Camila narrando :O dia da mudança chegou, e meu coração parecia que ia sair pela boca de tanta ansiedade. Acordei cedo, antes mesmo do despertador tocar, e quando olhei pela janela, o sol já iluminava o começo do nosso novo capítulo.Guilherme passou na nossa casa por volta das oito da manhã com o carro cheio e um sorriso enorme no rosto. Ele parecia uma criança prestes a ganhar um presente.— Bom dia, minha futura esposa. Pronta pra virar dona de mansão? — ele brincou, me dando um selinho e pegando uma caixa leve das minhas mãos.— Tô pronta pra tudo.Dona Maria tava animadíssima, mandando nos rapazes da transportadora como se fosse uma general de guerra. Ela já tinha tudo separado por cômodos, etiquetado, marcado e anotado.— Essa caixa vai pro quarto da Gabi. Essa aqui é da cozinha. E cuidado com essa, que tem vidro! — ela gritava, enquanto os caras subiam e desciam com as caixas.Gabi tava com os olhinhos brilhando. Ela ficou o tempo todo do meu lado durante a mudança, com seu br
Guilherme narrando:O dia foi puxado, mas cheio de significado.A mudança foi intensa desde cedo, caminhões descarregando, caixas pra todo lado, instruções, confusão e aquele caos organizado que só uma mudança de casa pode trazer. Mas diferente de outras vezes, dessa vez tinha algo diferente.Tinha amor envolvido.Ver a Camila com a Dona Maria na cozinha, rindo enquanto guardavam as coisas, me dava uma paz que eu não sabia que precisava. E a Gabi… meu Deus, a Gabi tava radiante. Quando ela entrou no quarto novo, com a decoração toda pensada pra ela, parecia que o mundo tinha parado por alguns segundos só pra registrar aquele sorriso.Ela pulava na cama, chamava a gente de rei e rainha… e eu ali, com os olhos marejando, fingindo que era só cansaço. Mas não era. Era gratidão.Passei o dia todo indo de um lado pro outro: ajeitei os eletrodomésticos com o pessoal da instalação, revisei os armários, testei a água, ajeitei as cortinas… Só parei quando o sol já tava se pondo.Mais pro fim da
Camila narrando :Depois que a gente comeu a pizza, o clima na casa era só leveza. Gabi tava rindo com o Guilherme no quarto, assistindo desenho e comendo como se fosse a melhor noite da vida dela, e talvez fosse mesmo. Eu e Dona Maria ficamos um pouco na sala, comendo devagar, falando da arrumação que ainda faltava, mas o cansaço já começava a bater no corpo.Quando tudo se acalmou, me despedi da Dona Maria e fui pro nosso quarto.Assim que abri a porta, me peguei admirando o espaço. Era enorme. A cama, imensa e macia, já tava com a colcha que eu tinha escolhido com tanto carinho. As luzes suaves, o cheiro de casa nova ainda no ar… tudo parecia um sonho.Segui pro banheiro e, quando entrei, quase suspirei alto.O banheiro era simplesmente perfeito. Espaçoso, com mármore claro nas paredes, luzes embutidas no teto, um espelho enorme e, no canto, a cereja do bolo: uma banheira linda, branca, convidativa.Me aproximei e comecei a enchê-la, ajustando a água morna do jeito que eu gostava.
