CAPÍTULO 36

AYLA

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Ainda estava escuro quando desci as escadas, cada degrau ecoando o peso de tudo o que acabara de acontecer.

A casa estava mergulhada no silêncio, exceto pelo som abafado dos meus soluços. Meu coração pesava no peito como uma âncora, mas minha mente estava decidida. Se aquele era o meu destino, eu o enfrentaria de cabeça erguida. Assim que cheguei à sala, vi meus pais esperando por mim, uma cena que eu jamais esqueceria.

Meu pai estava de pé, encostado na parede com os braços cruzados, o rosto molhado de lágrimas. Ele evitava me olhar diretamente, como se a dor de me ver partir fosse insuportável. Sua expressão mostrava uma tristeza que ele mal conseguia conter, como se quisesse me abraçar mais uma vez, mas estivesse preso à tradição que o impedia. Sua respiração pesada era o único som que preenchia a sala.

Minha mãe, por outro lado, estava sentada no sofá, com uma postura rígida e o olhar gélido fixo no chão. O amor que antes eu via nos olhos dela agora havia se transformado
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