Capítulo 36
Verônica

Entramos na casa, e a porta se fechou com um baque seco, que ecoou no silêncio repentino que se instalou.

— Que tempestade! — Cadu comentou, olhando pela janela.

— É, parece que vai ser forte.

Mal terminei a frase, e o vento lá fora se intensificou, sibilando pelas frestas da janela, um rugido baixo e constante que aumentava a cada segundo. As árvores do jardim se curvavam com a força do vento, as folhas se retorciam em redemoinhos verdes, arrancadas dos galhos e lançadas ao vento. A chuva começou a cair, primeiro em gotas esparsas, depois em torrentes que batiam contra as janelas, deslizando pela superfície como lágrimas geladas.

A casa estremecia sob a fúria da tempestade, as paredes pareciam respirar com o vento, e as janelas tremiam como se estivessem prestes a explodir. Era assustador. Um raio rasgou o céu, iluminando por um instante o interior da casa, revelando a expressão de preocupação que com certeza estava estampada em meu rosto. Eu me encolhi com o estrondo
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