Liz— Droga, Petter. — Eu estava frustrada, por causa dessa granada não estava conseguindo ouvir direito e vou perder toda a diversão. — Ai, que ódio. Pressione o pedaço de pano na minha testa, Petter pegou uma garrafinha de água e eu bebi, alguns minutos depois a minha audição começ a voltar.— Menina, está me ouvindo?— Agora, sim. — Ainda estamos atrás do muro.— Que susto você nos deu. — Ele ri.— Que isso, erva ruim! Ggeada não mata. — Nós dois rimos. — Eu vou atrás dos meninos.— O menino Henry disse que não é para você sair daqui.— Petter, desde quando eu obedeço ao Henry? — Ele riu. — Vamos, me dê? — Petter me entregou a minha arma, eu a ajeitava e a coloquei presa na minha calça, na parte de trás.— Mas deveria. — Levamos um susto quando ouço aquela voz.— Pedro. — Me virei e ele estava com mais dois homens, um em cada lado seu.Fisicamente ele parece o mesmo, tinha apenas umas marcas de expressões como todos nós.— Minha mãe disse que vocês mataram o meu pai. — Só aí eu me
Liz— Mas se você não queria fazer aquilo, por que brigou com a Bella?— Eu não podia deixá-la sair, eu não queria que eles matassem a minha mãe. — Eu não sabia se acreditava no que ela estava dizendo, pois não parecia fazer muito sentido.— Jenny, você está chorando. Vocês duas quase se mataram — Henry afirmou.— A Joana tinha acabado de sair da casa em que estávamos, e a gente discutiu. Ela me deu aquela arma para que eu matasse a Bella, quando voltasse. Ela a queria morta, ou eu poderia deixar que ela mesma a matasse. — Jenny secou a suas lágrimas. — Olha, tia, eu vou entender se você não quiser que eu fale mais com a Bella, eu sei que eu causei muito mal a vocês, mas quando eu descobri que o meu pai e minha mãe realmente não eram “meus”, eu fiquei transtornada. Vocês mentiram para mim a vida toda, mas a Bella me disse que tudo isso foi apenas para me proteger, e no dia em que vocês nos encontraram, eu achei que era Joana que estava entrando lá outra vez. E eu comecei a falar aquel
LizE olha eu, aqui no meio de tudo isso, praticamente cai de paraquedas nessa história, as nossas vidas estão iguais ou piores do que novela mexicanas. Quando eu pensava que tudo iria se resolver, o destino vinha, me dava um tapa na cara, e algo novo acontece, mas tudo acaba assim, na história do John e do seu Rodolfo.— Foi você que matou o meu John? — Joana me olhou com uma cara de louca.— Sim, foi eu — Descrevi a minha arma enquanto falo. — Antes ele do que a minha família.— Me desculpa, Henry, eu ia te matar sem você merecer. — Ela começou a rir igual a uma louca. — Olha, Liz, sempre te achei muito ingênua, e esse seu papel de boa moça, não me convenceu. Você não imagina o ódio que senti quando você disse que estava namorando o Pedro.— Joana, isso é passado — afirmei. — Agora solte a Ana e o seu neto — ordeno.— Não! — ela gritou e deu um tiro para o alto, e depois mira em direção da Sam, e dispara. — Seu idiota — ela grito quando o Pedro se jogou na frente da Sam e o tiro lhe
Liz Alguns dias depois.O Pedro já havia saído do hospital e continuava se recuperando, ele me perdoou pela morte do seu pai, e ele não quis fazer o velório da sua mãe, ela foi simplesmente cremada. Ana viu tudo o que aconteceu, eles nos contaram que depois que o John morreu, ela ficou meio perturbada. Quando eles tentavam falar com ela, não era fácil, pois ela surtava, era muito raro o dia que ela estava bem. Até tentaram interna-la, mas ela fugiu e então ficaram com ela em casa, mas evitavam deixá-la sozinha, depois de algum tempo, ela apresentou melhoras e eles deixaram de fingir que não ver, ela voltou a ter uma vida como antes.Foi aí que ela descobriu sobre a Jenny, e ficou obcecada por completo por ela. Começou a colocar a todos contra nós, e o Pedro só acreditou nas suas mentiras no dia em que ela se matou. Tentou matar o próprio neto com uma facada nas costas, se não fosse a Ana ter chegado naquele exato momento, não saberíamos o que tinha acontecido.O Maycon tinha apenas 1
