A história se baseia na vida de Gabriela, que perdeu sua mãe há dois anos, e tem que cuidar do pai alcoólatra e da irmã de sete anos que é Especial. Gabi não tem muitos amigos, então valoriza bastante a amizade que tem com a Vanessa, Martha e Carol. Seu coração é tão puro e carente de amor que não enxerga as falsas amizades que tem. Tudo mudará quando chegar um jovem novo na cidade. Murilo. Um homem lindo, rico e educado. A Vanessa, a Patricinha da galera, logo irá se interessar por ele, mas será que ela é o tipo de garota que ele gosta? Ou será que a Gabi que faz o tipo dele?
Ler maisO resto do dia se passou, e como sempre coloquei a Anna para dormir. Meu pai ainda não tinha chegado. Eu já estava ficando preocupada, porque já se passava da meia noite, e ele nunca demorou tanto assim. Então lembrei que o Murilo tinha me dado seu número do celular. Por um momento, pensei em não ligar, afinal ele estava sem falar comigo há uma semana. Mas eu estava tão preocupada, que resolvi ao menos tentar... Liguei uma vez, chamou,chamou e ninguém atendeu... Então não liguei mais. Coloquei o telefone no gancho e quando virei as costas, começou a tocar... Então resolvi não atender para não incomodar, talvez ele estava ocupado por isso não atendeu. No mínimo meu pai estaria em um bar bebendo um pouco a mais... Sentei no sofá para esperar ele chegar. Olhei pela janela e nem sinal dele... O céu estava cheio de nuvens, e cheios de relâmpagos. Depois de uns quinze minutos o Murilo buzinou lá fora. Abri a porta, ele estava em pé encostado no carro. – Boa noite, você me ligou, eu re
O resto do dia se passou e a noite chegou. Já eram umas dez da noite, contei uma história para Anna dormir. Meu pai dormia desde a hora do acontecido, decidi não acorda-lo. Estava sem sono e fui ler meu livro na sala. Era quase meia noite quando escultei o barulho de um carro chegando lá fora. Olhei pela janela, era o Murilo. Mas o que ele queria numa hora dessas?. Abri a porta e fui até o carro. – Murilo? Mas o que você está fazendo aqui? – Ia passando e vi a luz acesa, fiquei preocupado, achei que vocês estavam com algum problema. – Não, a Anna já dormiu faz um tempinho, e meu pai desde aquela hora não acordou, mas obrigada pela preocupação. – Ah sim... Que bom que está tudo bem. Ele ficou no carro me olhando sem saber o que dizer... – Eu vou entrar, está frio aqui, você quer entrar um pouco? Ele não perdeu tempo e foi logo me seguindo. Sentei no sofá e ele se sentou ao meu lado. Ele estava de cabelo molhado e todo perfumado. – Que livro você está lendo? – Um h
Depois do lanche, o Murilo foi nos deixar em casa. Eu ia no banco de trás com a Anna, que não parava de fazer perguntas o tempo todo. Murilo não parava de me encarar pelo espelho. Até que a Anna resolveu fazer mais uma pergunta;– Murilo, você está namorando com a Gabi? Nesse momento não sabia onde enfiar minha cara, fiquei com vergonha. O Murilo por sua vez começou a rir sem parar até que respondeu.– Não, Anna , ela não me quer. Falou ele, em seguida olhou para mim, pelo o espelho. Eu fiquei calada e desviei o olhar. Ao chegar em casa, ouvi bagulhos, era o meu pai bêbado quebrando as coisas. Nesse momento fiquei sem ação, ele sempre bebia, mas nunca foi agressivo em casa. Saí do carro e corri para abrir a porta. O Murilo saiu também e entrou junto. Me deparei com meu pai com as mãos ensanguentadas, de quebrar as garrafas de cachaça, juntamente com os quadros das fotos da mamãe. A Anna coitadinha ficou assustada com a cena, começou a ter crise de falta de ar. Meu
Fui buscar a Anna na vizinha, ela estava dormindo. Trouxe ela nos braços em seguida a coloquei na cama. Depois voltei para a sala onde estava meu pai deitado no chão com duas garrafas de bebidas ao lado. Acordei ele o ajudei a sentar no sofá e entreguei a marmita para ele comer. Ele estava tão bêbado que mal conseguia levantar a colher. Então dei a comida para ele, logo depois ele adormeceu novamente no sofá. Peguei uma coberta tirei seus sapatos e suas meias cobri ele, dei um beijo na testa dele e fui pro quarto. O cheiro do Murilo ainda estava em minha mão, fiquei lembrando do momento em que ele a beijou. Aquele olhar ficou na minha mente. Por um instante, eu até gostei do que as meninas fizeram. Assim pude conhecer ele. Será se era obra do destino?. Mas logo fui dormir, afinal quem iria se interessar por mim? Pobre, desajeitada e com um pai alcoólatra. No dia seguinte preparei a Anna para ir á escola, meu pai já tinha saído como sempre. Deixei ela na escola em seguida fui pr
Nesse momento estou em um Restaurante novo que está inaugurando hoje. Fui convidada pela minha amiga Vanessa, que também chamou a Martha e a Carol. Estou vestida com um vestido simples, vermelho com uma sandália baixa. As meninas como sempre, muito bem arrumadas. Eu não sou vaidosa como elas. -Então Gabi, está gostando da comida boa? Pergunta Vanessa. -Sim, está uma delícia, obrigada por me convidar amiga. Elas se olham e começam a rir, não entendi muito bem. Talvez tenha sido a forma que eu falei. O restaurante estava lotado, quase não cabia mais gente. Era inauguração, e o restaurante era famoso em vários estados. A comida de fato estava maravilhosa. - Ei Gabi, será que você se importa se agente for ao banheiro retocar a maquiagem? Pergunta Carol. -Claro que não, vão lá. Elas se levantaram sorrindo uma para outra. Puxei a vanessa pelo braço e perguntei: -Amiga, posso pedir duas marmitas para levar para meu pai, e para Anna? É que não fiz janta. -Claro que pode, F