A noite está linda, e sentada aqui, acompanhada de Danilo, não poderia ser mais perfeita, apesar do flagrante que ele me deu no quarto dele, babando em seu corpo. Até que ele disfarçou bem e nem tocou no assunto, para o meu alívio. O tempo passou muito rápido e logo Benjamin se aproximou, nos chamando para jantarmos. Nos levantamos e entramos na casa, e como sempre, todos estavam reunidos em volta da mesa para o jantar. Vi o olhar de Hayden para Tyler e depois para Danilo, mas nada além disso; o clima continuou normal entre conversas e risadas.Assim que o jantar terminou e todos se dispersaram, vi quando Tyler se juntou ao pai no escritório. Acredito que irão conversar sobre o problema em que Hayden se meteu. Fui até onde Benjamin estava e deitei-me, colocando a minha cabeça em seu colo. Ele colocou sua mão em meus cabelos e começou a fazer carinho. Sinto falta dos dias em que ficávamos apenas nós dois no apartamento. Desde que meu pai morreu em um ataque na nossa casa, somos apenas
**Kara Grecco**Nasci na Itália e, desde então, vivi com meu pai. Sempre tive uma vida bem feliz; como criança, vivia correndo pela linda cidade de Terni. Tinha um moleque que eu não gostava muito, mas ele sempre estava presente em minha casa. Nunca liguei pra isso, sempre tive vários amigos. Minha pele costumava se destacar; todos sempre falavam o quanto eu era bonita, mas também moleca... Não conhecia a minha mãe, e meu pai não gostava de falar dela. Não sei o que aconteceu entre eles, mas o fato é que eu nunca a conheci. Quando eu perguntava, meu pai dava um jeito de se sair da pergunta e sempre fiquei sem respostas...Conforme fui crescendo e entendendo as coisas, comecei a prestar atenção nas conversas e percebi que morávamos em uma comunidade da máfia e que meu pai era muito próximo do Don, que ele respeitosamente chama de O Chefe. E o pior, eu descobri aos 13 anos: eu fui prometida em casamento ao Capeta que eu detesto, chamado Richard, moleque nojento. Me pergunto como meu pai
Faço a ligação e, no primeiro toque, meu pai atende. Sinto a ansiedade em sua voz...— Alô, filha, onde e como você está?— Oi, pai. Estou ligando porque estou com saudades. Queria saber como o senhor está e como estão as coisas aí.— Filha, eu estou bem, mas preciso que você volte, meu amor. Você sabe que é necessário...— Pai, eu estou ótima, mas não tenho planos de voltar pra ser obrigada a me casar com aquele nojento. O senhor sempre soube que eu não o suporto. Tentei de todas as formas persuadir o fim desse casamento, pai. Eu não o amo e não consigo me casar com ele. Eu nunca seria feliz. Tenta entender...— Filha, sua escolha terá consequências e você sabe disso. Sem falar que ele poderá te procurar quando assumir o posto dele no clã. Eu tentei evitar que isso acontecesse, mas, infelizmente, não tem como fazer, meu amor. Os laços foram feitos quando vocês nasceram...— Por isso mesmo eu não pretendo voltar, pai. Estou vivendo muito bem aqui e não precisa se preocupar. Eu aprendi
Já se passaram 4 dias desde que tentaram matar a minha mãe e ainda estamos aqui, nesta cabana no meio do nada, sem luz elétrica ou água encanada e, o pior, sem nenhum meio de comunicação. Aqui, a cabana é bem isolada; não ouvimos nada além do som dos pássaros, o som das águas na cachoeira e o som do vento balançando as folhas nas árvores. Os alimentos que temos aqui estão acabando; já não tinha muita coisa mesmo, eram apenas coisas para alguns dias. E como a minha mãe não pode aparecer na cidade, ao menos por enquanto, sobrou para mim ir à procura de algum supermercado. Fui até o carro e olhei o quanto tínhamos de dinheiro disponível. Não era muito, mas dá para comprar algumas peças de roupas e um pouco de alimento, pelo menos até a poeira abaixar. Respirei fundo, liguei o carro e peguei a estradinha de terra que dá acesso à cabana. Por aqui, só dá para passar um carro por vez; isso, por um lado, é bom. À nossa volta, o que vemos é só floresta. Dirigi bastante e, depois de 2 horas d
