Escutar as palavras de Danilo me fez perceber que as coisas seriam mais rápidas do que imaginávamos. Por isso, apenas concordei com a cabeça e o abracei forte, querendo estar junto a ele o máximo que conseguisse.— Ei, minha diabinha, o que deu em você? — perguntou ele de forma carinhosa. Ainda não conseguia acreditar que Danilo era um poço de gentileza por trás da máscara seca e arrogante.— Não é nada, Danilo. Só quero abraçar você...— Ei, eu ainda tenho um tempinho. Vem aqui. Posso não ter tempo de foder você como gostaria, mas tenho tempo para te dar um pouco de prazer. — Ele me olhou nos olhos enquanto me puxava para mais perto do seu peito, selando nossos lábios em um beijo.Sentado na cama, Danilo me fez sentar encaixada entre suas pernas. De imediato, senti sua ereção e me aproximei ainda mais, fazendo o safado dar aquele sorriso tão único e que quase nunca surgia em seu rosto. Suas mãos percorreram minhas costas, causando arrepios, e, sem demora, voltamos a nos beijar com sa
Os dias passam rápido, e a cada dia estamos a investir pesado contra o Monopólio. Depois do golpe no porto e na reunião, onde trocamos os documentos — ele assinou um documento onde abre mão de toda a Organização O Monopólio para os Montanaro, incluindo as suas reservas, associados, e vários bens que antes pertenciam a Khazar e foram tomados —, tenho me mantido um pouco mais quieto. Eles ainda não sabem o golpe que tomaram, mas logo, logo irão descobrir...Acordo cedo e saio para uma corrida acompanhado de Emily e Chloè. Estamos preocupados porque, até agora, o crápula não manifestou nenhuma intenção de tentar resgatar o filho e seus homens, o que acho bem estranho, tendo em vista que este será o seu sucessor (ao menos é o que ele acha). Pena que o pequeno príncipe jamais chegará ao trono. Durante todo o caminho, falamos sobre as várias possibilidades, e a Chloé me deu a sua opinião, que eu, é claro, ponderei bastante — afinal, ela, com os olhos femininos, tem uma visão bem apurada.—
AryNunca imaginei que teria a honra de ter meus três netos sob o mesmo teto, não depois do que o Monopólio fez por conta do orgulho ferido de Richard. E por esse motivo, ainda não consigo me perdoar. Mesmo com o perdão dos meus netos, ainda me sinto culpado por tudo o que aconteceu.Meu desejo implacável por vingança sempre esteve presente em meu peito, mas sozinho eu não poderia fazer nada. Agora, junto com a minha família, faço questão de ajudar nessa vingança. E é exatamente pensando nisso que me aproximo de Dom, o doce menino que se transformou nesse homem sanguinário, que exala perigo para qualquer inimigo.— Dominic, preciso que me ajude com algo. Faz muito tempo que não pratico...— Como assim, nono? Do que o senhor está falando? O que o senhor quer? — Ele pergunta ao me ver vestido de acordo com as cores que a Khazar sempre usou... Preto.Sei que a escuridão está chegando, Dominic. Eu a vejo em seus olhos, meu menino. Eu a reconheço de longe... Respiro fundo enquanto o olho p
Deixo os quatro no porão e vou ao encontro da minha família. Preciso conferir tudo para quando estivermos prontos para voltar à nossa amada Calábria. Sei que as coisas andam perfeitamente em ordem. Henrique fez questão de deixar tudo pronto para o nosso grande retorno.Assim que chego na sala, tenho a visão do meu inferno e paraíso pessoal. Sei que, mesmo sem a ter tocado, já a quero proteger, e isso é bom e ruim neste momento.Aproximo-me dela e a abraço, o que causa estranheza em alguns presentes e risadinhas em outros. Amanda estranha a minha atitude, mas não se afasta. Eu respiro aliviado por ela não me repelir, mesmo com outras pessoas por perto. Assim que a solto, ela está vermelha e abaixa a cabeça. Toco o seu queixo e dou um sorriso apenas para que ela veja, depois volto a minha atenção aos outros que estão na sala.— Nono, sei que não é o melhor momento, mas pense na possibilidade de me dar a Amanda se eu sair vivo dessa guerra... Ela é minha, eu a quero para mim... — Falo, e
