posso vencê-lo, vou me juntar a ele. É isso. Preciso entrar no jogo. Mostrar submissão, seguir suas ordens, enquanto busco informações que possam me favorecer. P
~ Summer ~Subo correndo para o quarto, o coração disparado e a mente em caos. Meu corpo ainda está em chamas, uma mistura confusa de raiva, medo e algo mais que eu não consigo - ou talvez não queira - nomear. Fecho a porta atrás de mim, trêmula, encostando-me contra ela enquanto tento recuperar o fôlego.Mas é inútil.Cada célula do meu corpo parece gritar pelo toque que tanto odeio admitir que me afeta. Odeio ele, odeio o que ele fez comigo, mas não consigo ignorar a forma como ele me faz sentir. É como se estivesse presa em uma teia que eu mesma ajudei a tecer.Sem pensar, deixo que meus dedos deslizem pela minha pele, tentando dissipar a tensão que me consome. Pego um estimulador clitoriano, que eu escondi no quarto e me deito na cama. Eu sei que é errado pensar em Gael, mas ele me deixou tão excitada e eu preciso de um alívio.À medida que as vibrações ganham vida, eu aumento o ritmo e rebolo contra o brinquedo deixando gemidos suaves escaparem da minha garganta enquanto eu o mov
~ Hades (Gael) ~Te leszel a megváltásom vagy kudarcom "Você será minha salvação ou meu fracasso", esta frase ecoa em minha mente enquanto projeto meu quadril e assisto meu pau entrar e sair da boceta de Summer, tão arrogante, mas ela pediu então que aguente.— Safada, você gosta de uma foda bruta não é mesmo — digo arfando.— Tem carinha de anjo, mas por dentro é uma puta .... Aaah sua safada.Aumento as estocadas e enquanto meu pau fode sua boceta meus dedos fodem o seu cuzinho apertado. Seus gemidos me fazem perder o controle e eu fodo-a a brutalmente como se estivéssemos prestes a morrer.Ela me deixou com uma fome por esta boceta apertada e vai ter que aguentar meu pau grande e grosso a atravessar, maceto forte e vejo ela apertar o lençol da cama e gritar.Gosto de ouvi-la gritar meu nome, ela grita de dor, de prazer ... o fato é que essa vadia gosta.Tiro os dedos de seu cuzinho e lhe dou tapas na bunda enquanto es
~ Summer ~O brilho fraco da manhã invade o quarto pelas frestas da cortina, lançando sombras suaves sobre as paredes. Meus olhos piscam lentamente, pesados pelo cansaço, pelo choque, pela realidade que me atinge como um soco no estômago. Meu corpo dói. Cada músculo, cada osso, cada pedaço de mim parece lembrar do que aconteceu na última noite.Gael. Hades. Ele me possuiu, e agora o arrependimento queima dentro de mim como ácido.Fecho os olhos com força, tentando afastar as lembranças que se desenrolam como um filme cruel. O toque dele, a forma como me consumiu sem hesitação, como se eu já fosse dele antes mesmo de perceber. O desejo avassalador que senti me enoja. Como posso estar tão dividida entre o ódio e algo que me assusta ainda mais? Será que estou me apaixonando por ele?Meu coração se aperta ao pensar nisso. Não, não pode ser. Ele é um monstro, um homem cruel que só conhece o poder e a dominação. Mas então, por que meu peito dói desse je