Guilherme narrando :O jeito que a Camila se encaixava em mim era coisa de outro mundo. O corpo dela era quente, macio, envolvente… e ali, naquela banheira, enquanto a água subia e descia junto com os movimentos dela, eu sentia como se o tempo tivesse parado.Ela sentou devagar, e quando me sentiu por inteiro, soltou um gemido baixinho que fez meu coração acelerar. Segurei firme na cintura dela, só pra ter certeza de que aquilo era real.— Porra, Camila… — murmurei contra a pele molhada do pescoço dela, fechando os olhos por um segundo. — Você me deixa fora de mim.Ela começou a rebolar, devagar, provocante, como se soubesse exatamente o que tava fazendo comigo. E ela sabia. Camila tinha esse poder… de me desmontar e me reconstruir no mesmo instante.A água morna, o cheiro suave de lavanda no ar, os gemidos baixos dela perto do meu ouvido… tudo contribuía pra deixar o clima mais quente do que qualquer coisa que eu já vivi.Passei as mãos pelas costas dela, descendo até a curva da bund
Camila narrando: Acordei com um beijo suave, lento, daqueles que a gente sente primeiro no sonho antes de abrir os olhos.Demorei um segundinho pra entender onde eu tava. Ainda envolta no cheiro bom dos lençóis limpos, da pele do Guilherme, do perfume dele misturado com o nosso. Abri os olhos devagar e dei de cara com ele ali, sorrindo de canto, com aquele olhar que já me desmontava logo cedo.— Bom dia, minha rainha… — ele murmurou, com a voz rouca de sono e desejo.Sorri, sentindo o coração aquecer na hora.— Bom dia, meu amor…Era a nossa cama. A nossa casa. Nossa primeira manhã ali, juntos, sem pressa, sem correria, sem o peso do mundo nas costas. Só eu e ele.O sol entrava pelas cortinas, deixando o quarto com aquela luz dourada suave, que fazia tudo parecer ainda mais bonito. O edredom meio bagunçado, o travesseiro dele colado no meu, o corpo dele ainda quente, colado no meu…— Hoje é domingo… — falei baixinho, fechando os olhos de novo e me aninhando no peito dele.— E a gente
Guilherme narrando :Porra… a Camila embaixo de mim, rebolando daquele jeito, gemendo baixinho no meu ouvido, dizendo que queria me sentir por inteiro… tava difícil manter o controle. Ela sabia exatamente o que fazia comigo. Só com o olhar já me desmontava, imagina daquele jeito, toda nua na minha cama, com a respiração quente e a boca colada na minha.Eu tava pronto pra esquecer do mundo e me perder nela quando o maldito celular começou a tocar. Uma, duas, três vezes. E não parava.Bufei, frustrado, e peguei o aparelho com a mão pesada. Quando vi o nome na tela, senti o peso do compromisso cair nos meus ombros.— É minha mãe — falei, ainda ofegante, tentando sair daquele transe que a Camila me colocava com tanta facilidade.— Então atende — ela disse, com a voz baixa, tentando disfarçar a decepção. E eu vi, nos olhos dela, que ela também queria continuar. Que tava entregue, assim como eu.Ajeitei o volume dentro da cueca, respirei fundo e fui pra sacada do quarto atender. O vento da
Guilherme narrando :Continuação :O portão do condomínio abriu devagar e, assim que a gente entrou, vi os olhos da minha mãe se arregalarem. Ela observava cada detalhe pelas janelas do carro, as ruas arborizadas, as casas modernas, o silêncio, a segurança, tudo aquilo tão diferente do que ela tava acostumada a ver comigo.— Meu Deus, Guilherme… isso aqui parece cenário de novela — ela disse, com o tom de surpresa misturado com admiração. — Nunca imaginei a gente morando num lugar desses.Sorri de canto, sentindo o peito aquecer de orgulho.— A vida virou, mãe. E era isso que eu queria te mostrar.Estacionei na frente da casa e desliguei o carro. Saí pra pegar a mala dela no porta-malas, e ela ficou ali parada por um instante, olhando a fachada da casa. Moderna, com aquele jardim que a Camila e Dona Maria já tinham dado um toque especial logo no primeiro dia.— A casa é linda, meu filho… de verdade.— E é só o começo — respondi, colocando a mala dela no chão por um instante e abrindo
Camila narrando :A cena na minha frente me desarmou por completo.Gabi, com aquele jeitinho doce e puro, abraçada com força na dona Lúcia a mãe do Guilherme, que chorava como se tivesse reencontrado um pedaço perdido da vida dela… Aquilo foi demais pro meu coração aguentar.Eu tava ali, em pé na entrada da cozinha, com a mão ainda entrelaçada na de Gabi quando ela deu os passinhos e foi pro colo da vó que ela nem sabia que tinha.— Entao eu tenho duas vó… — ela disse com aquela voz baixinha e sincera que sempre me desmonta.E quando Dona Lucia apertou ela no peito, como se quisesse proteger do mundo, eu senti minhas pernas fraquejarem.Aquela mulher tava ali de verdade. E o jeito como olhava pra Gabi… era amor. Amor daqueles que a gente não ensina, que só nasce, sangue reconhecendo sangue.Senti Guilherme se aproximar e me puxar pela cintura, me colando no corpo dele. A mão dele pousou no meu quadril, firme, quente, como quem diz “tô aqui”, sem precisar falar nada.— Obrigada por iss