LizHoje faz 3 anos que me casei. No entanto, não conheço meu marido. Sim, vocês podem achar estranho uma jovem de 21 anos de idade casada com um completo desconhecido. Mas a vida nem sempre é justa, e assim que completei 18 anos, me casei com o meu tutor. Quando meus pais morreram em um acidente aéreo, fiquei sozinha no mundo aos 16 anos, mas meu pai já havia deixado um testamento para assegurar que eu ficaria bem, caso acontecesse algo com eles. Entretanto, nada me preparou para as condições absurdas que tinham descritas naquele documento, uma delas era que eu deveria permanecer casada com meu tutor até completar 25 anos, e a outra ser formada em direito, atuar como advogada para enfim, herdar as empresas da minha família, já que todas são do ramo da advocacia. Depois de tudo isso eu poderia por fim, tomar o controle dos meus bens, e da minha vida, optando pelo divórcio, obviamente. Meu tutor faleceu logo em seguida dos meus pais, decorrente de um infarto. Sim, com apenas 32 anos
LizNão posso negar que não prestei atenção em nenhuma das outras aulas. Só conseguia me lembrar daqueles olhos verdes! Ele é bem mais lindo do que na foto que tinha visto. E além de tudo, é meu marido. Tenho certeza de que ele não sabia quem eu sou. Espero que continue assim até ele assinar o divórcio. Saio do meu devaneio quando ouço a voz da Ana. — Você está bem, Liz? — Sim, estou — menti. — Então vamos, foi a nossa última aula. — Olhei para os lados, ou melhor para a sala, e estava vazia. — Vamos! — Hoje vai ter uma festa na casa da Samantha, vamos? — Não estou muito bem. — Franzi o cenho com um olhar triste. — O professor gostosão te deixou assim? — Ela começou a rir. — Claro que não — Tentei mentir. — Estou com cólica., ou acho que foi algo que comi que não me fez muito bem — Seguimos para fora do corredor. — Amiga, queria muito te fazer companhia, mas vou tentar dar uns beijos no Igor — Ana sempre foi atirada e um pouco comportada, se é que me entendem. — Boa sorte
Liz Passei o sábado todo em casa, mas continuei pensando nele. Ainda bem que o Petter e a Sandra estavam comigo, como de costume estamos nós três na sala, maratonando “Supernatural” e comendo pipoca. — Liz, quando quiser me contar o que está acontecendo, é só falar. — Obrigada. — Me aconcheguei no abraço dela. — Menina. — Oi, Petter! — Eu e a Sandra vamos jantar em um restaurante hoje. — Ele faz uma pausa. — Quer nos acompanhar? — Não — respondi, não podia atrapalhar este momento tão deles. — Tem certeza? Nós também podemos ficar. — Sandra depositou um beijo em minha testa. — Não, Sandra, podem ir. — Ela hesitou por um segundo. — Não se preocupem, estou bem. E Ana me chamou para ir em uma festa hoje. — E você vai? — É claro. — Olhei a hora no relógio de parede da sala. — Aliás, preciso me arrumar. Dei um sorriso para ela, me levantei e fui na direção das escadas. — Ok. Talvez não voltemos hoje. — Petter avisou quando eu subia os degraus. — Sem problemas! Aproveitem!
