03

Entrei no carro batendo a porta na cara dele, logo em seguida Emma e Will entraram e se sentaram ao meu lado.

Dei mais um berro pedindo para que meus pais viessem logo, mas aparentemente eles haviam simplesmente parado para conversar com a Carly e com o marido dela.

Deitei a cabeça no ombro de Will, resmungando baixinho. Sabe-se a hora em que eles parariam de conversar.

– Acalma-se, Sammy, acalma-se — disse ele, em um sussurro.

– Calma? Impossível ter em um momentos desses… — falei.

Emma suspirou, como se estivesse irritada, falou:

– Você é muito… idiota, Samira! O que esse moleque te fez, afinal? Nada! E você fica simplesmente esnobando ele. Sinceramente, eu acho que você deseja o corpo nu dele, você o ama, mas para se convencer que isso não é verdade, fica tratando-o mal. Tudo bem que ele é um convencido idiota, mas ele nunca te fez nada!

Senti meu rosto esquentar e meu lábio tremer. Abri a boca pronta pra responder, mas a fechei de novo. Longos segundos se passaram até eu finalmente murmurar:

— Cale a boca.

POV’S Mattias

Samira Carbone, orgulho e esquisitice é as palavras que definem essa garota.

Sinceramente, eu gostaria de pegar ela, mas pelo jeito ela percebia isso e se mantinha a distância. Talvez porque sabia que não resistiria a mim. É, ela não resistiria a mim, verão passado ela quase não resistiu, e ela sabe que vai chegar uma hora em que não irá aguentar e Bum! Juntos ficaríamos até eu enjoar.

Ultimamente, tudo anda muito pacato. As mesmas garotas, as mesma menininhas infantis e artificiais. É isso que me faz querer a Samira, ela é diferente, estranha, mas atraente. De qualquer forma, eu ainda vou tê-la, nem que for uma vez só Mas tem um problema. Aquele garoto, aquele que vive grudado nela. Qual é o nome mesmo? Wesley, Walker…

Will! Isso, William, ou como prefere, Will. Parece que eles são só amigos, mas eu não acredito em amizades entre homens e mulheres, então aí tem.

De qualquer jeito, assim que recebi a notícia da viajem eu vi a possibilidade de conquistá-la. Ninguém disse que seria fácil, pois aquela garota era mais fria que cubo de gelo. Logo eu percebi que Sam não sabia que viajaríamos, e então entreguei pra ela. Depois que ficou sabendo, decidiu levar seus dois amigos juntos, Emma e Will. Resolvi também levar um amigo, o Josh, talvez ele me seria de alguma utilidade.

Reafirmando uma coisa que já disse, eu vou tê-la, nem que seja uma única vez. Não vou desistir.

POV’S Mattias OFF

Cerca de uma hora depois de muito sofrimento e agonia, meus pais vieram, iriamos de carro. A viagem era de duas horas, duas horas de muito chateamento.

Passei todo o percurso cochilando no ombro de Will, porque, meu deus, esse garoto tinha a forma exata de me acalmar e me irritar. I love it.

Emma, cochilava no outro ombro de Will, e ele cochilava com a cabeça virada para trás, trio perfeito, mesmo que às vezes Emma falasse demais e me deixasse com raiva, isso não durava muito.

Atrás, vinha o carro dos Sartori, que dirigia calmamente.

Senti as cutucadas em meu ombro, de meu pai, pois havíamos chegado.

Me espreguicei e acordei Will e Emma, descemos do carro e vimos onde estávamos.

A casa era enorme, com uma arquitetura moderna e charmosa. Havia piscina no quintal da casa e área para churrasco. Ainda no quintal, tinha um deck de madeira polida que levava a uma parte privada do mar.

O carro dos Sartori estacionou logo em seguida, antes eu entrei para dentro com Emma e Will. Subimos até o segundo andar e fomos para o quarto na qual dividiríamos.

– Nossa! Esse quarto é lindo. — exclamei.

Era mesmo: uma televisão enorme, cama enorme, sofás, pufes, banheiro, frigobar e uma janela enorme que dava uma visão privilegiada do céu.

Me joguei de cara na cama, em seguida Emma e Will me levantaram pelos braços.

– Bora pular na piscina — falou Will.

– Piscina? Tá ficando bobo? Vamos é pro mar — falou Emma, abrindo a bolsa, atrás de seu biquíni.

– É, vamos. — disse eu, sem muito ânimo. Abri minha bolsa e peguei meu biquíni. Se bem que o que eu queria mesmo era dormir ou encher a cara de pizza.

Fui ao banheiro colocá-lo, por causa de Will, e depois que terminei, saí, então Emma foi pôr o dela.

Depois que nós todos já tínhamos vestido nossas roupas de banho, saímos da casa e fomos em direção a área pública da praia.

A praia estava lotada, pessoas para todo lado em suas cadeiras tomando água de coco e pegando um bronzeado.

Me aproximei do mar e molhei meus pés, a água estava fria, mas gostosa. Me virei e me deparei com uma barraca de aluguéis de pranchas de surf.

Agarrei Will, e o puxei até lá.

– Sabe surfar, Will? — perguntei, alvoroçada.

– Não, você sabe? — falou franzindo a sobrancelha.

– Não, mas eu quero aprender! — falei pegando dinheiro em uma sacola que eu tinha trazido.

O sol estava forte no céu, então alguém fez uma sombra atrás de mim. Senti a respiração e o calor da pessoa a minhas costas. Me virei. Era Mattias. Ele arqueou a sobrancelha e apontou o queixo para a barraquinha.

– Eu sei surfar, se quiser eu posso te ensinar — falou Mattias.

Olhei bem pra ele, antes de um sorriso se formar em meus lábios.

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