043

A sacada estava iluminada apenas pela luz fraca da lua e pelas lanternas decorativas que davam ao espaço uma atmosfera acolhedora.

O ar fresco da noite era um alívio bem-vindo depois do calor sufocante do salão.

Peguei uma taça de vinho e fui para lá, esperando que o silêncio me ajudasse a organizar os pensamentos. - Augusto ainda conseguia fazer uma bagunça dentro de mim.

Encostei-me na grade, olhando para o horizonte, enquanto respirava fundo tentando manter minha cabeça no lugar. As luzes da cidade brilhavam como estrelas e a minha mente não focava exatamente nelas, pois estava a quilômetros dali.

O peso de tudo que eu vinha carregando parecia mais intenso agora.

Eu estava tão absorta que não percebi a aproximação de Rangel até ouvi-lo atrás de mim.

—Achei que te encontraria aqui! - Disse ele com a voz séria, sem o habitual tom brincalhão.

Virei lentamente para encará-lo, e ele parecia... diferente.

Não era o Rangel provocador de sempre. Havia algo mais genuíno no olhar
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