A Fugitiva Reclamada pelo Alfa Supremo
A Fugitiva Reclamada pelo Alfa Supremo
Por: Ela Ferreira
Cap 1 Traição

EULÁLIA

“Licaon foi o primeiro lobisomem da história, segundo as lendas gregas. Ele ousou cozinhar a carne de um escravo para oferecê-la a Zeus e, como punição, o deus o amaldiçoou. Desde então, ser um lobisomem sempre foi visto como uma maldição.”

“Agora somos sinônimos de poder.”

Aquela seria a noite em que minha vida mudaria, não que eu soubesse se seria uma mudança boa ou ruim.

— Estão invadindo… — foi tudo muito rápido.

O novo Beta da matilha Sangue Azul me puxou pela mão para longe de toda a confusão. A princípio, acreditei que seria pela posição de Luna que meu namorado havia prometido.

— Por aqui. — Ele me levou rumo à floresta.

— Mas eu posso ajudar as mães e crianças desamparadas se estiver lutando junto com todos.

— Sua segurança é mais importante. E são ordens diretas.

— De Ciro? — perguntei, seguindo-o. Ele ainda me puxava com pressa.

— Sim.

Meu sorriso ampliou. Por dentro, estava muito feliz por ele não estar mais estranho como antes.

“Ele está me protegendo.”

Acompanhei o Beta até a clareira, no meio da floresta. Lá, ele me deixou.

— E o que faço aqui? — perguntei, confusa, enquanto ele deu as costas.

— O Alfa virá em breve. — Disse ele, partindo em seguida.

Levantei o rosto, olhando a lua cheia no centro. Suspirei, sonhadora.

“Ele vai me pedir para ser sua Luna agora.”

Não demorou muito, e o barulho de alguém se aproximando me fez ficar em alerta, pois esse ser carregava algo que arrastava no chão com força.

“Quem será? Um dos inimigos?”

Eu não pude ver o rosto de ninguém que ousou invadir nossa alcateia na noite de posse de Ciro, o filho do antigo Alfa.

— Quem está aí? — perguntei para as árvores escuras e sombrias.

— Sou eu. — Ouvi a voz do meu namorado e novo Alfa saindo das sombras. Ele trazia o corpo de alguém, que puxava consigo.

Seu rosto estava banhado em lágrimas, e sua respiração, ofegante. Ele soltou o corpo perto de mim e me agarrou pelas mãos, pondo-se de joelhos.

— O que houve? Quem é esse? — perguntei, sem olhar para o rosto da vítima.

— Meu pai, Eulália. — Seu modo de me chamar me fez pensar que ele sofria tanto que não havia espaço para mais nada. Nem para nosso relacionamento.

— Minha nossa! — Pus-me de joelhos junto com ele, vendo seu pai morto atrás de Ciro.

— Eu sinto muito! — desejei com pesar. Eu também gostava muito do nosso líder anterior e, mesmo que ele não soubesse do meu relacionamento com Ciro, ele me tratava muito bem.

— Eu também. Eu sinto tanto! — Ele agarrou meu rosto com as mãos sujas do sangue do próprio pai. Eu não me importei. Ele estava com dor, e eu sentia isso.

O abracei enquanto ele desabava em mim.

Então, quando tudo parecia calmo, até mesmo seu choro persistente, ele se ergueu junto comigo e se afastou, limpando o rosto.

— Eu agradeço por tudo, Eulália. Por ter me colocado no posto do meu pai, por ter me consolado agora. E, por isso, você está livre. — disse ele, seus cabelos loiros brilhando à luz do luar, assim como seus olhos verdes.

— Eu… — A última frase era uma completa confusão para mim. Ele se afastou ainda mais, deixando-me ali com o corpo de seu pai.

— Eu estou livre? Do que está falando? Ninguém nunca me prendeu aqui, ainda mais agora, que você é o Alfa. Eu continuarei cuidando de você e de todos.

— Não, Eulália, ele não precisa mais de você. — Ouvi a voz de uma mulher.

Rosalina Rubens, a médica da alcateia, apareceu atrás de Ciro, colocando as mãos nos ombros dele. Ele já estava completamente diferente agora; seu rosto parecia indiferente.

— Do que você está falando? O que significa isso? — Os encarei.

— Significa que a traidora da nossa matilha tem que ser morta. — Disse Ciro, enquanto olhava para o corpo de seu pai.

— Quem o matou? — Não compreendi nada.

— Você não vê? Você é a traidora. Você matou o Alfa Michel. — Disse Rosalina, com um sorriso sinistro no rosto.

Um arrepio subiu pela minha espinha, e o alerta interior ativou-se imediatamente.

“Ciro nunca pensou em me tornar Luna.”

Um nó se formou na minha garganta. A dor foi imediata, mas tudo estava claro.

"Ele me traiu."

As palavras dele da última semana voltaram à minha mente.

“Você terá uma maravilhosa surpresa quando eu for Alfa…”

Essa era a surpresa?

Antes que pudesse reagir, uma sombra avançou na minha direção.

Dentes afiados brilharam à luz da lua.

O lobo de pelagem amarelada e grande de Ciro me derrubou com força no chão.

— O que está fazendo? Sou eu! — tentei fazê-lo me ver como antes.

Ele rosnou e arranhou meu braço com suas garras, fazendo-me gritar, ferindo meus sentimentos e meu corpo.

— Pare! — Tentei somente me defender. Tudo aquilo devia ser um pesadelo.

“Tudo porque ele me traiu?”

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