LizHoje faz 3 anos que me casei. No entanto, não conheço meu marido. Sim, vocês podem achar estranho uma jovem de 21 anos de idade casada com um completo desconhecido. Mas a vida nem sempre é justa, e assim que completei 18 anos, me casei com o meu tutor. Quando meus pais morreram em um acidente aéreo, fiquei sozinha no mundo aos 16 anos, mas meu pai já havia deixado um testamento para assegurar que eu ficaria bem, caso acontecesse algo com eles. Entretanto, nada me preparou para as condições absurdas que tinham descritas naquele documento, uma delas era que eu deveria permanecer casada com meu tutor até completar 25 anos, e a outra ser formada em direito, atuar como advogada para enfim, herdar as empresas da minha família, já que todas são do ramo da advocacia. Depois de tudo isso eu poderia por fim, tomar o controle dos meus bens, e da minha vida, optando pelo divórcio, obviamente. Meu tutor faleceu logo em seguida dos meus pais, decorrente de um infarto. Sim, com apenas 32 anos
LizNão posso negar que não prestei atenção em nenhuma das outras aulas. Só conseguia me lembrar daqueles olhos verdes! Ele é bem mais lindo do que na foto que tinha visto. E além de tudo, é meu marido. Tenho certeza de que ele não sabia quem eu sou. Espero que continue assim até ele assinar o divórcio. Saio do meu devaneio quando ouço a voz da Ana. — Você está bem, Liz? — Sim, estou — menti. — Então vamos, foi a nossa última aula. — Olhei para os lados, ou melhor para a sala, e estava vazia. — Vamos! — Hoje vai ter uma festa na casa da Samantha, vamos? — Não estou muito bem. — Franzi o cenho com um olhar triste. — O professor gostosão te deixou assim? — Ela começou a rir. — Claro que não — Tentei mentir. — Estou com cólica., ou acho que foi algo que comi que não me fez muito bem — Seguimos para fora do corredor. — Amiga, queria muito te fazer companhia, mas vou tentar dar uns beijos no Igor — Ana sempre foi atirada e um pouco comportada, se é que me entendem. — Boa sorte
Liz Passei o sábado todo em casa, mas continuei pensando nele. Ainda bem que o Petter e a Sandra estavam comigo, como de costume estamos nós três na sala, maratonando “Supernatural” e comendo pipoca. — Liz, quando quiser me contar o que está acontecendo, é só falar. — Obrigada. — Me aconcheguei no abraço dela. — Menina. — Oi, Petter! — Eu e a Sandra vamos jantar em um restaurante hoje. — Ele faz uma pausa. — Quer nos acompanhar? — Não — respondi, não podia atrapalhar este momento tão deles. — Tem certeza? Nós também podemos ficar. — Sandra depositou um beijo em minha testa. — Não, Sandra, podem ir. — Ela hesitou por um segundo. — Não se preocupem, estou bem. E Ana me chamou para ir em uma festa hoje. — E você vai? — É claro. — Olhei a hora no relógio de parede da sala. — Aliás, preciso me arrumar. Dei um sorriso para ela, me levantei e fui na direção das escadas. — Ok. Talvez não voltemos hoje. — Petter avisou quando eu subia os degraus. — Sem problemas! Aproveitem!
LizOutro cara começa a dançar comigo, mas não vejo quem é. Ele apenas acompanha o meu ritmo, a bebida já estava fazendo efeito. Começamos a dançar bem grudados. Ele segurou minha cintura e comecei a rebolar em seu pau, e percebi que ele estava bem excitado. Quando me virei, me deparo com um cara lindo, olhos cor de mel, com um cavanhaque. Meu Deus! Automaticamente nossos lábios se tocam. Que beijo gostoso, faz tempo que não beijo ninguém. Aliás, eu só beijei uma única vez, foi no segundo ano do ensino médio e estava com 16 anos. Depois que beijei o Edward, nunca mais beijei ninguém. Neste momento, alguém esbarrou em mim e assim que me virei, para reclamar e xingar a pessoa que estava me atrapalhando, senti algo gelado no meu corpo. Sim. Fico toda molhada, e não do jeito legal. Não vejo o rosto da pessoa, apenas fecho meus olhos e respiro fundo. Quando abro meus olhos, é ele! — Me desculpa. — Ele falou no meu ouvido. — Senhorita Navarro! — Fecho meus olhos novamente! — Você está be