Emma foi levada para a sala de parto enquanto Alexandre permanecia ao seu lado, segurando sua mão com firmeza. Seu coração estava acelerado, mas ele fazia o possível para manter a calma por ela. — Respira, meu amor. Eu estou aqui. Emma apertava a mão dele com força a cada contração, o suor escorrendo pela testa. O médico olhou para ela com um sorriso encorajador. — Está indo muito bem, Emma. Mais algumas forças e logo seu bebê estará em seus braços. Ela reuniu toda sua força e, com um último empurrão, um choro forte ecoou pela sala. Emma sentiu as lágrimas escorrerem por seu rosto ao ouvir o som tão esperado. — Ele chegou — Alexandre murmurou, com a voz embargada pela emoção. O médico entregou o bebê a Emma, que o recebeu com os olhos marejados. A pele macia, os dedinhos minúsculos, os olhos ainda fechados… Ele era perfeito. — Meu menininho — sussurrou, acariciando a cabecinha do bebê. Alexandre sentiu o coração se encher de amor ao ver sua esposa e seu filho juntos. A
Eu nunca imaginei que minha vida tomaria esse rumo. Se alguém tivesse me contado, anos atrás, que eu me apaixonaria pelo pai da menina que eu cuidava, teria rido e seguido em frente. Mas a vida tem formas inesperadas de nos surpreender.PassadoQuando aceitei o emprego como babá de Sofia, eu só queria uma oportunidade. Eu precisava de um trabalho estável, algo que me permitisse seguir em frente depois de tantas dificuldades. Cresci sem muitos luxos, aprendi cedo que precisava lutar por cada pequena conquista. E foi assim que cheguei à mansão dos Vasconcellos, acreditando que aquele seria apenas mais um emprego.Meu primeiro dia foi assustador. A casa era enorme, sofisticada, um mundo completamente diferente do meu. Sofia, ainda pequena, me olhava com curiosidade, e Alexandre... bom, ele era frio. Formal, ocupado demais para notar minha presença além do necessário. "Sua responsabilidade é minha filha. Apenas ela", ele disse com a voz firme. Não esperava que um dia ele olharia para mim
Emma respirou fundo antes de apertar a campainha da imponente mansão Carter. Suas mãos estavam suadas, e seu coração batia rápido. A posição de babá para Lily Carter, filha do renomado CEO Alexander Carter, era mais do que um emprego. Era sua chance de recomeçar.A porta se abriu, revelando uma mulher elegante, de expressão fria.— Senhorita Emma Miller? — perguntou, sem sorrir.— Sim, sou eu.— Sou Margaret, governanta da casa. O senhor Carter está esperando na biblioteca. Por favor, siga-me.Emma entrou, sentindo-se pequena diante da grandiosidade do lugar. O mármore brilhava sob seus pés, e um enorme lustre iluminava o saguão. Margaret a guiou por um longo corredor até uma porta de madeira escura.— Entre — disse a governanta, antes de desaparecer pelo corredor.Emma ajustou a postura e entrou na biblioteca. O ambiente era aconchegante, com prateleiras repletas de livros e uma lareira acesa. No centro, sentado atrás de uma mesa de mogno, estava Alexander Carter.Ele era ainda mais
Emma e Lily estavam terminando o café da manhã quando o som da porta da frente se abrindo ecoou pela mansão. A garotinha, que até então estava sorrindo, ficou tensa.Alexander Carter entrou na cozinha com sua presença imponente. Vestia um terno impecável, e seu olhar frio passou por Emma antes de pousar em Lily.— Você comeu tudo, Lily? — Sua voz era séria, mas não dura.A menina assentiu lentamente, ainda segurando o ursinho.— Sim, papai. Emma fez panquecas.Alexander desviou o olhar para Emma.— Espero que não tenha colocado açúcar demais. Lily não pode comer doces em excesso.Emma manteve a postura firme.— Fiz questão de equilibrar bem os ingredientes, senhor Carter. Lily se alimentou de forma saudável.Ele arqueou uma sobrancelha, como se não esperasse uma resposta tão direta.— Ótimo.Houve um breve silêncio antes de ele se virar para sair.— Senhor Carter? — Emma o chamou, sem pensar.Ele parou e olhou para ela, intrigado.— Sim?— Sei que sua rotina é corrida, mas talvez Lily
