Capitulo 67

Vittorio Bianchi

O caminho de volta parecia não ter mais fim, podia sentir a tensão da Helô ao meu lado, por mais que esteja nervoso não irei deixar transparecer, pois tenho que ser o suporte que a Heloisa precisa. Chegamos na casa dos seus pais, a Heloisa sobe direto para seu quarto enquanto fico um pouco mais na varanda.

Quando de repente ouço um copo sendo quebrado, sigo o barulho e vejo que veio do escritório do Hugo, abro a porta preocupado e encontro o Hugo embriagado.

A cena diante de mim era desoladora. Hugo estava afundado em sua própria dor, com os olhos avermelhados e a garrafa de uísque pela metade sobre a mesa. Os estilhaços de vidro brilhavam no chão sob a luz amarelada do abajur, e o cheiro forte da bebida impregnava o ar.

— Hugo... — minha voz saiu baixa, mas firme. Dei um passo para dentro do escritório, fechando a porta atrás de mim.

Ele levantou os olhos pesados para mim, e, por um instante, vi algo além da embriaguez. Vi um homem destruído, esmagado pelo peso da p
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