Com um binóculo com visão noturna, vi ao longe os carros se aproximando cada vez mais. O vidro embaçado pelo meu hálito quente contra o frio da madrugada. Quando atingiram a distância que consideramos segura, o alarme soa mais uma vez, nos avisando que finalmente chegaram. O som estridente corta como uma faca nos tímpanos, misturando-se ao zumbido de adrenalina no meu sangue.Começa a correria nas nossas ruas. A fortaleza está transformada em campo de guerra: homens correndo por todos os lados e muito bem armados. O cheiro de óleo queimado e suor ácido impregna o ar. O nosso hospital já está preparado para receber os irmãos que forem feridos, como havíamos planejado. Mulheres e crianças estão dentro de suas casas, comércios fechados. Vejo uma criança espiando por uma fresta na janela – seus olhos arregalados refletem o vermelho das luzes de emergência.Vários de nossos irmãos foram posicionados estrategicamente do lado de fora para os encurralarmos — e, com certeza, por essa eles não
Puta que pariu...A visão do paraíso em cima da minha cama, me olhando com um sorriso encantador nos lábios e as bochechas vermelhas como um tomate, me fez paralisar por alguns segundos. Então, sem fazer cerimônia alguma, saio do banheiro com a toalha em volta da cintura e vou em direção à cama...Ela está sentada e recostada na cabeceira da cama, vestida com uma camisa social minha, os botões semiabertos, mostrando mais pele do que deveria. A camisa cobre apenas a parte superior do seu corpo, mas deixa à mostra o pescoço e parte do ombro, enquanto suas pernas estão completamente expostas, mostrando a pele clara que contrasta totalmente com seus cabelos castanhos... Minha perdição.— Amanda, o que faz aqui? — pergunto, já sabendo da resposta, ao mesmo tempo que subo na cama e tomo os seus lábios em um beijo duro, mas ao mesmo tempo apaixonado. Sinto as suas mãos envolvendo o meu pescoço à medida que aprofundo ainda mais o beijo...Acaricio os seus cabelos sedosos e lisos, descendo as
EmilyAcordo com o dia clareando e vou direto tomar um banho. Sinto meu corpo leve, como há muito tempo não sentia. A alegria que senti ao ver o rosto de Renzo se tornar aterrorizado ao perceber que morreria pelas mãos da menina que ele treinou, torturou arduamente sem um pingo de culpa durante anos e anos, foi reconfortante. Ele jamais imaginou que Savannah, aquela garotinha que cresceu treinando contra a vontade, se transformaria na fria Emily Grecco Montanaro, a mulher forte e determinada que teria coragem de puxar o gatilho para executá-lo. Foi demais. O sorrisinho debochado sempre presente no seu rosto se desfazendo à medida que a vida se esvaía do seu corpo foi perfeito...Henrique me abraçar e me trazer de volta para o Dom naquele momento me fez entender por que nos sentimos completos com toda essa adrenalina. Nós, os Grecco Montanaro, não conseguimos viver sem isso. É o que nos dá força, o que nos fez reerguer... Hoje, posso bater com a mão no peito e dizer que meus pais estar
Sou Tyler Campbell, melhor dizendo, Dominic Grecco Montanaro. Quando eu tinha 4 anos, fui enviado por meus pais para um colégio interno com um nome falso, segundo eles, para a minha segurança. Eu só poderia sair de lá com a autorização deles ou de alguém da minha família. Desde então, eu nunca mais os vi. Aos 12 anos, entrou um professor de luta, especificamente para me treinar, e desde então aprendi Muay Thai, Krav Maga, Kung Fu e Karatê, além de aprender a lutar com armas brancas. Nunca entendi o porquê de toda essa preparação até completar 20 anos e ser retirado daquele colégio.Sei que tenho duas irmãs. Quando fui enviado para o colégio, minha mãe, Kara, estava grávida. Tenho essa lembrança: a minha linda mãe com a barriga enorme. Pouco depois de ter sido enviado ao internato, recebi a visita dos meus pais e, com eles, dois bebês lindos. Elas tinham acabado de nascer, e eu as vi e as peguei pela primeira e última vez em meu colo. Fiquei encantado com tanta beleza, tão pequenas e t