Tentei ao máximo me esquivar de "meu noivo", Richard Smith. Mal saí do quarto durante o restante do dia e, nas poucas vezes que saí, foi apenas para ir ao restaurante em um horário que imaginei que não o encontraria. Que saco! Tantos hotéis para ficar, e tinha que ser exatamente no mesmo em que estou... Minha mãe se manteve no quarto o tempo todo, com um notebook sobre a cama e o celular na mão. Uma hora parecia mais calma, em outra, bastante irritada. Pelo andar da carruagem, a coisa está mais séria do que imaginamos.Saí de perto dela porque vi que estava bastante irritada e tentando se controlar. Fui até a ante-sala e me joguei no sofá, fechei os olhos e fiquei repousando até escutar a sua voz me chamando:— Filha, como você está? Me desculpe, meu amor, por me meter você nisso...— Tá tudo bem, mãe, mas e aí, conseguiu descobrir alguma coisa?— Sim, o cara é filho de alguém do alto escalão. Não vou poder fazer muita coisa, mas alguns amigos de confiança estão juntos comigo nessa em
O dia mal amanhece e faço questão de acordar a minha filha. Arrumamos as nossas coisas às pressas e, em seguida, fui até a recepção, fiz o check-out e, em seguida, saímos. Já tinha um táxi à nossa espera. Estamos correndo contra o tempo, sei que meu prazo é curto. Desconfio de um carro que se aproxima da entrada do hotel e, antes que se aproxime demais, entramos no carro e saímos rumo ao nosso novo lar.Não posso me dar ao luxo de deixar a Kara desconfiar ainda mais do que já está. Ela ainda é nova e, com certeza, vai enfiar os pés pelas mãos. Eu não sei se conseguirei sair viva dessa enrascada. Meu grande amigo e companheiro de cama quase morreu por tentar me salvar. Não posso deixar a minha filha, o único pedaço de mim aqui na Terra, correr riscos, mais do que já corre.Depois de 30 minutos de carro, finalmente estamos chegando em frente a um condomínio de alto padrão. Peço que o taxista pare em frente. Noto que ele estranha o fato de não permitir que ele, pago a corrida, pegamos as
Acho que consegui convencer a Kara; afinal, ela não insistiu mais nas perguntas. Depois que eu falei um pouco sobre os meus pais, finalmente ela voltou ao quarto dela, me deixando sozinha com os meus pensamentos e medos...Não consegui dormir durante a noite. Fiquei rolando na cama e tentei ligar mais algumas vezes para o Andrés, imaginando se ele atenderia, mas as ligações não foram completadas e, inclusive, algumas vezes foram desligadas propositalmente. Com a minha vasta experiência, sei muito bem o que isso quer dizer: ele está vivo e nas mãos de seus algozes. Na manhã seguinte, recebi uma ligação muito estranha de Ary, me perguntando como estávamos; mais claramente, a preocupação era em como a Kara está...— Ary, por que está tão estranho? — Não é nada, apenas estou preocupado com a minha filha Amália. Desde que você a tirou daqui de Terni, as coisas não estão fáceis e estou com medo por ela... — Do que você está com medo, Ary? Está acontecendo algo que eu deva saber para pro
Procurei encontrar o número de telefone do Henrique. Ele seria a última pessoa em quem eu imaginaria que devia confiar, mas, dessa vez, tanto o Andrés quanto o Henrique me surpreenderam. Eu jamais imaginaria que esses dois fossem amigos... Depois de vários minutos na agonia de encontrar o número dele, finalmente o encontrei jogado em um canto da minha bolsa de trabalho. Respiro fundo, tentando encontrar coragem para falar com ele, pois lembro-me perfeitamente da última vez que nos encontramos. A briga não foi nada agradável; Henrique é um homem muito difícil de lidar e não é à toa que ele ainda esteja vivo depois de tudo o que ele já fez...Respiro fundo e faço a bendita ligação que poderia pôr um fim a toda essa agonia que estou sentindo. Que saco, era só isso que faltava. Jogo o telefone em cima da cama e caminho até a minha janela. Fico dando voltas no quarto, com um aparente desespero. Eu realmente estou desestabilizada e isso é péssimo. As lembranças da imagem do vídeo conseguir