Cada passo de Emma pelo corredor do hospital parecia levar uma eternidade. O coração batia forte no peito, misturando ansiedade, emoção e medo. Depois de tantos dias de angústia, finalmente poderia ver Alexandre acordado. Ao chegar à porta da UTI, parou por um instante, respirou fundo e entrou. A visão de Alexandre de olhos abertos fez seu coração disparar. Ele parecia cansado, pálido, mas estava ali. Vivo. Quando os olhos dele encontraram os dela, algo brilhou no olhar do CEO. — Emma… — a voz dele saiu fraca, mas cheia de emoção. As lágrimas de Emma rolaram antes mesmo que ela pudesse se conter. — Meu amor… — sussurrou, se aproximando da cama. Ela segurou a mão dele, sentindo o calor que tanto temia perder. — Eu achei que ia te perder… — sua voz embargou. Ele apertou a mão dela com dificuldade. — Nunca… Eu nunca te deixaria. Emma soluçou, abaixando-se para beijar sua mão com carinho. — Nosso bebê está bem… Ele tem sido forte, assim como você. Alexandre fechou
A porta da mansão se abriu lentamente, e Emma sentiu um frio percorrer sua espinha ao ver a figura delicada de Sofia entrar na casa. A menina de apenas seis anos segurava uma pequena mala rosa nas mãos e tinha um olhar indecifível enquanto varria o ambiente com seus grandes olhos castanhos. Era um momento que Emma temia e ansiava ao mesmo tempo. Desde que soube que a filha de Alexandre viria morar com eles, muitas incertezas a assombraram.Sofia era a razão pela qual Emma havia entrado na vida de Alexandre. Antes de tudo, ela era apenas a babá da menina, mas agora, a dinâmica era completamente diferente. Ela não era mais apenas a cuidadora, e sim a esposa do pai da menina e a futura mãe do irmão dela.Alexandre se aproximou e se ajoelhou na altura da filha.— Meu amor, bem-vinda de volta para casa. Você sabe que aqui sempre será seu lar.Sofia olhou para o pai e sorriu timidamente.— Oi, papai.Emma observava a cena com o coração acelerado. Ela sabia que a relação com Sofia não seria
O tempo passou e, com ele, a relação entre Emma e Sofia se fortaleceu de maneira única. Não era apenas uma convivência, mas um vínculo profundo de confiança e carinho. Emma via em Sofia uma menina cheia de sentimentos intensos, que buscava segurança em meio às turbulências de sua família.Nos últimos meses, a aproximação das duas tomou novas formas. Sofia, antes reservada, agora se permitia demonstrar mais afeto. Tocava na barriga de Emma com curiosidade genuína, como se estivesse criando um laço invisível com o irmão que logo chegaria.— Você acha que ele vai gostar de mim? — perguntou Sofia em um fim de tarde, os olhos brilhando de expectativa.Emma sorriu e segurou a mão dela sobre sua barriga.— Ele já gosta, Sofia. Você faz parte da vida dele desde o começo.A menina sorriu, sentindo-se parte de algo maior. Era a primeira vez que se via em um papel diferente, não apenas como filha, mas como irmã mais velha. Emma percebia o esforço dela em lidar com tantas mudanças. O casamento, a
Emma respirou fundo antes de apertar a campainha da imponente mansão Carter. Suas mãos estavam suadas, e seu coração batia rápido. A posição de babá para Lily Carter, filha do renomado CEO Alexander Carter, era mais do que um emprego. Era sua chance de recomeçar.A porta se abriu, revelando uma mulher elegante, de expressão fria.— Senhorita Emma Miller? — perguntou, sem sorrir.— Sim, sou eu.— Sou Margaret, governanta da casa. O senhor Carter está esperando na biblioteca. Por favor, siga-me.Emma entrou, sentindo-se pequena diante da grandiosidade do lugar. O mármore brilhava sob seus pés, e um enorme lustre iluminava o saguão. Margaret a guiou por um longo corredor até uma porta de madeira escura.— Entre — disse a governanta, antes de desaparecer pelo corredor.Emma ajustou a postura e entrou na biblioteca. O ambiente era aconchegante, com prateleiras repletas de livros e uma lareira acesa. No centro, sentado atrás de uma mesa de mogno, estava Alexander Carter.Ele era ainda mais
