21

A voz de Terence vem debaixo do arco entre a cozinha e a sala de jantar. Olho para lá e espero tudo, menos um feérico somente de toalha no quadril apoiado contra o batente. De braços cruzados ressaltando a beleza fria das fadas. Pisco antes que ele note meus olhos arregalados e bebo mais um pouco da taça para disfarçar o rubor nas bochechas.

— São dez da noite em algum lugar no mundo. – Respondo dando de ombros e mexo o caldo na panela. O aroma sobe e a fome toma conta de mim.

— Será que pode me emprestar mais algumas roupas? – Ele pergunta sem tirar o olhar de mim, o que só faz aumentar o calor nas veias. — Toalha não é a melhor opção par ficar andando pela casa.

— Certamente, não! – Concordo e contorno o balcão. Tenho que passar por ele para chegar as escadas e ao segundo andar para assaltar o guarda-roupas de Victor e dar a ele alguma peça que mantenha o corpo escondido do monstro sedento dentro de mim.

Subo as escadas consciente dele às costas. Pe

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