XXXI. O Baile de Máscaras

As sombras se moviam sob a luz das velas. Tecidos esvoaçantes, risadas abafadas e o som ritmado dos sapatos contra o chão de mármore enchiam o grande salão. A sede da matilha nunca estivera tão viva – ou tão perigosamente quieta sob a falsa euforia do evento.

Dominic observava tudo de um ponto estratégico, encostado em uma das colunas centrais. Seu olhar varria a multidão, avaliando os movimentos, os olhares trocados, os gestos que se prolongavam além do necessário. Cada convidado estava mascarado, tornando qualquer reconhecimento imediato impossível – exceto para aqueles cujos corpos e presenças ele já conhecia de cor.

Incluindo a de Serena.

Ela estava radiante, vestindo um vestido preto com detalhes prateados, o tecido delicado como um véu de luar, cobrindo-a até os pés, mas fluindo ao menor movimento. A máscara que usava era um misto de mistério e encanto, adornada com pequenos cristais que refletiam a luz da festa. Seus cabelos foram trançados parcialmente, deixando fios soltos mo
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