Emma seguiu Alexander até a elegante sala de jantar, tentando esconder sua surpresa. A mesa era enorme, feita de madeira escura e impecavelmente organizada. Margaret serviu os pratos sem comentar nada, mas Emma percebeu seu olhar curioso.Alexander sentou-se à cabeceira, indicando para que Emma se acomodasse à sua direita.— Espero que goste de comida italiana — ele disse, pegando os talheres.— Adoro — respondeu, ainda um pouco desconcertada.O jantar começou em silêncio. O único som era o tilintar dos talheres contra os pratos. Emma sentia o olhar de Alexander sobre ela de tempos em tempos, como se a estudasse.— Lily gostou de você — ele disse, finalmente quebrando o silêncio.Emma sorriu.— Eu gosto dela também. É uma menina inteligente, mas parece carente.Alexander franziu a testa.— Carente?— Sim. Sinto que ela precisa de mais tempo com você.Ele largou os talheres e cruzou os braços.— Meu tempo é limitado, senhorita Miller.— Entendo. Mas mesmo cinco minutos— Entendo. Mas m
Na manhã seguinte, Emma tentou agir normalmente, ignorando a mensagem perturbadora da noite anterior. Era só uma provocação. Ele não podia encontrá-la. Não aqui.Ela focou em Lily, ajudando-a com o café da manhã e lendo histórias para a menina no jardim. O sol brilhava, e a risada de Lily enchia o espaço com leveza.Então, Alexander apareceu.Vestindo um terno escuro impecável, ele parou na varanda, observando a cena por um momento antes de descer os degraus.— Vejo que Lily está bem — disse, com um tom neutro.Emma se levantou, ajeitando a saia.— Sim, ela está ótima. Passamos a manhã brincando.Alexander olhou para a filha, que corria atrás de uma borboleta, e depois voltou sua atenção para Emma.— Preciso falar com você.Ela assentiu, seguindo-o para um canto mais afastado do jardim.— O que foi?Alexander hesitou por um instante, cruzando os braços.— Sobre ontem à noite…Emma sentiu o coração acelerar.— O que tem ontem?— Você me desafiou — ele disse, a voz carregada de algo ind
Os dias seguintes se arrastaram em um turbilhão de emoções não resolvidas. Emma fez o possível para se concentrar em Lily e manter sua rotina intacta, mas, a cada olhar que trocava com Alexander, as lembranças do beijo vinham à tona, agitadas e intensas. A tensão entre os dois parecia palpável, mas ambos estavam tentando ignorá-la. Alexander, com sua postura fria e distante, continuava com suas responsabilidades empresariais, e Emma, com sua determinação, dedicava-se a cuidar de Lily da melhor forma possível. No entanto, havia algo inegável no ar — uma atração que não podia ser mais ignorada. Uma tarde, Emma estava no jardim com Lily quando o celular tocou. Era uma mensagem desconhecida. Ela hesitou antes de abrir, e, ao ler o conteúdo, o sangue lhe congelou nas veias. Número desconhecido: Não vai conseguir esconder por muito tempo, Emma. Eu sei o que você fez. Estou mais perto do que imagina. Seu corpo ficou gelado, e uma onda de pânico a invadiu. Ele estava de volta. O passado e
O silêncio que se seguiu foi tão pesado que Emma sentiu que não conseguia respirar. A proximidade de Alexander a desconcertava, fazia com que seu corpo se rebelasse, mas ela sabia que não podia se deixar levar. Não agora.Ela deu um passo para trás, tentando recobrar sua compostura.— Senhor Carter, você está confundindo as coisas — disse, a voz firme, embora o tremor em suas mãos fosse difícil de esconder. — Eu sou apenas a babá de Lily. Meu trabalho é cuidar dela e garantir que ela tenha tudo o que precisa.Alexander a observou com um olhar calculista. Não havia raiva, mas uma curiosidade inquietante, como se ele estivesse vendo algo que ela ainda não sabia.— Está me dizendo que aquilo, ontem, não foi nada além de um erro? — Ele a desafiou, a voz suave, mas carregada de intensidade.Emma sentiu o peso da pergunta. Como responder a algo que, no fundo, ela mesma não conseguia explicar?— Foi um erro. — Ela finalmente falou, mas as palavras saíram mais frágeis do que gostaria. — Eu… e