Emma e Lily estavam terminando o café da manhã quando o som da porta da frente se abrindo ecoou pela mansão. A garotinha, que até então estava sorrindo, ficou tensa.Alexander Carter entrou na cozinha com sua presença imponente. Vestia um terno impecável, e seu olhar frio passou por Emma antes de pousar em Lily.— Você comeu tudo, Lily? — Sua voz era séria, mas não dura.A menina assentiu lentamente, ainda segurando o ursinho.— Sim, papai. Emma fez panquecas.Alexander desviou o olhar para Emma.— Espero que não tenha colocado açúcar demais. Lily não pode comer doces em excesso.Emma manteve a postura firme.— Fiz questão de equilibrar bem os ingredientes, senhor Carter. Lily se alimentou de forma saudável.Ele arqueou uma sobrancelha, como se não esperasse uma resposta tão direta.— Ótimo.Houve um breve silêncio antes de ele se virar para sair.— Senhor Carter? — Emma o chamou, sem pensar.Ele parou e olhou para ela, intrigado.— Sim?— Sei que sua rotina é corrida, mas talvez Lily
Emma seguiu Alexander até a elegante sala de jantar, tentando esconder sua surpresa. A mesa era enorme, feita de madeira escura e impecavelmente organizada. Margaret serviu os pratos sem comentar nada, mas Emma percebeu seu olhar curioso.Alexander sentou-se à cabeceira, indicando para que Emma se acomodasse à sua direita.— Espero que goste de comida italiana — ele disse, pegando os talheres.— Adoro — respondeu, ainda um pouco desconcertada.O jantar começou em silêncio. O único som era o tilintar dos talheres contra os pratos. Emma sentia o olhar de Alexander sobre ela de tempos em tempos, como se a estudasse.— Lily gostou de você — ele disse, finalmente quebrando o silêncio.Emma sorriu.— Eu gosto dela também. É uma menina inteligente, mas parece carente.Alexander franziu a testa.— Carente?— Sim. Sinto que ela precisa de mais tempo com você.Ele largou os talheres e cruzou os braços.— Meu tempo é limitado, senhorita Miller.— Entendo. Mas mesmo cinco minutos— Entendo. Mas m
Na manhã seguinte, Emma tentou agir normalmente, ignorando a mensagem perturbadora da noite anterior. Era só uma provocação. Ele não podia encontrá-la. Não aqui.Ela focou em Lily, ajudando-a com o café da manhã e lendo histórias para a menina no jardim. O sol brilhava, e a risada de Lily enchia o espaço com leveza.Então, Alexander apareceu.Vestindo um terno escuro impecável, ele parou na varanda, observando a cena por um momento antes de descer os degraus.— Vejo que Lily está bem — disse, com um tom neutro.Emma se levantou, ajeitando a saia.— Sim, ela está ótima. Passamos a manhã brincando.Alexander olhou para a filha, que corria atrás de uma borboleta, e depois voltou sua atenção para Emma.— Preciso falar com você.Ela assentiu, seguindo-o para um canto mais afastado do jardim.— O que foi?Alexander hesitou por um instante, cruzando os braços.— Sobre ontem à noite…Emma sentiu o coração acelerar.— O que tem ontem?— Você me desafiou — ele disse, a voz carregada de algo ind
Os dias seguintes se arrastaram em um turbilhão de emoções não resolvidas. Emma fez o possível para se concentrar em Lily e manter sua rotina intacta, mas, a cada olhar que trocava com Alexander, as lembranças do beijo vinham à tona, agitadas e intensas. A tensão entre os dois parecia palpável, mas ambos estavam tentando ignorá-la. Alexander, com sua postura fria e distante, continuava com suas responsabilidades empresariais, e Emma, com sua determinação, dedicava-se a cuidar de Lily da melhor forma possível. No entanto, havia algo inegável no ar — uma atração que não podia ser mais ignorada. Uma tarde, Emma estava no jardim com Lily quando o celular tocou. Era uma mensagem desconhecida. Ela hesitou antes de abrir, e, ao ler o conteúdo, o sangue lhe congelou nas veias. Número desconhecido: Não vai conseguir esconder por muito tempo, Emma. Eu sei o que você fez. Estou mais perto do que imagina. Seu corpo ficou gelado, e uma onda de pânico a invadiu. Ele estava de volta. O passado e