JOGANDO NAS SOMBRAS

Eu me escondi na penumbra, no canto escuro da sala, onde a luz fraca do telefone iluminava apenas o suficiente para ver minha própria expressão calculista. O ambiente estava pesado, como se o ar tivesse se tornado mais denso, mais difícil de respirar. Tudo ao meu redor estava em silêncio, mas eu sabia que o que acontecia do outro lado da linha era tudo o que importava agora.

Segurei o telefone com firmeza, a voz baixa e grave do outro lado da linha chegando com clareza, mas carregada de mistério. Eu já estava acostumado com aquela voz, sempre oculta, sempre sem rosto. O que importava era o que estava sendo dito, e o que ainda não havia sido dito.

— Eu sei o que estou fazendo. — Minha voz soou fria e segura, como sempre. — Angeline... Tenho certeza de que ela trairá Matteo. Não há como negar isso. O comportamento dela mudou, a maneira como ela se afasta de tudo e todos.

Do outro lado da linha, uma pausa. A respiração ficou mais pesada, mas não havia respostas imediatas, apenas o sil
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