Capítulo 31

Elias POV

O cheiro de ervas e sangue ainda impregnava o quarto quando entrei. O ar estava pesado de preocupação, o tipo de tensão que se instalava quando se ficava à beira da perda.

Tomas jazia na cama, o peito subindo e descendo lentamente, a respiração finalmente estabilizada. Seu rosto ainda estava pálido, mas o suor febril havia sumido, e os ferimentos profundos que antes ameaçavam sua vida agora não passavam de cicatrizes recentes.

Eu me aproximei devagar, puxando uma cadeira ao lado da cama. Meus dedos roçaram os dele sobre os lençóis, buscando algum sinal de que ele estava ali comigo, de que não iria me deixar.

— Você sempre dá um jeito de se meter em problemas, não é? — murmurei, minha voz um fio de som no silêncio do quarto.

Ele não respondeu, mas seus dedos, mesmo que fracos, apertaram os meus.

Uma onda de alívio percorreu meu corpo.

A porta rangeu atrás de mim, e quando me virei, vi Miguel parado ali, observando-me com uma expressão que beirava o cansaço
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