LizOutro cara começa a dançar comigo, mas não vejo quem é. Ele apenas acompanha o meu ritmo, a bebida já estava fazendo efeito. Começamos a dançar bem grudados. Ele segurou minha cintura e comecei a rebolar em seu pau, e percebi que ele estava bem excitado. Quando me virei, me deparo com um cara lindo, olhos cor de mel, com um cavanhaque. Meu Deus! Automaticamente nossos lábios se tocam. Que beijo gostoso, faz tempo que não beijo ninguém. Aliás, eu só beijei uma única vez, foi no segundo ano do ensino médio e estava com 16 anos. Depois que beijei o Edward, nunca mais beijei ninguém. Neste momento, alguém esbarrou em mim e assim que me virei, para reclamar e xingar a pessoa que estava me atrapalhando, senti algo gelado no meu corpo. Sim. Fico toda molhada, e não do jeito legal. Não vejo o rosto da pessoa, apenas fecho meus olhos e respiro fundo. Quando abro meus olhos, é ele! — Me desculpa. — Ele falou no meu ouvido. — Senhorita Navarro! — Fecho meus olhos novamente! — Você está be
HenryAlguns anos atrás.— Você vai ter que assumir o império da sua família — disse meu pai. — Eu não posso, tenho apenas 15 anos. — Estávamos na sede da máfia. — Você tem que começar desde agora — Ele respirou fundo. — Esse é o seu tutor. Um homem careca, franzino e muito alto. — Ele vai te ensinar tudo o que precisa para continuar honrando o nome da nossa família. Meu pai sempre foi muito rude, amor era um sentimento que não fazia parte da sua vida. Minha mãe faleceu quando eu tinha 12 anos. Ela tinha um tumor maligno no fígado e quando descobriu, já era tarde demais para qualquer tentativa de tratamento. Ainda bem que eu tinha a Sandra, que sempre foi a minha babá e quando me mudei para Nova York, ela veio junto. Sempre cuidou de mim. Minha família pertencia à máfia italiana. Eu nunca quis ser o Capo, mas isso era passado de geração em geração, então obriguei-me a aceitar. Com o tempo, treinei o meu irmão mais novo. Ele cuidava da máfia para mim, tendo apenas que me deixar
HenryDecido ligar para o meu advogado, Guilherme, preciso que ele resolva tudo sobre o meu casamento. — Guilherme? — Henry, o que me deve a honra? — Vou me casar! — Anúncio. — Como assim? Encontrou o amor da sua vida? — Ele ri. — Não, são apenas negócios. — Pode falar. — Aconteceu alguma coisa com o Eric, ainda não sei bem o que é. — Dei um suspiro longo. — E? — Guilherme me incentiva a continuar. — E vou me casar com a Senhorita Andrade. — Onde você quer chegar com isso? Você só pode se casar com alguém de dentro da máfia. — Me lembra. — Sou o Capo DI Capi, sou eu que faço as regras! — O lembro. — Vou me casar, não quero divulgação e nem nada do tipo, aliás, não quero nem ver ela. Apenas assinarei a certidão e quero que ela faça o mesmo. — Tem certeza? — Tenho, sim, quando der os 7 anos, eu me separo. — Ok, vou falar com o Bruno. — Quem é ele? — O advogado da… — Não quero saber nem o seu nome. — O interrompo. — Então você já sabe dessa história? — Ok, mas é estranh
HenryMal cheguei em NY e já estou cheio de problemas para resolver! Após saborear a minha bebida, tomo um banho demorado, fico imaginando como minha esposa é e com quem ela quer se casar. Nunca a quis ver pessoalmente. Quando nos casamos, ela era apenas uma menina e eu prefiro mulheres mais experientes, que consigam acompanhar o meu ritmo na cama, e não queria uma pirralha se apaixonando por mim. ***Meu celular despertou às 6h da manhã, apenas coloquei a minha roupa de corrida e escovei os dentes, peguei o meu celular, os fones e saí para correr. Isso fazia parte da minha rotina matinal. Voltei para casa e eram quase 7h30, me empolguei hoje. Coloquei o café para passar e fui tomar um banho, hoje eu começava a dar aula. Thiago com certeza me deve uma. Meu banho foi rápido e coloquei uma calças jeans, camisa e tênis social, penteei o cabelo para trás e passei meu perfume preferido: invictos. Tomei meu café rápido e fui direto para garagem, peguei o meu Porsche preto e fui para a
HenryChego em casa, tomo um banho demorado, coloco uma camisa branca que marca meus músculos e uma calça jeans preta. Não vejo a hora de ver a Navarro, meu pau já fica aceso só de pensar nela, sei que ela não faz o meu tipo, mas tem algo nela que me faz acender como uma árvore-de-natal. Vou para a garagem e decido ir com a minha BMW esportiva preta. Sigo o caminho todo pensando nela, em qual roupa ela está usando. Assim que chego, o manobrista se aproxima e pega as chaves. A fila está imensa, mas é claro que não preciso ficar nela, pois os seguranças já me conhecem. O lugar está lotado e, com uma certa dificuldade, sigo em direção do camarote. John já está à minha espera. — Henry, que saudades eu estava de você. — Ele me abraça. — Como o seu pai está? — Ele está bem, vim aqui devido aos negócios. — Entendo. — John já tinha sido da máfia, deixou seu cargo depois que se casou. Para algumas pessoas, era mais fácil sair dela. Queria ter essa sorte. — Vai ficar na cidade por quanto